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“Nobel da Teologia” para o compositor estónio Arvo Pärt

26 set, 2017 - 12:36 • Ecclesia

A entrega do Prémio Ratzinger está marcada para 18 de Novembro.
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O Vaticano anunciou esta terça-feira que o compositor estónio Arvo Pärt, cristão ortodoxo, é um dos três vencedores da 7ª edição do Prémio Ratzinger, considerado o “Nobel da Teologia”.

Arvo Pärt, membro do Conselho Pontifício da Cultura (Santa Sé) desde 2011, compôs a peça musical “Os três pastorinhos de Fátima” (Drei Hirtenkinder aus Fátima), que se estreou em Portugal em fevereiro de 2015, por ocasião do Centenário das Aparições.

O anúncio da distinção foi feito em conferência de imprensa, no Vaticano, com a presença do presidente do Conselho Pontifício da Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi, para quem Arvo Pärt, nascido em 1935, é “talvez o maior compositor” vivo.

A Fundação do Vaticano Joseph Ratzinger-Bento XVI explica, em comunicado, que o prémio é atribuído fora do âmbito “estritamente teológico”, pela “inspiração altamente religiosa da arte musical de Pärt”, tendo em consideração o “apreço” do Papa emérito pela música.

A distinção vai ser entregue pelo Papa Francisco, no Vaticano, a 18 de Novembro.

Os outros dois vencedores da edição de 2017 são Theodor Dieter (nascido em 1951), teólogo luterano da Alemanha que se distinguiu no diálogo ecuménico com a Igreja Católica, e o padre alemão Karl-Heinz Menke (nascido em 1950), professor emérito de Teologia Dogmática em Bona e especialista no estudo do pensamento de Joseph Ratzinger, que integra a Comissão Teológica Internacional desde 2014.

O Vaticano anunciou ainda os vencedores da primeira edição dos novos prémios “Razão Aberta”, que vão ser entregues esta quarta-feira na Academia das Ciências (Santa Sé).

Entre as 367 candidaturas, de 170 universidades e de 30 países, foram distinguidos os trabalhos de Darcia Narvaez, da Universada de Notre Dame (EUA), sobre a “Neurobiologia e o desenvolvimento da Moralidade Humana”, e Claudia Vanney-Juan Franck, da Universidade Austral de Buenos Aires, com um trabalho coletivo sobre “Determinismo ou indeterminismo? Grandes perguntas da ciência à filosofia”.

Na área da docência, foram premiados Michael Schuck-Nancy Tuchman-Michael Garanzini, da UNiversidade Loyola de Chicago, por um texto de formação ecológica, e Sarolta Laura Baritz, religiosa dominicana de Budapeste, pelo seu programa de ensino sobre princípios sociais cristãos para a economia.

Foi ainda feita menção especial ao anglicano Christopher Cook, por um mestrado em espiritualidade, teologia e saúde, e a dois professores da Universidade Francisco de Vitoria (Espanha), Arturo e Alberto Oliván, pelo seu curso sobre a “narrativa dos videojogos”.

A Fundação Joseph Ratzinger-Bento XVI vai promover de 29 de Novembro a 1 de Dezembro deste ano um congresso internacional na Costa Rica, sobre a biodiversidade, tendo como pano de fundo a encíclica “Laudato Si”, do Papa Francisco, em colaboração com a Universidade Católica de San José.


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