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​Brexit: investimento português no Reino Unido cai para metade

22 fev, 2017 - 12:13 • André Rodrigues

Os efeitos do Brexit no investimento português no Reino Unido é o destaque na imprensa desta manhã.
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Revista de imprensa de temas europeus 22-02-2017
Revista de imprensa de temas europeus 22-02-2017

No dia em que se discute na Fundação Gulbenkian o futuro do euro depois de consumado o divórcio de Londres com a União Europeia, o Diário de Notícias escreve que o “Investimento português na Grã-Bretanha, cai para metade”. Os investidores portugueses estão a fugir do Reino Unido após a decisão de abandonar a União Europeia. Mas nem tudo é mau, apesar de tudo. O DN explica que, se é verdade que Portugal recuou totalmente na intenção de continuar a investir na Grã-Bretanha, o Banco de Portugal indica que o total de investimento britânico por cá subiu ligeiramente, cerca de um por cento, para 8,5 mil milhões de euros em 2016.

Noutro plano do Brexit, os avisos do presidente da Comissão Europeia: o divórcio vai sair caro aos britânicos, alerta Jean Claude Juncker, que mesmo assim parece não demover Londres do objectivo de accionar o artigo 50 do Tratado de Lisboa. De acordo com o DN, a proposta de lei que vai permitir ao Governo britânico accionar a cláusula de separação chegou às mãos dos lordes com "uma mensagem muito poderosa" da Câmara dos Comuns para que não se atrase o calendário estabelecido pela primeira-ministra Theresa May, que deu como prazo o dia 31 de Março. A grande questão é a introdução das chamadas emendas ao documento. Os trabalhistas já apresentaram oito propostas de alteração, podendo aqui dar início a pingue-pongue político sem fim à vista, uma vez que o projecto de lei vai andar constantemente entre as duas câmaras do Parlamento britânico até que haja um acordo sobre o texto final. O último pingue-pongue mais longo dos últimos 20 anos aconteceu em 2005 e durou 36 horas. Há já quem pense em formas, no mínimo imaginativas, para passar o tempo. Por exemplo, em 2013, foi feita uma projecção do filme Skyfall para entreter os deputados britânicos.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, já se antecipa o clima tempestuoso das relações entre Donald Trump e a União Europeia. É mesmo esse o título de um artigo da revista The National Interest, uma publicação norte-americana bimensal de assuntos internacionais. Do Irão à NATO, passando pela crise dos refugiados, multiplicam-se os pontos para uma potencial colisão de efeitos imprevisíveis entre a administração norte-americana e a Europa. O Presidente dos Estados Unidos prometeu "colocar o país em primeiro lugar", impedindo que outros tomassem "vantagem" na América. Os autores deste artigo lembram que o primeiro mês de Trump na Casa Branca foi errático, comprometendo alianças de longa data, minando a segurança e os interesses dos cidadãos norte-americanos residentes na União Europeia. Mas talvez, o elemento mais significativo para Bruxelas e para os líderes europeus, é o desprezo flagrante de Donald Trump pela aliança militar na NATO. Em vez de privilegiar essa relação histórica, o The National Interest, assinala que Trump começa a acostumar-se a Vladimir da Rússia, assim se referem os autores deste artigo ao chefe do Estado russo.

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