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Incapacidade de investigar acidentes aéreos pode afectar turismo

25 out, 2016 - 14:04

O gabinete responsável por investigar casos como o da aterragem acidentada de um avião da TAP, no último fim-de-semana, não tem meios para o fazer. A tarefa fica a cargo da congénere inglesa.

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A Associação de Pilotos de Linha Aérea (APLA) considera que a incapacidade de Portugal investigar acidentes como o ocorrido com um avião da TAP Express, no último fim-de-semana, em Lisboa, põe em causa a segurança e a soberania.

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA) já sublinhou não ter meios financeiros para investigar este incidente, situação que, para Miguel Silveira, dirigente da APLA, é inaceitável e pode pôr em risco a escolha de Portugal enquanto destino turístico.

“Quando um Estado não consegue investigar acidentes com aeronaves, tem de delegar noutros países e, no caso presente, está a vir para cá a AAIB, a congénere inglesa dos GPIAA", aponta

“Isto é o Estado português a demitir-se da sua soberania e isto pode ter um efeito perverso no transporte aéreo, nomeadamente na escolha de Portugal enquanto destino, porque as companhias não se sentem muito confortáveis de estarem a operar para um país que não tem capacidade de prevenir ou investigar acidentes com aeronaves de uma forma objectiva e clara, como é a missão do GPIAA, porque pertence directamente ao Governo português e é completamente isenta no que respeita às companhias de transporte aéreo”, conclui Miguel Silveira.

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