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Crianças. “Segurança não é ficar fechado”, mas há riscos inaceitáveis

23 mai, 2017 - 12:57

Neste Dia Nacional de Segurança Infantil, a presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil esteve na Renascença para dizer que a grande maioria dos acidentes são evitáveis.

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Sandra Nascimento, presidente da APSI, entrevistada na Manhã da RR (23/05/2017)
Sandra Nascimento, presidente da APSI, entrevistada na Manhã da RR (23/05/2017)

Morrer afogado ou cair da varanda de um prédio não acidentes aceitáveis, mas promover a segurança das crianças não é fechá-las num ambiente (supostamente) seguro.

“Segurança não é ficar fechado. Temos de arranjar uma forma de não sermos restritivos demais e permitir que a criança possa experimentar” coisas, afirma Sandra Nascimento, presidente da APSI.

“Só dessa forma [a criança] pode crescer saudável e segurança não é indissociável de saúde. Mas temos de fazer a avaliação de risco, porque há situações que não são aceitáveis: uma criança não pode morrer afogada, não pode cair de uma varanda”, destaca a convidada da Manhã da Renascença.

Segundo a presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil, há “um dado conhecido há muitos anos, e é de estudos que não são portugueses”, segundo o qual “80% dos casos [de acidentes] conseguem-se evitar ou, pelo menos, limitar grandemente as suas consequências, de forma a que não resultem numa morte ou incapacidade”.

Esta terça-feira, assinala-se, pela primeira vez, o Dia Nacional de Segurança Infantil, no âmbito do qual vai decorrer, em Cascais a iniciativa “Um passo seguro em frente”. Entre corridas e jogos, mais de 500 crianças vão brincar no Parque Marechal Carmona.

Ouça a entrevista a Sandra Nascimento na íntegra (topo da notícia).

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  • Leonel
    23 mai, 2017 assafarje 16:02
    Nunca tinha ouvido falar nesta associação ! MAIS UMA ! QUEM A SUSTENTA ? ! Muita conversa. Na verdade não é ficarem fechados, com certeza será trazer as crianças com uma coleira e uma trela. No meu tempo de criança e já lá vão quase oitenta anos, ficávamos entregues a nós próprios, enquanto os pais iam para o campo, ou outros serviços e se ao fim do dia aparecíamos com a cabeça rachada, joelhos a sangrar, etc., não apareciam essas negociantes de crianças a roubarem os filhos alheios para os venderem. A criança se faz homem, se faz adulto à custa de muitos acidentes, é o que acontece com todos os outros animais e nós não somos excepção. CREIO QUE SÃO ASSOCIAÇÕES A MAIS, e poucas fazem alguma coisa de digno, porque de resto, não passam de bandos de parasitas, mas é o que está a dar.