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Lamego. Cinco mortos e três desaparecidos em explosão de pirotecnia

04 abr, 2017 - 18:21

No terreno está já a PJ que investiga as causas do incidente. Mantém-se o perímetro de segurança.

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Aumentou para cinco o números de mortos em resultado de várias explosões registadas esta terça-feira numa fábrica de pirotecnia em Avões, na freguesia de Penajóia, concelho de Lamego. A Judiciária está no local a investigar.

Outros três trabalhadores estão desaparecidos, disse aos jornalistas o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, que se deslocou ao local.

Os trabalhos serão retomados esta quarta-feira de manhã. Novas informações serão dadas pelas 10h30.

"Por razões de segurança dos operacionais, neste momento não se pode nem proceder à identificação dos corpos nem a qualquer movimento no local do acidente. Está criado um perímetro de segurança, com um raio de 300 metros, que a GNR vai manter durante toda a noite. A partir das 8h00, proceder-se-á a todo o trabalho de pesquisa para perceber o que aconteceu e porquê, bem como a identificação dos corpos que estão encontrados", explicou Jorge Gomes.

A esperança de encontrar com vida estas três pessoas é diminuta, devido à violência das explosões.

Manuel Coutinho, responsável da protecção civil da Câmara de Lamego disse à Renascença que dado o cenário encontrado no local não existe esperança de encontrar sobreviventes. Segundo Manuel Coutinho, os trabalhadores pertenciam a três famílias da região.

O proprietário da fábrica e uma filha estão entre as vítimas, avança à agência Lusa fonte da Câmara de Lamego.

De acordo com o presidente da Junta de Freguesia de Penajóia, Nuno Sequeira, as instalações da fábrica estão completamente destruídas.

O autarca explicou que as equipas ainda não conseguiram entrar nos escombros, por falta de segurança.

Nuno Sequeira disse também que esta é uma tragédia para toda a região e explicou que algumas pessoas mais velhas afirmam que na década de 1980 terá existido um incidente semelhante, embora sem precisar se na mesma fábrica ou não ou com tão elevado número de mortos.

O rebentamento registou-se num paiol e causou muita destruição no local e um incêndio que já foi dominado.

O alerta foi dado poucos minutos antes das 18h00. De acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil, no local estão 107 operacionais, que contam com o apoio de 36 viaturas.

Para o local foram destacados três meios aéreos, entre os quais um helicóptero do INEM.

O INEM disse ainda à agência Lusa que equipas de psicólogos estão a caminho da área do acidente.

A fábrica de pirotecnia fica numa zona alta e sem populações por perto. A Renascença falou com a moradora de uma das casas mais próximas. A dona Maria pensou que se tratava de um sismo e não ganhou para o susto.

“O portão da casa e as janelas começaram a bater muito, para trás e para a frente. Ai Jesus, o que é isto? Pensei que era um tremor de terra. Sai para a rua e vi logo a nuvem de fumo. Foram três estrondos grandes”, conta a testemunha.

Marcelo e Costa enviam condolências

O primeiro-ministro, que está numa visita oficial no Luxemburgo, telefonou ao presidente da Câmara de Lamego para endereçar as suas condolências às famílias das vitimas.

Fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro adiantou à agência Lusa que, nessa conversa telefónica, António Costa disponiblizou-se "para o que fosse preciso" junto do presidente da autarquia.

O Presidente da República enviou uma mensagem de condolências aos familiares das vítimas e anunciou que vai deslocar-se ao local esta quarta-feira.

Numa mensagem publicada no site oficial da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa mostra-se “solidário” com as famílias das vítimas da tragédia ocorrida esta terça-feira ao final da tarde.

“O Presidente da República dirige as suas mais sentidas condolências a todos os familiares e amigos das vítimas da explosão que ocorreu, hoje, num paiol de uma fábrica de pirotecnia em Avões, no concelho de Lamego. O Presidente da República desloca-se ao local esta quarta-feira”, refere a nota de Belém.

Comentários
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  • Judite Gonçalves
    05 abr, 2017 Barreiro 09:37
    Tão despovoadas e desamparadas que são as regiões do interior e ainda acontecem estes assidentes para levar o que resta. Como é possível que estas explosões continuem a acontecer, umas atrás das outras sem que se faça nada? Sentidos pêsames às famílias e amigos. Que os que ficam possam ter forças para continuar.
  • Michel
    05 abr, 2017 Marseille (France) 07:54
    Toutes mes condoléances aux familles . C'est quelle société? Une grosse pensée à leur collègue......
  • 777seven
    05 abr, 2017 Faro 05:17
    Estas fabricas sempre acabam mal é ver as estatisticas pelo mundo. Triste perda de vidas, que os familiares consigam superar. Em certos momentos devemos livrar as coisas do passado e pensar novas tecnologias.
  • António Carlos
    04 abr, 2017 SINTRA 23:58
    Quer dizer !!!! Os 4 desaparecidos DESINTEGRARAM-SE
  • almeida
    04 abr, 2017 porto 23:57
    Nesta hora de recolhimento alguém tem sempre que aparecer a abanar as atenções ! Pois que seja eu hoje . Minha pergunta ; isto vai continuar na desresponsabilização em que criminalmente tem estado ? quantos mais vão morrer ? Proximos 10 anos 40 /50 /60 ? Não aprendemos com nada ? Só esquecemos ?
  • Inadmissível
    04 abr, 2017 Santarém 23:55
    No país dos foguetes e da má organização só pode dar isto!
  • Carlos
    04 abr, 2017 Vila Franca do Campo 23:30
    Fácil.. Basta proibir isso.. Seria um alívio, e não morria mais ninguém..
  • Ana maria
    04 abr, 2017 Sao pedro do sul 20:46
    Como vão as pessoas.