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Quinze anos depois de Entre-os-Rios, pontes portuguesas não representam risco

04 mar, 2016 - 09:44

Segundo um estudo da Infraestruturas de Portugal, apenas uma em cada dez pontes da rede rodoviária precisa de intervenção. As restantes nove estão em “bom” ou “muito bom” estado de conservação.

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No dia em que passam 15 anos da tragédia da ponte de Entre-os-Rios, um relatório da Infraestruturas de Portugal (IP) revela que a maioria das pontes portugueses está em excelente estado de conservação e segurança. Um acidente como aquele que provocou a morte a 59 pessoas, em 2001, dificilmente aconteceria nos dias de hoje, conclui-se a partir do relatório.

Segundo este estudo da IP, apenas uma em cada dez pontes da rede rodoviária de Portugal continental precisa de intervenção. As restantes nove estão em “bom” ou “muito bom” estado de conservação.

O resultado das inspecções do ano passado indica que 89,1% dos viadutos, pontes, túneis e passagens hidráulicas apresentam um estado de conservação satisfatório.

Segundo a IP, a melhoria destas estruturas tem vindo a acentuar-se consistentemente ao longo dos anos, sobretudo desde 2010, ano em que a avaliação positiva se cifrava nos 79,7%.

Este relatório revela que nos próximos dois anos apenas 1,8% do património rodoviário vai necessitar de intervenção e que actualmente não existe qualquer ponte que esteja vedada por representar risco para as pessoas.

A Infraestruturas de Portugal acrescenta que estão actualmente a decorrer obras de consolidação em 14 destas estruturas no país e que os investimentos feitos nesta área desde 2010 ascendem a 140 milhões de euros.

Em 2015, a empresa realizou realizado 2.997 inspecções de rotina e 944 inspecções principais, de Norte a Sul do país, enquanto em 2010 os técnicos efectuaram 1.112 inspecções principais.

A Infraestruturas de Portugal é responsável por 5.221 equipamentos que integram a rede rodoviária sob sua jurisdição directa.

Recorde a reportagem da Renascença em Entre-os-Rios, uma década depois da tragédia.

Eles querem esquecer a tragédia. Entre-os-Rios 10 anos depois
Eles querem esquecer a tragédia
Pontes para lado nenhum. Entre-os-Rios 10 anos depois
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Comentários
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  • rosinda
    04 mar, 2016 palmela 18:00
    Ombridade escreve-se com h enganei-me na palavra mas o ministro pediu pediu a demissao !
  • rosinda
    04 mar, 2016 palmela 17:50
    Lembro-me bem da queda da ponte entre os rios ! O ministro teve a ombridade de pedir a demissao penso que nao estou enganada.