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Ciência sai à rua para celebrar a “Noite europeia dos investigadores”

29 set, 2017 - 08:39

Iniciativa anual é promovida pela Comissão Europeia no âmbito das Acções Marie Curie, que, em 2005 levou pela primeira vez a ciência às ruas.
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A “Noite europeia dos investigadores” regressa na sexta-feira, com centenas de actividades que, de norte a sul do país, prometem celebrar a ciência e aproximar investigadores e cidadãos, naquela que é a noite científica mais longa do ano.

Divulgar o trabalho dos investigadores e desmistificar a imagem distante que o cidadão comum tem dos cientistas são alguns dos objectivos desta iniciativa anual, promovida pela Comissão Europeia no âmbito das Acções Marie Curie, que, em 2005 levou pela primeira vez a ciência às ruas europeias.

Mais de uma dezena de distritos têm actividades promovidas por várias instituições de investigação e museus, que percorrem as mais diversas áreas, desde a matemática às ciências sociais, passando também pela química ou as novas tecnologias.

“Ciência no dia-a-dia” volta a ser o tema das propostas do consórcio SCILIFE Science in Everyday Life, coordenado pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência que, à semelhança do ano passado, pretende mostrar ao público o quanto a ciência influencia o modo de vida das pessoas.

Num programa de seis horas, que vai desde as 18h00 às 24h00, o Museu oferece mais de uma centena de atividades, de participação gratuita, como pequenos desafios que mostram a utilidade da matemática no dia-a-dia, experimentações de cozinha molecular ou robots capazes de comunicar com abelhas e peixes.

Celma Padamo, responsável de comunicação do SCILIFE, explica que a edição deste ano tem 70 novas propostas e destaca, no programa de Lisboa, o Coding Fest, “uma plataforma da Faculdade de Ciências e Tecnologia que oferece aos participantes a oportunidade de aprender a construir pequenos programas informáticos”.

No Porto, uma das novidades é a presença de alunos do ensino secundário de duas escolas, “mini-investigadores que vão partilhar os resultados do trabalho que desenvolveram ao longo do ano letivo”, disse à Lusa Maria João Fonseca, diretora de comunicação e administração do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto.

O programa, para toda a família, inclui também a preparação de insectos para colecção científica e exposição, a demonstração de narizes electrónicos que conseguem cheirar os aromas do dia-a-dia e actividades que combinam a magia e a matemática.

Para os mais velhos, estão agendados diferentes “cafés de ciência”, onde se vão discutir temas, como as desigualdades em Portugal e na Europa. José Pedro Dias, director do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa, destaca ainda o debate sobre ética, cidadania e economia, moderado por Alexandre Quintanilha.

O Pavilhão do Conhecimento junta-se às celebrações e vai reunir também cientistas e cidadãos, pelo quinto ano consecutivo, numa iniciativa que se prolonga até às 2h00 e que tem o futuro como cenário, convidando a descobrir de que forma a ciência poderá influenciar a vida das pessoas nas próximas décadas.

Algumas das actividades programadas incluem a participação em exercícios de preparação para missões espaciais, a criação de uma cidade sustentável, a apresentação do primeiro modelo de corações fabricados à medida, a exploração dos planetas através de dispositivos de realidade virtual, e até demonstrações de culinária.

Além do Pavilhão do Conhecimento, a Agência Ciência Viva preparou actividades para outros 23 pontos do país, no mesmo dia e à mesma hora.

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