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Dez milhões voaram da Força Aérea. Um major, dois capitães e três sargentos detidos

03 nov, 2016 - 10:03

Suspeitas de corrupção motivam quase duas centenas de buscas. Esquema passaria pela facturação de géneros alimentícios à Força Aérea por um valor muito superior ao real.

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Seis homens foram detidos esta quinta-feira no âmbito da Operação Zeus, que investiga crimes de corrupção activa e passiva para acto ilícito e falsificação de documentos no fornecimento de bens alimentares à Força Aérea.

Em comunicado, a PJ refere que o esquema fraudulento poderá ter lesado o Estado em cerca de 10 milhões de euros.

Os militares detidos são um major, dois capitães e três sargentos, que deverão ser ouvidos na sexta-feira no Tribunal de Instrução Criminal, em Lisboa.

A alegada actividade criminosa consistia na facturação de géneros alimentícios fornecidos à Força Aérea por um valor muito superior ao dos bens efectivamente fornecidos. A diferença era depois distribuída entre as empresas fornecedoras e os militares envolvidos neste esquema.

No decurso das 180 buscas, efectuadas em simultâneo em 12 bases militares, em 15 empresas e em diversos domicílios, foram apreendidas elevadas quantias em dinheiro, que os investigadores presumem ser o produto da prática dos crimes. As buscas aconteceram sobretudo nas zonas da Grande Lisboa, Beja e Leiria.

De acordo com a PJ, foram ainda apreendidos outros elementos de "grande relevância investigatória".

Na operação, desencadeada depois de um ano e meio de uma complexa investigação da PJ, com a colaboração da PJ Militar, participaram cerca de 330 investigadores e peritos da Polícia Judiciária, de diversas unidades orgânicas, acompanhados por cerca de 40 elementos da Polícia Judiciária Militar, bem como de 27 magistrados do Ministério Público.

A Polícia Judiciária revela que, desde o início da investigação, teve a colaboração, ao mais alto nível, da Força Aérea.

Denúncia anónima

As suspeitas de corrupção na Força Aérea remontam a, pelo menos, 2015.

Uma denúncia anónima na Polícia Judiciária Militar deu origem à Operação Zeus.

No total, estão no terreno 397 pessoas: 27 magistrados do Ministério Público, cerca de três centenas de elementos da Polícia Judiciária (PJ), cerca de 40 elementos da Polícia Judiciária Militar e 30 peritos da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística e da Unidade de Tecnologia e Informação da PJ.

O inquérito, que se encontra em segredo de justiça, está a ser dirigido pelo Ministério Público e em investigação no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa. Nesta investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ e pela Polícia Judiciária Militar.

Comentários
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  • lagidiv
    06 nov, 2017 Almada 15:42
    Será que só agora é que isto foi detectado, ou nunca ninguém se deu conta de que isto podia acontecer? Se calhar até aconteceu, mas nunca ninguém deitou mãos à obra. Pois era deixar andar porque a qualquer altura podia calhar a ser algum deles a desfrutar da mama. E agora será que nós contribuintes vamos ficar a saber como é que a coisa fica!!!!.??????. dos muitos graduados que existem na tropa
  • josé
    04 jul, 2017 Lixa 18:20
    VOARAM ? Foram transportados num F-16 ? Se vier a provar-se que fizeram esse roubo é metê-los num avião(já que são da força aérea) e deixá-los numa ilha deserta no meio do mar.Vão roubar ao caraças.......
  • Carlos Dinis Varanda
    05 nov, 2016 Marinhais 09:32
    Gostaria de ser informado da razão da Não Publicação do meu 1º Comentário de 3Nov2016, achando que, pelo menos deveria ser esclarecido. Se foi por mencionar os nomes de alguns dos maiores e mais conhecidos LADRÕES ILIBADOS, CORRUPTOS, MENTIROSOS, DELINQUENTES, etc., deste desgraçado Portugal, informo que não fui eu que ofendi aqueles "bons nomes" mas sim os próprios ao não respeitarem Portugal nem os Portugueses! Não violei os Princípios Fundamentais dos Direitos de qualquer indivíduo! Não acusei qualquer terceiro sobre a sua Vida Privada, não podendo dizer o mesmo em relação à Vida Pública! Não usei linguagem imprópria embora a achasse a mais apropriada para referir tais "cancros sociais"! Não tendo desrespeitado qualquer dos pontos dos Termos e Condições, cumpri os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença! A Não Publicação do meu Comentário corresponde à Censura do Tempo da Ditadura de que não se cansam de citar.
  • Eugenio
    04 nov, 2016 Oslo 21:30
    Altos vôos. Um acidente de (a)viação.
  • Carlos Dinis Varanda
    04 nov, 2016 Marinhais 20:50
    Começo por lamentar que embora toda a Força Aérea se justifique para pôr os Aviões no ar, não serão os Aviões, que aparecem nas fotos desta notícia, nem os Pilotos que os voam que cometeram os roubos, foram Militares de outras Especialidades e Civis que forjaram toda a Tramóia, velha de sempre, devendo haver a preocupação de não confundir com Militares Honestos, que ainda os há. Como Homem, como Cidadão Português e como Ex-Piloto Aviador da Força Aérea, sou de opinião que deve ser aplicado TODO O RIGOR DA LEI, sem esquecer todos os casos em que até se inventaram Leis e Normas para que os intervenientes ILIBADOS em tantos outros casos de DESVIOS DE DINHEIROS PÚBLICOS nem sequer sonhem em repetir tão Proveitosas como Desonestas Artes de Roubar o que a outros pertence; esses intervenientes são de todos sobejamente conhecidos e os que não são Políticos nem Governantes têm protecção quando não a conivência destes. São estas atitudes tão esquecidas da Autoridades Judiciais que transformaram Portugal num País MUITO MAL FREQUENTADO E MUITO MAU PARA SE VIVER!
  • 04 nov, 2016 09:11
    Ditado antigo: Á Terra onde fores ter , faz como vires fazer! Se todos roubam!!! Esqueceram-se foi de de dividir com alguém. !!!!!
  • 04 nov, 2016 lixa 09:07
    Será só na Força Aérea?
  • rosinda
    04 nov, 2016 palmela 01:50
    os homens tem um defeito sao mais corruptos que as mulheres !Porque sera menina sonia? Talvez porque ao longo dos anos o homem se considera chefe de familia e acha-se no direito de trazer dinheiro para casa.
  • ao alberto
    03 nov, 2016 lx 23:20
    .........do Estado e autarquias, vai ser bonito ! Às autarquias não vale a pena, o próprio estado cria leis para que elas acontecam,tristemente temos um 1º ministro que já foi autarca e aprova esta infeliz lei que permite aos mesmos não serem responsabilizados pelas suas despesas. Nas autarquias tudo acontece e cada vez, mais. Quando neste momento estão com orçamentos chorudos, tanta transferencia de verba, que permite uma panóplia de esquema , tanto caciquismo, tanto clientelismo, tanta corrupção.Uma vergonha nomeadamente socialista...uma miséria de gentinha estes autarcas
  • jrmoura
    03 nov, 2016 lisboa 23:02
    Para crimes de corrupção deste género deve ser implantada a pena de morte, há que separar o trigo do jôe, estou mesmo a ver, em Portugal os criminosos acabam em liberdade e os inocentes na prisão lá vão os contribuintes gastar mais uma pipa de massa a por os criminosos na rua ,se calhar vão pedir indemnização.