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Ranking das Escolas

O ranking da verdade!

17 dez, 2016 - 00:00

Opinão de Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas.
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Dezasseis anos depois, em plena época natalícia (contra o que é habitual), os jornais portugueses, apoiados em critérios semelhantes, elaboram uma tabela classificativa, a que se dá, erradamente, o nome de "ranking" das escolas.

Na verdade, graduar as escolas, dando especial ênfase aos resultados dos exames, menosprezando critérios verdadeiramente importantes, é ficar muito aquém do valor que a Escola detém e se propõe manter, para com os alunos e a sociedade, tendo em conta o seu crescimento integral e a preparação para a vida ativa.

Reconheço que, nos últimos anos, tem sido feito um esforço para adotar outros critérios na elaboração desta tabela classificativa; porém, esta que agora se apresenta, continua a ser injusta, minimalista e segregadora, retratando apenas parte da dimensão do aluno: os resultados dos exames.

Contudo, estamos muito longe do minimamente desejável.

Na verdade, há outros critérios a ter em conta na elaboração deste trabalho (pese embora o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelas inúmeras pessoas envolvidas e imprensa em particular, a quem felicito) que faça jus à designação atribuída. Apresento alguns a ter em conta de futuro e outros a que deverá ser atribuído maior valor: estabilidade do corpo docente, empenho e estudo por parte dos alunos, apoio extra escola (explicações), situação sócio-económica das famílias, habilitação média dos pais e encarregados de educação, percentagem de alunos apoiados pela ação social escolar, número de exames aplicados em cada escola, valor acrescentado ao aluno desde que entra na escola até que sai (o novo indicador de sucesso - Percursos diretos de sucesso - é um precioso avanço neste sentido), etc..

E, já agora, porque não se faz o "ranking" das escolas que preparam melhor os alunos para terem acesso e conhecimentos estruturantes que lhes permitam a manutenção no Ensino Superior? (todos sabemos que há uma elevada taxa de abandono no ensino superior por falta de preparação dos alunos). Ou aquelas que preparam melhor os alunos para a vida ativa? Este sim, seria o "ranking" da verdade!

O autor escreve segundo o novo acordo ortográfico

Comentários
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  • o
    17 dez, 2016 a 15:46
    Qual verdade? A sua?!
  • i
    17 dez, 2016 i 15:43
    Um EBORENSE é de Évora, lá moraram mais de 41 individuos com licenciaturas... Porreiro pá! Felizmente há um que é cego! Cada um fala do que sabe...
  • Eborense
    17 dez, 2016 Évora 14:28
    Ó burro! Então diz lá quais são ou eram as boas Universidades Privadas. A Moderna, a Independente, a Lusófona? Tens a Católica e que mesmo assim vive também à custa de dinheiros públicos. Tens que abrir, não a pestana, mas os três olhos.
  • andré
    17 dez, 2016 Portugal 14:20
    O ranking era bom quando a escola pública estava bem classificada. Agora o que interessa é arranjar desculpas. Mas a escola pública não é má, o que é mau são certos ministros da (des)educação como o actual que antes de perceber o que podia ser melhorado começou a desfazer o que existia, e dessa forma desorientam as escolas públicas.
  • E
    17 dez, 2016 a 08:45
    Blá, blá, blá... Quando os resultados não nos agradam, o computador é que está errado! Ou seja, o importante é aquilo que a escola pública representa e blá, blá, blá... Mas a verdade é que a escola pública é uma #erva e isto também vale para o ensino superior. Abram a pestana!
  • Ricardo O'Neill
    17 dez, 2016 Ranking-O-Lândia 01:30
    Muito bem dito, Filinto Lima! A escola pública é agregadora da sociedade, não descriminando ninguém, quer pela cor da pele, a religião, quer pelas condições económicas, ou pelas dificuldades de aprendizagem! Gostava de ver, quantos colégios privados, têm no seu corpo discente (alunos), minorias étnicas e que possuam simultaneamente grandes carências económicas? Pois é, se alguém com esses critérios vos bate à porta, lá vem a treta do costume, ''...lamentam, mas as vagas já estão todas preenchidas'', mas passados uns minutos, vem o juiz, para inscrever os filhos, e só perguntam: ''quantos é que são?'' Tive uns colegas, que me disseram que no 12 º ano, foram para uma escola privada, para terem notas mais altas (do que ceterius paribus, na escola pública).E entraram na universidade! A ironia disto tudo, é que muitos colégios pertencem a religiosos, e suas congregações, passam a vida nos sermões, a dizer que ''...a segregação, descriminação são pecados...'' Junte-se a inflação das notas !
  • Ricardo O'Neill
    17 dez, 2016 Ranking-o-lândia 01:15
    Muito bem dito, Filinto Lima. A escola pública é agregadora da sociedade, não descriminando ninguém, quer pela cor da pele, a religião, quer pelas condições económicas, ou pelas dificuldades de aprendizagem! Gostava de ver, quantos colégios privados, têm no seus corpo discente (alunos), minorias étnicas e que possuam simultâneamente grandes carências económicas? Pois é, se alguém com esses critérios vos bate à porta, lá vem a treta dos costume, ''...lamentam, mas as vagas já estão todas preenchidas'', mas passados uns minutos, vem o juiz, para inscrever os filhos, e só perguntam: ''quantos é que são?'' Tive uns colegas, há uns anos, que me disseram que no 12 º ano, foram para uma escola privada, para terem notas mais altas (do que ceterius paribus, na escola pública).A verdade, é que entraram na universidade! A ironia disto tudo, é que muitos colégios pertencem a religiosos, e suas congregações, passam a vida nos sermões, a dizer que ''...a segregação, descriminação são pecados...'' , junte-se a inflação das notas !