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Novo recorde em 2018: 251 jornalistas presos

13 dez, 2018 - 10:20

Turquia lidera a tabela com 68 detenções, seguida da China com 47 e do Egito com 25.

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O Comité para a Proteção de Jornalistas (CPJ) revela que a ofensiva contra a liberdade de imprensa prosseguiu em 2018, pelo terceiro ano consecutivo, com o registo de 251 jornalistas detidos em todo o mundo.

Segundo o organismo, em termos de temas, o de política é o mais arriscado, seguido pelos direitos humanos. China, Egito e Arábia Saudita aprisionaram mais jornalistas do que no ano passado.
Mas a Turquia lidera a tabela com 68 detenções, seguida da China (47) e do Egito (25).

“Isto parece representar um novo normal”, numa altura em que os países aderem a uma “abordagem autoritária à cobertura crítica de notícias”, alerta a autora do relatório, Elana Beiser.

"A maioria dos detidos (70%) enfrenta acusações contra o Estado, como pertencer ou ajudar grupos considerados terroristas pelas autoridades. O número de presos acusados de difundir notícias falsas subiu para 28. O Egito prendeu a maioria dos jornalistas (19) por acusações de divulgar notícias falsas, seguido por Camarões (4), Ruanda (3), China (1) e Marrocos (1). Esta subida acontece no meio de uma retórica global sobre "notícias falsas", da qual o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é a principal voz", pode-se ler no relatório.

O CPJ acredita que os jornalistas não devem ser encarcerados por fazerem seu trabalho. No ano passado, a promoção da defesa de liberdade de imprensa ajudou a libertar pelo menos 79 jornalistas presos em todo o mundo.

Veja aqui o mapa das detenções.

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