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Egipto e Paquistão dizem ter impedido ataques contra cristãos na Páscoa

18 abr, 2017 - 12:22

As autoridades egípcias detiveram 13 pessoas que, alegadamente, preparavam atentados contra os cristãos, no passado domingo, depois de um duplo atentado ocorrido na semana anterior.

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As autoridades do Egipto e do Paquistão dizem ter impedido vários ataques contra cristãos que estariam a ser planeados para o Domingo de Páscoa.

Só no Egipto, e precisamente uma semana depois de um duplo atentado que fez mais de 40 mortos, na maioria cristãos, foram detidas 13 pessoas que, segundo as autoridades, estavam a preparar mais ataques.

A informação, avançada pela fundação Ajuda à Igreja que Sofre, indica que os presumíveis terroristas tinham ligação ao autoproclamado Estado Islâmico e que pretendiam atingir alvos cristãos mas também instituições públicas.

Os coptas, como são conhecidos os cristãos egípcios, são uma minoria naquele país e têm sido alvo de perseguição crescente ao longo dos últimos anos. Os atentados de Domingo de Ramos atingiram duas igrejas durante as celebrações, incluindo a catedral de São Marcos, em Alexandria, onde se encontrava o líder da Igreja Copta Ortodoxa, o Papa Tawadros.

Já no Paquistão, onde no Domingo de Páscoa de 2016 um atentado num parque público frequentado pela comunidade cristã fez 75 mortos, as autoridades detiveram uma mulher que confessou estar a preparar-se para levar a cabo um novo ataque.

Segundo um porta-voz das Forças Armadas, Noreen Leghari, uma aluna de medicina, foi detida numa operação antiterrorista em que quatro soldados ficaram feridos e um suspeito morreu. Numa confissão filmada, Leghari admite que no passado dia 1 de Abril recebeu armas e explosivos, incluindo dois coletes de bombista suicida. “Foi-nos dito que devíamos usar os coletes para atacar uma igreja na Páscoa e eu devia ser uma bombista suicida”, diz, em declarações reproduzidas pela AFP.

As detenções voltam a chamar atenção para a situação difícil das comunidades cristãs em países de maioria islâmica, onde são frequentemente vistos como alvos fáceis para extremistas e grupos terroristas.

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