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Quem é quem na Administração Trump?

20 jan, 2017 - 07:11

Tem sido uma correria em frente à Torre Trump enquanto se prepara a nova equipa do Presidente eleito dos EUA. Quem são os escolhidos por Donald Trump para os próximos quatro anos? Conheça os nomes e as caras da próxima administração norte-americana.
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Conselheiros da Casa Branca


Administração Trump

Vice-presidente - Mike Pence

Governador do Estado do Indiana desde 2013, Mike Pence foi o nome escolhido por Donald Trump para “correr ao seu lado” nas presidenciais É, agora, a sua escolha para vice-presidente dos Estados Unidos.

Conhecido por ser um político experiente, a capacidade de diálogo e as boas relações com a ala mais conservadora do Partido Republicano foram, segundo os analistas, as razões da sua escolha.

Assume um cargo cuja influência sempre variou conforme o Presidente.

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Chefe do gabinete da Casa Branca – Reince Priebus

Conselheiro Sénior - Steve Bannon

Foi dos primeiros nomes a ser anunciados e dos que mais polémica gerou. O ex-director do site conotado com a direita radical "Breitbart News" ainda foi um nome considerado para chefe de gabinete, mas assumirá o papel de “estratega e conselheiro sénior” da Casa Branca.

Bannon e o seu site tiveram um papel importante na campanha de Donald Trump, com muitos dos seus leitores a pertencerem ao movimento “alt-right” – uma comunidade onde se incluem neonazis, supremacistas brancos e anti-semitas.

Aquele que já foi considerado pela revista Bloomberg como “o mais perigoso agente político na América” assume agora um cargo importante na definição de estratégia da administração Trump.

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Chefe do gabinete da Casa Branca – Reince Priebus

É uma nomeação vista como um “piscar de olho” da reconciliação ao “establishment” republicano em Washington dada a sua proximidade com Paul Ryan, presidente da Câmara dos Representantes.

O chefe de gabinete do Presidente é das figuras mais importantes da administração norte-americana, uma vez que controla a agenda do Presidente e serve de filtro às solicitações que o chefe de Estado recebe.

Na administração Trump terá um papel de relevo ainda maior, dada a pouca experiência política do Presidente eleito.

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Conselheiro Sénior do Presidente – Jared Kushner

Jared Kushner até pode ser um nome menos conhecido do público em geral, mas o nome da sua esposa, Ivanka Trump, não passou despercebido durante a campanha eleitoral. O genro de Donald Trump, grande apoiante do Presidente-eleito durante as eleições, será agora conselheiro sénior do Presidente.

A nomeação de Kushner – que trabalhará de perto com Priebus e Bannon – levou a que muitos acusassem Donald Trump de nepotismo (favorecimento de parentes na escolha de cargos públicos).

É, no entanto, tido como o membro da administração Trump mais fiel ao seu Presidente.

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Secretário de Imprensa – Sean Spicer

Já é um rosto conhecido da imprensa norte-americana.

Aquele que é, desde 2011, o porta-voz do Comité Nacional Republicano, é agora o homem de Trump para lidar com os jornalistas na Casa Branca.

Com um presidente que prefere o Twitter aos microfones, Spicer começou com uma atitude hostil perante os jornalistas. Depois de ter afirmado que a multidão que assistiu à tomada de posse de Donald Trump tinha sido a maior da história norte-americana, mesmo depois de as imagens que comparam a tomada de posse de Obama e Trump indiciarem o contrário, tem estado na mira da imprensa.

Esse momento levou a consultora Kellyanne Conway a sair em defesa do Secretário de Imprensa e defender que Spicer tinha dado “factos alternativos” (alternative facts, em inglês).

Com uma relação fragilizada com os média desde o início da campanha, e com momentos tensos como aquele em que Donald Trump acusou a CNN de dar “notícias falsas”, não se espera um trabalho fácil para Sean Spicer durante o resto do mandato.

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Conselheiro de Segurança Nacional – H. R. McMaster

Depois de Flynn, McMaster. O tenente-general não foi a primeira escolha de Trump para Conselheiro de Segurança Nacional, mas, após a renúncia ao cargo de Mike Flynn, devido aos contactos de manteve com o embaixador russo sobre as sanções a Moscovo, Trump anunciou o seu nome.

McMaster é tido como um dos maiores intelectuais do Exército. Segundo o “The New York Times”, o agora Conselheiro de Segurança Nacional ficou conhecido, quando era comandante, por demonstrar como uma estratégia diferente de contra-terrorismo podia trazer benefícios.

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Consultora – Kellyanne Conway

A coordenadora da campanha de Donald Trump ganha agora lugar permanente na Casa Branca.

Apesar de ter começado a corrida a apoiar Ted Cruz, a consultora de 49 anos deu uso aos seus conhecimentos sobre sondagens para ajudar Donald Trump a chegar à Casa Branca.
Espera-se agora que esses conhecimentos sejam aplicados na coordenação da agenda do Presidente.

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Conselheiro da Casa Branca – Don McGahn

O advogado que representou o Presidente durante a campanha será o principal conselheiro jurídico da presidência. Terá a seu cargo uma dezena de especialistas.

Antes de aceitar o lugar na Casa Branca, McGhan integrou a Comissão Federal das Eleições e trabalhou para a sociedade de advogados Jones Day.

Administração Trump


Secretário de Estado – Rex Tillerson

É um dos cargos com mais peso político da administração norte-americana, mas Donald Trump decidiu atribui-lo a um “não político”.

Rex Tillerson, o presidente executivo da petrolífera ExxonMobil, é o nome de Trump para chefiar toda a diplomacia norte-americana. A tarefa complexa, que envolve grande experiência política, contrasta com o perfil de “não político” do empresário. Aos críticos da escolha, Trump contrapõe com os anos de liderança de uma multinacional que opera a nível global.

No entanto, a raiz da contestação ao nome de Trump para secretário de Estado não se deve só à falta de experiência. As boas relações com Moscovo, num momento em que é cada vez contestada a relação do Presidente-eleito com Vladimir Putin, valeram a Rex Tillerson várias questões na sua audiência no Senado.

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Secretário do Tesouro – Steven Mnuchin

Não será coincidência, caso encontre o nome do novo homem das finanças norte-americanas nos créditos finais numa tela de cinema. O ex-director da Goldman Sachs e produtor de filmes como "Avatar" é o nome de Trump para a pasta que gere o dinheiro público.

Depois de ter liderado as finanças da campanha de Trump, o veterano, que esteve 17 anos em Wall Street, assume a liderança de uma equipa de 86 mil pessoas: as que compõem o Departamento do Tesouro norte-americano.

Numa entrevista ao canal CBS, em Setembro, Mnuchin defendeu que a redução de impostos, a desregulação do mercado financeiro e o aumento da despesa militar conduzirão a economia americana a um crescimento de 3,5% e à criação de 25 milhões de postos de trabalho em 10 anos.

Mnuchin tem ainda um assunto internacional delicado nas mãos, já que terá de decidir se elimina ou dá continuidade às sanções a países inimigos.

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Secretário da Defesa – James Mattis

James Mattis, experiente general dos "marines", é o escolhido para coordenar a agenda em matéria de defesa norte-americana. Comandante supremo da NATO entre 2007 e 2010 e chefe do Comando Central das Forças Armadas entre 2010 e 2013, assume agora a tutela das forças militares nos Estados Unidos.

Foi o homem que fez Trump mudar de ideias quanto às vantagens da tortura de prisioneiros. Mas não é só aí que diverge do Presidente eleito. Considera o Irão a maior ameaça à segurança no Médio Oriente e vê com alarme o expansionismo de Moscovo na Síria, na Ucrânia e no Báltico, classificando o discurso conciliatório de Trump com o Kremlin como “mal informado”. É também um forte defensor da Aliança Transatlântica, mesmo que Donald Trump já a tenha considerado “obsoleta”.

Apesar das diferenças, concorda com Trump numa coisa: os esforços da administração Obama não chegam para combater o Estado Islâmico. E terão sido as duras críticas ao Presidente democrata que levaram Donald Trump a considerá-lo para o cargo.

O novo secretário da Defesa – conhecido por muitos como “Mad Dog” (cão doido, numa tradução literal) - tem alguns temas quentes em mãos, entre os quais a definição dos moldes da luta contra o Estado Islâmico, num momento em que a o exército ainda discute a melhor forma de colocar em prática algumas políticas definidas por Obama, como a integração completa das mulheres ou a autorização de transsexuais no exército.

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Secretário da Agricultura – Sonny Perdue

O antigo governador do estado da Georgia até já foi Democrata, mas é com um Presidente republicano que chega ao Governo.

É tido como alguém com conhecimento profundo da pasta que ocupa, tendo sido médico veterinário antes de se dedicar à política.

Ainda assim, e à semelhança do seu Presidente, não deixa de ser uma figura controversa: em 2003 foi acusado de ter pilotado um helicóptero do estado onde era governador sem ter qualquer tipo de licença para o fazer.

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Procurador-Geral – Jeff Sessions

Senador do Alabama, já exerceu as funções para que agora foi escolhido no estado onde nasceu. Será “U.S. Attorney-General”, o equivalente a ministro da Justiça.

O cargo que agora ocupa permitirá aplicar a prometida “lei e ordem” de Donald Trump. Tem uma posição forte contra a imigração ilegal e foi um fiel apoiante de Trump durante as eleições.

A sua nomeação para juiz federal em 1986 foi recusada, devido a um caso de alegados comentários de cariz racial.

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Secretário da Saúde e Serviços Sociais – Tom Price

É o homem de Trump para cumprir uma das suas principais promessas eleitorais: acabar com o Obamacare. Tom Price, cirurgião ortopedista e congressista pelo estado da Georgia, foi um dos maiores opositores ao "Affordable Care Act" (conhecido como Obamacare) por considerar que interfere com a capacidade dos médicos e dos pacientes tomarem decisões.

Tem agora a oportunidade para acabar com a medida controversa de Barack Obama enquanto lidera o braço do Estado que aprova novos medicamentos e regula o sistema de seguros de saúde Medicare e Medicaid, que cobre cerca de 100 milhões de pessoas.

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Secretário da Habitação e Desenvolvimento Urbano – Ben Carson

Chegou a estar na corrida para a nomeação do partido Republicano, mas acabou por desistir. Donald Trump acha agora que Ben Carson, o primeiro cirurgião a separar gémeos siameses unidos pela cabeça, é o nome certo para ficar responsável pela habitação na administração norte-americana.

O médico republicano, que inicialmente se mostrou relutante em aceitar o cargo na administração Trump, ficará responsável por supervisionar os programas de apoio a cinco milhões de famílias, bem como as leis que regulam o mercado imobiliário – um sector nada estranho a Donald Trump, que construiu a sua fortuna na construção.

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Secretária dos Transportes – Elaine Chao

A ex-secretária de Estado do Trabalho de George W. Bush entre 2001 e 2008 – a única a acompanhar o ex-Presidente nos dois mandatos – será a mulher a ficar com a pasta dos transportes no executivo Trump.

A experiência – pessoal e política – de Chao é apontada como o ponto forte da nova secretária dos Transportes.

Figura de relevo do "establishment" Republicano, Chao é a primeira mulher de ascendência asiática a ser nomeada para o executivo de Trump. Tem pela frente a tarefa de renovar as infra-estruturas de transportes norte-americanas - uma das prioridades definidas por Trump para os primeiros 100 dias de governo.

Elaine Chao é casada com o senador Mitch McConnell, líder da maioria republicana no senado.

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Secretário dos Assuntos dos Veteranos – David Shulkin

É o primeiro elemento da administração Obama a transitar para a equipa de Trump. O médico de 57 anos que ocupava o cargo de subsecretário da Saúde, ficará responsável por fazer cumprir as promessas eleitorais feitas por Donald Trump aos veteranos de guerra.

Com o número de ex-combatentes a aumentar depois da guerra do Iraque, as altas taxas de suicídio dos veteranos e o número reduzido de médicos face à crescente procura levaram Donald Trump a acusar Obama de negligência. Shulkin é a solução de Trump para o problema.

Será também o primeiro secretário dos Assuntos dos Veteranos que não tem passado militar.

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Secretário do Interior – Ryan Zinke

Membro da Casa dos Representantes e ex-militar das forças especiais Navy Seals até ao ano de 2008, Zinke ditará agora o destino de algumas das políticas deixadas pela era Obama, nomeadamente as que promovem a exploração de energias renováveis.

Na audição no Congresso para que o seu nome fosse aprovado para o cargo de secretário do Interior, deixou claro não acreditar que as alterações climáticas sejam uma mentira.

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Secretária da Educação – Betsy DeVos

Presidiu ao partido Republicano no estado de Michigan e é uma das grandes defensoras da possibilidade de escolha entre escolas públicas e escolas privadas com o uso de “cheques-escola” – uma ideia também defendida por Donald Trump durante a campanha.

Conhecida angariadora de fundos do partido, opôs-se a Trump na campanha, mas o Presidente eleito acredita agora que é a pessoa ideal para “reformar o sistema educativo e acabar com a burocracia que está a impedir os Estados Unidos de dar a todas as famílias um sistema educativo evoluído”.

Foi a nomeação menos consensual, tendo aberto um precedente: pela primeira vez, que foi necessário chamar o vice-presidente dos Estados Unidos para desempatar uma votação do senado.

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Secretário da Energia – Rick Perry

Trump entrega a pasta da Energia a um céptico das alterações climáticas próximo da indústria petrolífera – que considera demasiado regulada.

O governador do estado do Texas até já teve as suas quezílias com Donald Trump ao acusar o multimilionário de ser “um cancro para o conservadorismo”, mas as diferenças parecem ter sido ultrapassadas com Perry a aceitar o convite para a pasta da Energia.

Sucedendo ao físico luso-descendente Ernst Moniz, o Washington Post prevê uma atitude diferente, desviando a atenção das energias renováveis – marca da administração Obama - para os combustíveis fósseis.

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Administrador da Agência de Protecção Ambiental – Scott Pruitt

Não acredita nas alterações climáticas e descreve-se como alguém “contra a agenda activista da Agência de Protecção Ambiental”. Essa mesma, que agora liderará.

Caso o seu nome seja aprovado pelo Comité do Ambiente e do Trabalho Público, o procurador do estado de Oklahoma que se opôs à regulação das indústrias poluentes assumirá a coordenação de uma agência que, segundo o New York Times, Donald Trump prometeu desmantelar.

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Director do Gabinete de gestão e Orçamento – Mick Mulvaney

É um forte apoiante de medidas que diminuam a dívida pública americana. Tem agora a oportunidade de o fazer ao coordenar o gabinete de Gestão e Orçamento na administração Trump.

O conservador de 49 anos sempre defendeu cortes na despesa pública, o que levou a CNN a considerá-lo uma “grande surpresa” por contrariar as políticas do Presidente-eleito. Com Donald Trump a defender um rápido e acentuado corte nos impostos para as empresas, Mulvaney terá dificuldades em apoiar um plano que, segundo o Committee for a Responsible Federal Budget, aumentará a dívida pública americana em cinco biliões de dólares.

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Secretário do Comércio – Wilbur Ross

O bilionário conhecido por comprar e reestruturar empresas falidas do sector metalúrgico e vendê-las com uma larga margem de lucro é o nome de Donald Trump para o Comércio.

Fundador de uma empresa de investimento com o seu nome, Wilbur Ross tem uma fortuna avaliada em 2,9 mil milhões de dólares. Em Agosto do ano passado teve que pagar uma multa de 2,3 milhões à Comissão de Valores Imobiliários, devido às tarifas que cobrava aos seus investidores.

Ross defende que os Estados Unidos devem libertar-se das “amarras” de “maus acordos comerciais” e é favorável a pesadas tributações sobre as importações chinesas.

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Embaixadora dos EUA nas Nações Unidas – Nikki Haley

Foi a primeira mulher a ser escolhida para a administração Trump e sucede a Samantha Power na mesa das Nações Unidas.

A republicana de 44 anos é vista como uma política em ascensão no seio dos Republicanos. Filha de emigrantes indianos, apoiou Marco Rubio nas primárias internas e foi bastante crítica do agora Presidente eleito, tendo-o descrito como “tudo o que uma governadora não quer num Presidente” ainda antes das primárias no seu estado.

Não lhe é reconhecida grande experiência internacional, à excepção das negociações que conduziu com algumas empresas internacionais para cativar investimento no estado da Carolina do Sul, onde é governadora.

A sua missão passará, num primeiro momento, por tranquilizar os países da ONU em relação a algumas promessas feitas por Donald Trump durante a campanha, como a construção de um muro na fronteira com o México.

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Representante do Comércio – Robert Lighthizer

É advogado, representou durante vários anos a indústria do aço e trabalhou debaixo de ordens de Ronald Reagan. É agora o homem de Donald Trump para representar os Estados Unidos nas negociações dos tratados comerciais, bem como para tentar renegociar alguns que o Presidente-eleito considera injustos.

A sua escolha é lida como um sinal de que a próxima administração irá mesmo adoptar uma posição mais dura em relação à China.

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Administração de Pequenas Empresas – Linda McMahon

Da luta livre à política. A ex-CEO da WWE – empresa que produz competições de luta baseadas em enredos pré-determinados, um género conhecido como wrestling – abraça agora a luta política ao ser a escolha de Trump para a agência que garante empréstimos às pequenas empresas.

Aquela que tinha sido a maior doadora da campanha de Trump consegue assim um lugar na administração, depois de uma candidatura falhada ao Senado.

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Secretário da Segurança Interna – John F. Kelly

Caso Donald Trump cumpra as promessas de deportação e de contruir um muro na fronteira com o México, caberá a Kelly executar a ordem e colocar em prática aquilo que o Presidente lhe pedir.

O general reformado dos marines tem a seu cargo pastas quentes como o controlo das fronteiras externas, a concessão da cidadania, bem como toda a segurança interna do país.

Na sua audiência no congresso, mostrou-se relutante em relação a algumas ideias de Donald Trump, como o registo obrigatório de muçulmanos no país.

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Director da CIA – Mike Pompeo

Congressista pelo estado do Kansas e ex-oficial do exército, tem 52 anos e pertence à ala mais conservadora do Partido Republicano.

Tendo integrado a comissão que investigou o ataque à embaixada norte-americana em Benghazi, na Líbia, em 2012, teceu duras críticas a Hillary Clinton durante a campanha.

É fortemente contra o acordo nuclear com o Irão que Barack Obama conseguiu no seu mandato, tendo defendido, no Twitter, que é necessário reverter o entendimento “desastroso com o maior patrocinador mundial do terrorismo”

O novo director assume a coordenação da agência de segurança nacional numa altura em que as questões de segurança estão cada vez mais no topo da agenda. Terá de decidir se o plano de modernização apresentado pelo anterior director é mesmo para avançar, bem como proceder caso o novo presidente ordene o retorno da tortura como técnica de interrogatório.

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Secretário do Trabalho – Alexander Acosta

Os rumores do chumbo do nome do CEO da cadeia de restaurantes CKE levaram Donald Trump a escolher um nome mais consensual.

É o único hispânico da administração.

Filho de emigrantes cubanos e ex-membro da Junta Nacional de Relações Laborais, trabalhou para George W. Bush como advogado na Divisão de Direitos Civis. Fica agora responsável pela parte da administração norte-americana que promove as condições laborais e procede ao pagamento de subsídios a desempregados e reformados.

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Director Nacional de Serviços Secretos – Dan Coats

Já foi assessor de Segurança Interna de George W. Bush e assume agora a pasta da segurança interna. Thomas Bossert, 42 anos, foi o responsável pelo relatório sobre a eficácia do programa governamental de reacção ao furacão Katrina, bem como co-autor e redactor da Estratégia Nacional para a Segurança Nacional.

O consultor volta à política na sua área de eleição, assumindo o papel de assistente do presidente para a segurança interna e contra-terrorismo. Ao contrário do que aconteceu com a administração Obama, o Conselheiro de Segurança Interna estará no mesmo patamar hierárquico do Conselheiro de Segurança Nacional.

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Conselheiro de Segurança Nacional – Tom Bossert

O senador do estado do Indiana, de 73 anos, tem uma longa experiência política, tendo sido embaixador dos Estados Unidos na Alemanha e membro do Comité dos Serviços de Informação do senado.

É um dos cidadãos norte-americanos que Putin proibiu de entrar em território russo, depois de os Estados Unidos aplicarem sanções económicas à Rússia. Assume a liderança de uma agência criada no pós-11 de Setembro, que tem como principal objectivo articular o diálogo entre espiões e autoridades nacionais.

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Conselheiro Especial da Reforma Regulatória – Carl Icahn

O bilionário Carl Icahn será o conselheiro de Donald Trump para acabar com aquilo que entende ser a “excessiva regulação” do mercado nos Estados Unidos.

Não receberá salário pela ajuda que promete dar ao Presidente, mas muitos criticam a sua escolha pelos interesses que este bilionário com grandes investimentos na indústria do petróleo possa ter nesta desregulação.

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Donald Trump não poderia ter escolhido um economista que concordasse mais com ele na pasta do Comércio e da Indústria. Peter Navarro, também professor universitário, tem sido um dos mais duros críticos das políticas económicas da China, acusando o gigante da Ásia de praticar uma forma perversa de capitalismo que vai contra os interesses norte-americanos.

O autor do livro “Death by China” vai coordenar um novo conselho na Casa Branca que tem como finalidade supervisionar a política de comércio e indústria norte americana e de pôr em prática a promessa de Trump no dia da sua tomada de posse: “Comprar e contratar americano”.


Demitiu-se

Ex-Conselheiro de Segurança Nacional – Mike Flynn

O general três estrelas demitiu-se do cargo que ocupava há menos de um mês depois de os serviços secretos terem descoberto que mentiu sobre contactos que manteve com o embaixador russo. Em causa estava a promessa feita por Flynn de que Donald Trump levantaria as sanções económicas à Rússia.

Mike Flynn foi, durante a campanha, um dos assessores mais próximos de Trump.

Esta não é, no entanto, a primeira vez que Flynn não termina um mandato. Em 2014, passou pela Agência de Inteligência e Defesa, mas foi afastado por, alegadamente, ter sido crítico da forma como a luta contra o extremismo islâmico estava a ser conduzida. Apesar de tudo, alguns responsáveis que trabalharam com o general afirmam que as razões para o seu afastamento ficaram a dever-se à falta de capacidade de gestão e ao seu polémico estilo de liderança.

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Recusou a nomeação

O administrador da cadeia de restaurantes CKE até esteve na corrida para Secretário do Trabalho, mas os rumores de que o seu nome seria chumbado no senado levaram a que retirasse a sua candidatura.


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Comentários
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  • j
    10 dez, 2016 al 09:10
    Força Trump. A seguir Le Pen.
  • Tony Silveira
    08 dez, 2016 Canada 16:09
    Breitbart News indicado no artigo como "Direira Radical"???? Que estupidez! O Breitbart é como o PSD em Portugal nem sequer passa do centro. Isto é desinformação.
  • Gui
    08 dez, 2016 Porto 15:43
    Enfim... uma troca fandanga.
  • Francisco Rodrigues
    08 dez, 2016 Algés 15:37
    Ena tanta asneira...! ! ! a questão de ser contra TRUMP nas primárias, só significa que são civilizados e conseguem ultrapassar divergências....e que TRUMP tem perspicácia política. Obama e Hilary trocaram acusações muito mais graves há oito anos ( Hilary disse centenas de vezes que Obama NÃO tinha nascido em território EUA....o que hoje se sabe que nasceu no Quénia...até confirmado pela avó paterna....e que era o grande argumento nos blogs e sites afetos a Hilary..) e Obama deu lhe um tacho importante..onde praticou vários crimes graves... BENGHAZI e não só.. o modo como tratam o dr. Ben Carson , figura muito prestigiada rm todos os EUA.....atinge os limites do RACISMO... como a CNN...onde o seu nome provocou gargalhadas até de um analista negro.....numa manifestação EXECRÁVEL DE RACISMO.... e depois, claro, o Breitbart.... leiam o site......e demonstrem onde está a extrema direita e outros insultos... eu leio todos os dias....É uma excelente fonte de informação....e NÃO TEM NADA DE EXTREMISTA.. muito pior são as TVs CNN..CBS...NCB principalmente....e NYT.. pelo campanha de calúnias e insultos contra TRUMP....e censura dos crimes vários de Hilary... A "esquerda" EUA e os média da Europa ainda não perceberam que foi UMA GRANDE REVOLUÇÃO POPULAR QUE COLOCOU TRUMP NA CASA BRANCA...e que a revolução continua.... quem INSULTOU E DIFAMOU TRUMP ESTÁ A SER BOICOTADO... a CNN já desceu as audiências...algumas empresas e marcas ( Pepsi por ex...) idem...