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​Medina promete seis mil casas para classe média, PSD e CDS criticam habitações "vazias"

11 set, 2017 - 15:37 • Dina Soares

No debate da Renascença entre os candidatos à Câmara de Lisboa, PSD e CDS criticaram mau aproveitamento das casas propriedade da autarquia. Esquerda pede maior intervenção da autarquia.
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Seis mil casas com rendas entre os 200 e os 400 euros por mês nos próximos quatro anos em Lisboa. A promessa foi deixada por Fernando Medina no debate da Renascença e é o ponto alto do programa eleitoral do candidato do PS em matéria de habitação.

Medina promete um programa de construção e reabilitação de iniciativa pública que permita à classe média viver na cidade.

Enquanto o programa não se concretiza, o actual presidente e candidato socialista já pediu ao Parlamento que reduza de 28% para 10% os impostos pagos por quem arrenda casas com contratos de dez anos ou mais para incentivar o arrendamento e baixar os preços.

As promessas de Medina provocaram o sorriso de todos os outros candidatos. Teresa Leal Coelho, do PSD, quis saber por que razão a Câmara de Lisboa mantém duas mil casas, que são propriedade sua, “vazias” e em mau estado, defendendo que o paradigma deve ser o da reabilitação e não o da construção.

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Assunção Cristas, do CDS, também lamentou o estado de degradação em que se encontram os bairros sociais do município e defendeu a cativação de terrenos, dentro da cidade, para habitação a preços controlados.

A líder do CDS deu como exemplo os antigos terrenos da Feira Popular, em Entrecampos. A candidata do CDS pretende que sejam usados para habitação. A câmara, com o voto favorável do CDS, como Medina fez questão de lembrar, aprovou a utilização dos terrenos para a construção de edifícios de serviços.

O candidato do Bloco de Esquerda, Ricardo Robles, prometeu a construção de 7.500 casas em quatro anos, num investimento de 560 milhões de euros de fundos totalmente públicos, o que levou Fernando Medina a falar de “mais uma PPP [parceria público-privada] do Bloco, ou seja, um programa para o papel”.

Para João Ferreira, da CDU, o problema da habitação começará a ser resolvido quando os preços forem definidos em função do rendimento das famílias e não do mercado.

O comunista defendeu também que todas as opções de construção ou reabilitação sejam condicionadas a uma regra que preveja que 25% desses edifícios fiquem obrigatoriamente para arrendamento a preços condicionados.

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  • joao almeida
    18 set, 2017 Aveiro 13:03
    são casas insuflaveis rápidas para aparecerem num estalo de dedos
  • Luis
    18 set, 2017 Lisboa 10:06
    Se estivessem todas cheias criticavam por não haver nenhuma vazia. Não passam de críticos militantes que devido a problemas graves de memória cada vez que abrem a boca põem o País a rir.