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Apple e Samsung multadas por abrandarem telemóveis de propósito

25 out, 2018 - 12:54

Autoridade da concorrência italiana considerou que os gigantes tecnológicos desenvolviam atualizações prejudiciais a modelos mais antigos.

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A autoridade da concorrência italiana anunciou que vai multar a Apple e a Samsung por abrandarem propositadamente os seus telemóveis. Associações de consumidores já tinham feito queixas sobre atualizações aos sistemas dos telemóveis, que estavam a deixar modelos antigos mais lentos para obrigar os utilizadores a comprar novos modelos.

Os dois gigantes da indústria tecnológica foram multados na quarta-feira em cinco milhões de euros, com a Apple a pagar mais cinco milhões por não clarificar os seus clientes sobre como reparar e substituir as baterias de lítio dos telemóveis.

A autoridade da concorrência diz que alguns "updates" nos dispositivos Apple e Samsung "causaram disfuncionalidades sérias e reduziram a 'performance' significativamente, acelerando assim o processo de os substituir".

Acrescenta ainda que as duas empresas não avisaram os clientes adequadamente sobre o impacto dos novos "softwares" ou se os utilizadores poderiam reverter o processo para dar a "funcionalidade original dos produtos".

A Apple admitiu o ano passado que o "software" dos iPhones tinha o efeito de abrandar o desempenho de telemóveis com problemas de bateria, mas negou as acusações que o processo era intencional e feito de forma a diminuir o tempo de vida dos produtos.

A empresa que fabrica os iPhones, iPads, os computadores Mac, entre outros, pediu desculpa pelo sucedido e reduziu os custos de substituição de baterias. Disse também que mudaria o seu "software" de modo a demonstrar aos seus clientes que as baterias estavam a trabalhar bem.

As queixas relativamente à Samsung já não são novas. A entidade reguladora italiana diz que já tinha agido a queixas feitas ao Samsung Galaxy Note 4, lançado em setembro de 2014. Descobriu-se, depois de meses de investigação a queixas de consumidores e a e-mails dentro da Samsung, que uma atualização ao sistema operativo Android, lançado em 2016, não estava otimizado para o Galaxy Note 4.

A atualização produziu graves disfuncionalidades nos telemóveis, como reinícios involuntários. O novo "software" colocava demasiada pressão aos aparelhos Samsung mais antigos.

A Samsung já respondeu, mostrando-se desiludida com a decisão, e avisou que iria recorrer.

"A Samsung não lançou qualquer atualização de 'software' que reduza a performance do Galaxy Note 4. Em contraste, a Samsung lançou sempre atualizações que permitem aos consumidores ter a melhor experiência possível", disse um porta-voz da empresa.

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