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China detém terceiro canadiano em plena tensão com Otava

19 dez, 2018 - 15:50 • Tiago Palma com Lusa

Três semanas após a detenção no Canadá de Meng Wanzhou, diretora financeira da Huawei, um terceiro cidadão canadiano foi preso na China, desconhecendo-se a acusação de que é alvo. Os restantes detidos canadianos são acusados de "prejudicar a segurança nacional" chinesa.

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Um terceiro canadiano foi detido na China, avançou esta quarta-feira o Guardian, numa altura de crescente tensão entre Pequim e Otava, face à detenção da diretora financeira da empresa chinesa de telecomunicações Huawei.

O jornal canadiano National Post cita um porta-voz do Governo do Canadá, que confirma a detenção, sem avançar mais detalhes. O porta-voz não sugeriu, porém, que a detenção esteja relacionada com o caso de Meng Wanzhou, a executiva da Huawei.

Hua Chunying, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, afirmou, também esta quarta-feira, "desconhecer" esta terceira detenção. "Não ouvi dizer nada sobre essa situação", afirmou, em conferência de imprensa.

As autoridades norte-americanas, recorde-se, pediram ao Canadá que detivesse Meng por suspeita de que a Huawei tenha exportado produtos de origem norte-americana para o Irão e outros países visados pelas sanções de Washington, violando as suas leis.

Uma lei federal norte-americana proíbe responsáveis governamentais e militares de utilizarem aparelhos fabricados pela Huawei e as suas alegadas ligações ao Partido Comunista chinês são frequentemente salientadas.

Na semana passada, e após advertirem Otava com "graves consequências", as autoridades chinesas detiveram dois cidadãos do Canadá: Michael Kovrig, antigo diplomata, e Michael Spavor, empresário que organiza viagens turísticas e eventos desportivos na Coreia do Norte. Ambos são acusados pelas autoridades de "prejudicarem a segurança nacional da China".

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