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Bastonário dos médicos sugere "grande campanha de informação" sobre vacinação

20 abr, 2017 - 13:33 • Sara Beatriz Monteiro

Miguel Guimarães admite que a questão da obrigatoriedade deve ser discutida, mas não toma posição sobre o assunto e defende a aposta em campanhas regulares que promovam a vacinação.
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O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, não assume uma posição definitiva sobre a obrigatoriedade de vacinação obrigatória de crianças, mas diz à Renascença que o tema merece ser discutido, por se tratar de uma questão de saúde pública.

"Estamos a falar de matérias que não dizem respeito apenas à pessoa em causa, porque se alguém não se vacinar e apanhar a doença pode contaminar uma série de pessoas.", argumenta.

Para Miguel Guimarães, o caminho é apostar numa "grande campanha de informação", sublinhando que a atenção dada à importância da vacinação não pode acontecer apenas quando existem situações mais graves como o surto de sarampo.

"O facto de a comunicação social se interessar por esta matéria, dada a grande repercussão pública que teve, infelizmente, por ter morrido uma pessoa, já vai funcionar como uma campanha, mas estas campanhas têm que ser regulares", diz o bastonário da OM.

A petição que defende a vacinação obrigatória já conta com mais de 1.100 assinaturas de acordo com o documento divulgado no site Petição Pública. O ministro da saúde, Adalberto Campos Fernandes, disse, na quarta-feira, à RTP, que a introdução da vacinação obrigatória em Portugal é uma discussão que "está em aberto"

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