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​Conselho Nacional de Educação contra ano escolar com dois semestres

24 jul, 2017 - 11:25

O presidente do CNE diz que a mudança apenas “faz diminuir os instrumentos de avaliação e reorganizar os períodos”.
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O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) não concorda com a divisão do ano escolar em dois semestres em vez dos actuais três períodos.

“Julgo que essa não é uma boa medida porque também não vejo quais são as vantagens”, diz David Justino, em entrevista ao programa da Carla Rocha – Manhã da Renascença.

Nestas declarações, o presidente do CNE admite que se teste a ideia em algumas escolas-piloto, embora considere que isso vai “colidir na forma como as escolas se articulem com todas as outras”.

De acordo com o jornal “Correio da Manhã”, há pelo menos 166 estabelecimentos interessados nesta alteração. Os directores das escolas pedem que a alteração entre em vigor já no próximo ano lectivo.

David Justino diz que a mudança apenas “faz diminuir os instrumentos de avaliação e reorganizar os períodos”.

Nesta entrevista, o presidente do CNE, um órgão consultivo do Governo, mantém também as criticas às provas de aferição que são feitas pelos alunos do 2º, 5º e 8º anos.

“A mobilização das escolas, dos alunos, das famílias, dos professores para os exames é reduzida porque as provas de aferição não têm esse efeito”, garante este responsável, acrescentando ainda que “o ministério não tem o instrumento de medição se os alunos estão a aprender mais ou não”.


Comentários
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  • Jorge
    24 jul, 2017 Lisboa 20:08
    Acabem com os exames e alunos reprovados até ao 12 ano é uma despesa incomportável e um atraso para o país, o estado tem que adoptar meios articulados com as necessidades das empresas a operar em portugal para auxiliar na formaçao profissional de quem não teve capacidade para seguir para a universidade.
  • Filipe
    24 jul, 2017 évora 13:59
    Querem para gerir recursos meter as crianças a viverem desde logo como as adultas na universidade . E , até as metem já a consumir droga ilícita em outros países , para poderem terem turmas de vários anos de idade e cheias até ao teto de gente . Uma vergonha Nacional !
  • Alentejano
    24 jul, 2017 12:47
    É curioso que estes ex-ministros da Educação e outro especialistas, que decidem o modelo os métodos que não funcionaram e que foram incapazes e encontraram modelos e métodos que modernizassem o ensino, subindo os níveis de aprendizagem, melhorando os resultados e tornando a Escola atractiva e eficaz, são os mesmos que depois vêm dizer que as novas ideias não vão funcionar e que tudo deve ficar como eles pensam. Aliás, é curioso que um órgão tão importante como o Conselho Nacional de Educação, seja dominado por aqueles que sistematicamente falharam na modernização do nosso sistema de ensino.