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Medina ouve queixas, Leal Coelho ouve turistas

27 set, 2017 - 22:13

De manhã, actual presidente da câmara de Lisboa e recandidato passeou nos bairros históricos da Graça e de Alfama. De tarde foi a vez de Teresa Leal Coelho andar pela zona baixa de Lisboa.
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Já fora da hora de ponta, por volta das onze da manhã, arrancou o passeio de Fernando Medina pela Graça, bairro que pertence à freguesia de São Vicente, em Lisboa.

O presidente da câmara e candidato ao cargo nas eleições de 1 de Outubro foi distribuindo rosas às senhoras com quem se cruzava até que encontrou uma moradora da Graça que queria uma casa nova, porque aquela onde vive está “toda a cair, o prédio está todo demolido e já saiu toda a gente de lá”.

Ana Maria, a moradora, explicou que já tinha apresentado queixa à presidente da junta de freguesia de São Vicente, Natalina de Moura, que explicou a Medina que a câmara já tem o caso nas mãos. Medina parou longamente a ouvir e, algo impaciente, respondeu que “está bem eu vou ver isso”, seguindo caminho, entrando em cafés e pastelarias para cumprimentar quem lhe aparecia à frente.

À passagem da comitiva, onde seguiam vereadores da câmara e o actor Ricardo Carriço, foram lançados das varandas papéis de várias cores, com Fernando Medina a dizer depois aos jornalistas a visita à Graça e a Alfama é “uma tradição de todas as campanhas eleitorais”.

Tratam-se de dois bairros históricos que Medina encara como exemplos “dos desafios do futuro”, onde é preciso “equilibrar os usos deste território histórico entre as funções turísticas e a função de habitação permanente”.

A meio do passeio Fernando Medina interpelou os jornalistas para mostrar o novo coreto da Graça onde fez questão de subir para tirar uma foto de família com toda a comitiva que o acompanhava de bandeiras e cartazes da campanha do PS, “Lisboa é nossa”.

Um percurso que terminou mais de uma hora depois no Largo do Chafariz de Dentro, já em Alfama, com uma nova foto de família.

Fim de tarde sem Santana Lopes

Questões de “saúde menores” impediram o anunciado encontro de Pedro Santana Lopes com a candidata do PSD à câmara de Lisboa, Teresa Leal Coelho, num hotel da Praça do Martim Moniz. O encontro com o ex-líder do PSD ficou adiado para sexta-feira no mesmo local.

O passeio de fim de tarde da comitiva social-democrata realizou-se sem Santana, mas com a presença de ex-ministros, como Paula Teixeira da Cruz e Fernando Negrão. De resto, Negrão foi candidato a este mesmo cargo de presidente da câmara de Lisboa em 2007, ficando nesse ano de eleições intercalares autárquicas em terceiro lugar, com 15,7%, atrás de António Costa e de Carmona Rodrigues.

Questionado pelos jornalistas se aquela pode ser a fasquia do próximo domingo, Fernando Negrão diz que “a história não se repete e que os tempos mudam tudo”. Já Teresa Leal Coelho lembrou que o PSD em 2007 “tinha dois candidatos da mesma área política e ligados ao PSD”, justificando que se o programa de Negrão tivesse sido executado “a cidade estava bem melhor do que está hoje”.

A comitiva social-democrata saiu da praça do Martim Moniz em direcção ao Rossio, entrou pela Rua das Portas de Santo Antão onde a candidata foi tentando distribuir folhetos de campanha, mas deparou-se sobretudo com turistas franceses ou espanhóis.

No Rossio deparou-se com um homem que elogiou as garantias de transporte e mobilidade que constam do programa do PSD para Lisboa, garantindo a Teresa Leal Coelho que podia contar com o seu voto, ao que a candidata respondeu gritando “mais um!”.

Alguns dos portugueses que a social-democrata foi encontrando tratavam-se de jovens caloiros e universitários veteranos que escolheram a zona de esplanadas do Rossio para a praxe, dois deles interpelaram a candidata com elogios, mas confessaram que votavam fora de Lisboa.

O percurso da comitiva social-democrata durou cerca de uma hora e pouco terminando na zona da Rua dos Condes.

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  • A leal coelho
    28 set, 2017 Lx 13:19
    O que só tem de grande é o ridiculo cartaz na Praça Marquês de Pombal! Quanto custa um cartaz daqueles?...a tatica é ocupar todo o espaço para democraticamente não dar lugar a outros! O ridículo dos xicos espertos!