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Demissões na saúde vão repetir-se “até de forma mais grave”, avisa bastonário dos médicos

07 jul, 2018 - 12:54

Falta de condições de segurança na urgência do Hospital de S. José repetem-se "noutros grandes hospitais do país", afirma Miguel Guimarães. CDS fala em “insensibilidade perigosíssima” e teme “tragédia na saúde”.

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O bastonário da Ordem dos Médicos afirma que as demissões de chefias, como aconteceu no hospital de São José, em Lisboa, vão repetir-se noutras unidades. "A situação espelha o que está a acontecer no país todo. As pessoas estão a trabalhar no limite. Isto vai acontecer noutros hospitais”, avisa Miguel Guimarães.

Os chefes de equipa de medicina interna e cirurgia geral do Centro Hospitalar de Lisboa Central apresentaram na sexta-feira a demissão por considerarem que as condições da urgência do hospital de São José não têm níveis de segurança aceitáveis.

“Tenho notícia de que noutros grandes hospitais do país as coisas vão acontecer provavelmente até de forma mais grave", adianta o bastonário em declarações à agência Lusa. O representante dos médicos afirma não compreender a "negação permanente da realidade que o ministro da Saúde insiste em ter".

Para o bastonário, a situação relatada pelos chefes de equipa demissionários do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) é de grande gravidade e, por isso, Miguel Guimarães vai visitar o hospital de São José na próxima semana, tentando reunir-se com chefes de equipa e também com a administração.

O bastonário está preocupado nomeadamente com os relatos de internos (médicos em formação) a fazer urgência sozinhos, sem apoio direto de médicos especialistas. Miguel Guimarães manifesta ainda preocupação pelas dificuldades relatadas pelos profissionais do São José na constituição de equipas de urgência e refere que o serviço só se tem "mantido à tona de água" porque muitos médicos com mais de 55 anos continuam a aceitar fazer urgência, quando a partir daquela idade estariam dispensados.

CDS fala em “insensibilidade perigosíssima” e teme “tragédia na saúde”

Isabel Galriça Neto comentou as demissões dos 16 chefes de serviço do Centro Hospitalar de Lisboa Central, que denunciaram falta de condições na urgência. A deputada do CDS critica o governo por não ter acautelado o impacto do horário das 35 horas no sector da saúde

“O Governo faltou, está a revelar insensibilidade social perigosíssima e o que o CDS deseja é que não tenhamos este verão, não os incêndios que aconteceram em 2017, mas tragédias na saúde em 2018”, afirmou, à margem de uma iniciativa do partido numa bomba de gasolina em Cascais, para defender o projeto de lei dos centristas que elimina o imposto sobre os combustíveis.

Sobre a situação na saúde, Galriça Neto pede ação a António Costa. “Estamos altamente preocupados, o que exigimos – não ao ministro da Saúde, porque já percebemos que ele não é ministro, mas ao primeiro-ministro – é que tome medidas, porque os portugueses não podem estar nestas condições.”

Por seu lado, a Ordem dos Enfermeiros repete o aviso de expectativa de um verão difícil nos hospitais e com agravamento em setembro.

O ministro da Saúde anunciou contratações – este mês serão 2 mil profissionais – entre enfermeiros, técnicos e administrativos, mas a Ordem dos Enfermeiros teme que não sejam suficientes para cobrir as necessidades.

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  • Helena Matos
    07 jul, 2018 Coimbra 16:32
    São demissões em cadeia, são salas de parto q se fecham, sáo urgências q encerram, são camas q vão à vida, são os profissionais do sector a trabalharem até à exaustão... e assim vai a saúde em Portugal. E aos factos o ministro diz... q está tudo tranquilo, q a situação não é problemática. Fosse noutros tempos, e já estava o PS e os amigos de agora na rua a exigir a demissão de toda a gente. Mas agora o PS chuta para canto, o BE fica mudo e o PCP fica quedo. E o povo fica sereno, a ver pingar mais uns milhões na Banca e mais uns milhares nas viagens de comitivas.