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Afluência às eleições em Angola ronda os 80%

23 ago, 2017 - 18:59 • Liliana Monteiro

Dados foram avançados à Renascença por António Filipe, deputado do PCP e observador no terreno.
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A afluência às eleições gerais desta quarta-feira em Angola ronda os 80%, afirmou à Renascença António Filipe, observador eleitoral no terreno e deputado do PCP.

“Há uma grande participação, a cerca de uma hora [para o fecho das assembleias de voto], estamos a verificar uma afluência na ordem dos 80%, o que é extraordinário, e com uma enorme afluência da população jovem”, refere António Filipe.

Em comparação com as eleições de 2008, “há uma evolução muito grande” e uma diferença enorme na forma como está organizado o processo eleitoral”, que está “muito bem montado”, sublinha o observador.

Nestas declarações à Renascença, António Filipe destaca o “grande entusiasmo” dos angolanos nestas eleições para escolher os deputados e o Presidente.

O deputado do PCP dá também conta de uma “grande fiscalização do processo eleitoral por parte das candidaturas”.

António Filipe descreve um cenário com mesas organizadas, votações sem qualquer registo de ocorrência e, no geral, um processo completamente transparente.

“Em todas as mesas de voto em que temos entrado há, pelo menos, três delegados das candidaturas a fiscalizar as operações eleitorais. O processo tem estado a decorrer de uma forma exemplar, creio que é uma grande demonstração de maturidade democrática por parte do povo angolano", afirma o observador português.

António Filipe diz que no terreno há garantias que o processo de contagem dos votos corra bem. “Há uma enorme presença dos representantes dos partidos políticos concorrentes na fiscalização de todo o processo, do princípio ao fim. E essa é a maior garantia que este será um processo que correrá com toda a transparência e lisura”, acredita.

As assembleias de voto encerraram às 18h00, mas os eleitores que estiverem nas filas àquela hora ainda poderão votar.

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola admitiu "pequenas falhas" no processo de votação das eleições gerais desta quarta-feira, que vão decidir a composição do Parlamento e o novo Presidente do país.

Às eleições gerais desta quarta-feira concorreram o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder), União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), Partido de Renovação Social (PRS), Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e Aliança Patriótica Nacional (APN).

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