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Rinocerontes em risco foram realojados para proteger a espécie. Só um sobreviveu

27 jul, 2018 - 16:45

Onze rinocerontes-negros em vias de extinção foram movidos para o Parque Nacional Tsavo Leste, no Quénia, para começarem uma nova população. Único sobrevivente foi atacado por um leão.
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Dez rinocerontes-negros morreram após terem sido transportados para o Parque Nacional Tsavo Leste, anunciou o Governo do Quénia esta sexta-feira. Um outro membro da espécie levado com os restantes ficou ferido após ter sido atacado por um leão, estando atualmente a recuperar.

Ao todo, as autoridades quenianas tinham movido 11 rinocerontes da espécie em vias de extinção para aquele parque, com o objetivo primordial de tentar que estes começassem uma nova população. À medida que os animais foram perecendo, os especialistas a cargo de apurar os porquês perceberam que a água daquele parque era demasiado salgada, o que levou a que os rinocerontes sofressem de desidratação profunda.

O plano do Governo do Quénia era, aliás, transportar um total de 14 membros da espécie para Tsavo Leste, mas decidiu suspender a transferência dos últimos três quando os primeiros começaram a morrer.

Numa conferência de imprensa esta sexta-feira, o ministro queniano do Turismo, Najib Balal, atribuiu as mortes dos rinocerontes à negligência e às falhas de comunicação e de coordenação entre os vários departamentos do Estado envolvidos na transferência.

Entre 2005 e 2017, o Ministério para a Vida Selvagem do Quénia transportou 149 rinocerontes-negros para locais seguros tendo registado apenas oito mortes, aponta a Associated Press.

Segundo dados do World Wide Fund for Nature, já só restam menos de 5.500 exemplares da espécie em todo o mundo, sendo que 750 deles vivem no Quénia. Diariamente, há uma média de três animais da espécie perseguidos e caçados pelos seus chifres.


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