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UberEats. Uber parte à conquista do mercado da entrega de refeições

27 set, 2016 - 16:46 • Redacção com Reuters

Misteriosa como sempre em relação aos planos para o futuro, sabe-se que a UberEats vai entrar em 22 novos países para tentar destronar os campeões de mercado locais.

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A Uber está a dar passos largos para entrar em força na entrega de refeições. O peso pesado tecnológico norte-americano prepara-se para entrar em pelo menos 22 novos países para os rivais locais, avança a Reuters.

Depois de mudar o sector dos transportes de passageiros, a Uber vai começar a entregar refeições em Amsterdão na quinta-feira, no dia em que o líder do mercado holandês, a Takeaway.com, começa a ser negociado na bolsa de valores da cidade.

De acordo com os anúncios de emprego actuais da Uber e de outros sites de recrutamento, há cerca de 150 vagas, que vão de gerentes gerais e pessoal de vendas a mensageiros de bicicleta. As peças todas juntas, conta a Reuters, revelam que a UberEats planeia entrar em 22 novos países, além dos seis onde já opera.

Contactada pela Renascença, a Uber Portugal não revelou se o mercado nacional faz parte dos planos da multinacional.

Em Maio, os executivos da Uber foram sinalizando as suas ambições internacionais: a UberEats era uma modesta extensão do seu negócio principal, mas os esforços de contratação ao longo dos últimos três meses sugerem que algo maior estará a ganhar forma.

"UberEats é um [negócio] no qual nos sentimos incrivelmente confiantes”, disse esta terça-feira à Reuters Jambu Palaniappan, o recém-nomeado chefe do UberEats para a Europa, Médio Oriente e África.

Palaniappan nomeou oito cidades, incluindo Dubai e Joanesburgo, onde a UberEats quer entrar até o final do ano.

A Europa é a base para muitas das empresas internacionais mais activas no negócio “takeaway” alimentar “online”. Contam com seus contactos locais, as bases de clientes estabelecidas e as redes de restaurantes para se defenderem da UberEats.

O vencedor não leva tudo

Desde o lançamento em Londres, em Junho, a Uber prometeu cortar os prazos de entrega para uma janela de 30 minutos, sem mínimo de pedido ou taxas de entrega extra. Hoje é possível encomendar um queque feito em Kensington e tê-lo conduzido através da cidade até Whitechapel, a cerca de 11 quilómetros, pelo preço do queque na loja.

"Quando lançamos numa cidade, uma das coisas que tentamos muito rapidamente é fazer com que o tempo de espera do cliente baixe tão baixo quanto possível", disse Palaniappan.

A UberEats também beneficia de ser promovida através da muito popular aplicação de aluguer de carros Uber.

A supremacia não está, no entanto, garantida para a Uber. A entrega de refeições é um negócio altamente localizado que triunfa, ou falha, cidade a cidade.

Alexander Frolov, um sócio da empresa de capital de risco Alvo Global, investidora na Hero e noutras “startups” de alimentos, diz que a Uber é um adversário formidável, mas defende que a entrega local de alimentos está longe de ser um mercado em que uma empresa se torne líder incontestado de mercado.

"Não é como Facebook – se todos os meus amigos estiverem na UberEats, eu na verdade não me importo. Haverá outras opções”, disse Frolov. "Isso faz com que seja mais difícil para Uber deslocar os ‘players’ locais mais fortes."

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