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Violência pós-eleitoral faz 11 mortos no Quénia

12 ago, 2017 - 14:10

Governo diz que as forças de segurança estão a lidar com grupos de criminosos e não com manifestantes.
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Pelo menos 11 pessoas foram mortas pela polícia no Quénia na resposta aos protestos dos últimos dias contra a reeleição do Presidente Uhuru Kenyatta.

Os corpos de nove jovens baleados durante a noite no bairro de lata de Mathare, em Nairobi, deram entrada na morgue da cidade, disse fonte dos serviços de segurança à agência Reuters.

Os jovens foram mortos durante uma operação da polícia para tentar evitar tumultos e assaltos, avança a mesma fonte.

Noutro incidente na favela de Mathare, uma criança foi atingida por tiros da polícia e acabou por morrer, referem fontes citadas pela Reuters.

Mathare é um bastião do líder da oposição Raila Odinga, de 72 anos, que rejeitou o resultado das eleições presidenciais.

A 11ª vítima mortal é um homem que morreu em confrontos com as forças de segurança na zona de Kisumu, onde há uma década 1.200 pessoas perderam a vida em confrontos étnicos.

O ministro do Interior defendeu a polícia das acusações de brutalidade e excesso de força. Segundo o governante, as forças de segurança não estão a lidar com manifestantes pacíficos, mas com grupos de criminosos que estão a roubar lojas e a espalhar o caos.

A oposição contesta a vitória do Presidente Uhuru Kenyatta nas eleições, mas a comissão eleitoral do Quénia já confirmou os resultados.

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