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PCP perde uma dezena de câmaras. "É uma perda para as populações", diz Jerónimo

01 out, 2017 - 23:11

Apesar da perda de "nove ou dez câmaras", o líder do PCP prometeu continuar a defender a reposição de direitos e rendimentos.
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O secretário-geral do PCP assumiu este domingo o resultado negativo nas eleições com a perda de "nove a dez autarquias", mas prometeu continuar a defender a reposição de direitos e rendimentos de trabalhadores e povo portugueses.

"Não podendo a leitura do resultado da CDU ser confinada ao do número de maiorias absolutas, a perda de presidências de câmaras municipais - que pode atingir nove ou dez - é, sobretudo, uma perda para as populações, que não demorarão a perceber o quanto errada foi a sua opção", afirmou Jerónimo de Sousa.

Na sede da campanha eleitoral da CDU, que juntou comunistas, ecologistas e independentes, em Lisboa, o líder do PCP manifestou, contudo, a convicção de continuar a lutar pela defesa, conquista e reposição de direitos das pessoas, designadamente na discussão com o Governo do PS sobre o Orçamento do Estado para 2018, embora reconhecendo menor força do que a de que disporia com um resultado eleitoral mais positivo.

"[Este resultado] Não reduz a influência real do PCP e do PEV, o reconhecimento que milhares e milhares fazem do seu papel decisivo na nova fase da vida política, o papel que continuarão a assumir para com a dinamização da luta e construir o caminho que garanta o desenvolvimento económico e social do país. Mas, é necessário não iludir que este resultado constitui um factor negativo para dar força a esse caminho", admitiu.

Jerónimo de Sousa, perante algumas dezenas de jovens apoiantes, no centro de trabalho comunista Vitória, na avenida da Liberdade, reafirmou a sua "confiança, convicção e determinação"

"[Este resultado] Não reduz a influência real do PCP e do PEV, o reconhecimento que milhares e milhares fazem do seu papel decisivo na nova fase da vida política, o papel que continuarão a assumir para com a dinamização da luta e construir o caminho que garanta o desenvolvimento económico e social do país. Mas, é necessário não iludir que este resultado constitui um factor negativo para dar força a esse caminho", admitiu.

Jerónimo de Sousa destacou a "simpatia" de muitos cidadãos e eleitores, embora não tenha sido "suficiente" para "dar mais força à CDU e não ao PS", embora tenha ficado "esse capital de reconhecimento e simpatia".

"A margem que temos é a mesma, naturalmente, com este resultado das autárquicas, julgo que não irá ser exercitado por alguém. Tenho a consciência de que afirmei que era uma batalha eleitoral no plano autárquico, mas mais força à CDU significaria dar mais força às nossas propostas, tendo em conta a existência de um governo minoritário, conseguirmos os nossos objectivos. Não invalida nada. Vamos, já na próxima semana, manter o exame comum em sede de orçamento", insistiu, referindo-se aos grupos parlamentares de PCP e PEV.

Jerónimo de Sousa referiu que, "em termos de percentagem eleitoral", a CDU esteve "ao nível de 2009, baixando cerca de 1% em relação a 2013".

"A nossa convicção profunda é a de que autárquicas são autárquicas. Vamos agora para a batalha política, a intervenção em sede institucional... Quem nos conhece sabe bem que nenhuma perda nos leva a perder os grandes objectivos que nos anima", afirmou.

Comentários
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  • Abel Pereira
    05 out, 2017 Stúbal 12:42
    Como se pode explicar que os portugueses tenham mostrado agrado pela governação do país e ao mesmo tempo matado a possibilidade de futuros acordos entre PCP e PS como o que levou à constituição do actual governo? Não terão entendido que nem o PCP, nem nenhum partido, nem nenhum cidadão pode fazer acordos que revertam em prejuízo próprio... Onde é que esta gente tinha o pensamento?
  • Eborense
    03 out, 2017 Évora 23:55
    Tem sido tão vitima que até lhe conseguiram mudar o nome!
  • Domingos Godinho
    02 out, 2017 Vila Nova de São Bento 18:16
    A minha opinião vai com a minha assinatura real e não com nomes feitiços, nasci numa família cumunista, onde o meu pai e mãe defendiam o partido com toda a sua energia, sempre respeitei a opinião deles, hoje eu tenho 53 anos, sou um homem de esquerda, mas onde o meu partido é a minha TERRA. TERRA essa que têm sido abandonada por executivos da CDU da Câmara Municipal de Serpa. VILA NOVA DE DÃO BENTO, têm sido uma vítima da governação da Câmara de Serpa.O partido Comunista deveria tirar lições do que aconteceu ontem por todo nosso Portugal e também pelo meu Concelho e a minha Localidade, com estas politicas de terra queimada nunca mais vão voltar ao que eram.
  • DR XICO
    02 out, 2017 Lisboa 11:30
    As câmaras governadas pelo PCP são concelhos com graves carências, atrasos colossais, amigalhaços, boys, daí a DERROTA da CDU. e temos também a dificuldade em perceber pk Jerónimo Sousa defende tanto a China, Coreia do Norte, Venezuela, Russia etc, o povo português já disse que não gosta destes modelos de democracia ...
  • Fernandes
    02 out, 2017 Setúbal 10:59
    Esperava que o PCP ainda perdesse câmaras, como por exemplo Palmela, que já devia ter mudado, Palmela merece mais. O PCP está gasto, foi pena.
  • Luis Pinto
    02 out, 2017 Cascais 07:17
    Nem sequee sabem perder. Perdem e ainda tem o descaramento de dizer que as pessoas vão perder? as pessoas estão chegar a conclusão que a dotrina comuna é uma utupia.
  • Carlos Silva
    02 out, 2017 Almada 02:16
    Óh jeronimo 10 câmaras para o PS é uma boda para costa.Se não te pões a pau nas legislativas daqui a dois anos o teu partido desaparece.Para o povo não tem problemas , mas para os teus fiéis não vão gostar.Julgavas que tinhas os comunas todos na mão, mas alguns também trocam de camisa.Aliás como tu fizeste ao venderes-te ao PS.
  • Manuel
    02 out, 2017 Porto 02:05
    Este perde e não se demite? Só o Passos tem de se demitir? Este também teve uma derrota colossal
  • Eborense
    02 out, 2017 Évora 01:52
    O PCP nunca perde. Deixou foi de ganhar, que é diferente.
  • Fausto
    02 out, 2017 Lisboa 00:49
    Foi o regresso...à normalidade...