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Investigação Renascença

Comandos com doenças graves passaram três baterias de exames. Exército admite rever métodos

28 nov, 2016 - 11:14

Cinco candidatos foram afastados do 127.º curso de Comandos por problemas graves de saúde. Alguns militares apresentavam manifestações de doenças graves, anteriores ao início do curso.

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O porta-voz do Exército, tenente-coronel Vicente Pereira, revela, em declarações à Renascença, que os militares que integraram o 127.º curso de Comandos passaram por três baterias de exames médicos e em nenhum foram detectados os problemas graves de saúde de que padecem cinco elementos, entretanto excluídos do curso.

Vicente Pereira explica que a primeira bateria de exames foi feita quando o grupo entra no Exército; a segunda quando concorreram às tropas especiais (neste caso, ao curso de Comandos); e a terceira bateria de exames foi realizada já após os incidentes decorrentes no início de Setembro.

“Quando o curso foi suspenso, todos os militares efectuaram testes pelo centro de saúde militar de Coimbra, com um painel de especialistas em diversas áreas, e foram considerados, por este painel de especialistas médicos, aptos a continuar o curso. Depois, é que revelaram essa incapacidade física para continuar”, detalha o porta-voz do Exército.

Nesta entrevista, o tenente-coronel Vicente Pereira recorda que, logo após os incidentes registados durante o curso, de que resultaram as mortes de dois militares, o Exército sempre admitiu rever as metodologias do curso.

Candidatos podem ter disfarçado sintomas

Cinco candidatos foram afastados do 127.º curso de Comandos, que terminou na sexta-feira, por problemas graves de saúde. A Renascença teve acesso aos processos de exclusão. Alguns militares apresentavam manifestações de doenças graves, anteriores ao início do curso.

Um dos candidatos sofre de síndrome de Gilbert, uma doença hepática crónica, de origem genética. Outro tem uma doença cardíaca, também genética, e antecedentes de epilepsia. Um terceiro instruendo do 127.º Curso de Comandos tem um tumor ósseo na bacia, visível, segundo o relato dos processos de exclusão a que tivemos acesso, “à vista desarmada”. No quarto caso, o candidato a comando tem duas hérnias discais e o quinto candidato uma dismetria dos membros inferiores.

Na resposta, o tenente-coronel Vicente Pereira esclarece que os militares que se candidatam ao curso de Comandos apresentam “níveis de ambição elevados e com alguma frequência escondem manifestações de doença para não serem excluídos”.

Nesse sentido, adianta, “a identificação de patologia torna-se mais difícil e o Exército tem trabalhado, com parceiros cientificamente reconhecidos, na identificação de processos que permitam antecipar este tipo de situações”.

Para cada um dos casos apontados pela Renascença, o porta-voz apresentou uma possível explicação para o facto de a patologia não ter sido detectada.

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  • Dr Xico
    28 nov, 2016 Lisboa 14:42
    Se houver electricista na história ... é o culpado e ponto final . abraço e até ao proximo curso de Comandos
  • DMC
    28 nov, 2016 Sintra 14:30
    Que manobra rasca para desviar as atenções do importante ! Quem morreu , morreu não por ter doenças, mas por ter sido tratado de forma desumana. Ser comando sim, mas com honra! esta gente envergonha a boina que usa. Cubram-se de vergonha e calem-se sejam HOMENS e aceitem as consequências dos vossos atos
  • zé pagante
    28 nov, 2016 lisboa 13:42
    E os que morreram, também tinham alguma doença grave? GRAVE, muito grave mesmo é estarem a querer atribuir culpas a quem não as têm.
  • ana
    28 nov, 2016 Amadora 13:28
    Mas como e que as lesões referidas passam? Como e que um deles tem um tumor visível? Eu percebo que a falta de voluntários não seja bom, seja la o que for que temos para defender, mas a mim soa-me a incompetência médica pura e simples.
  • Jorge Dickson
    28 nov, 2016 Belas 13:00
    Nunca ouvi dizer que a doença de Gilbert fosse grave...o que se aprende na imprensa...
  • Costa
    28 nov, 2016 Faro 12:44
    Como é que não se deteta um tumor ósseo ou uma patologia cardíaca, hérnias discais ou uma dismetria dos membros inferiores? Até parece que ainda estamos na guerra do ultramar onde tudo era aceite, desde que não faltasse o dedo que puxava o gatilho.