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Restauração da Independência. Marcelo diz que “feriado nunca devia ter sido suspenso”

01 dez, 2016 - 11:58

A cerimónia central das comemorações do 1.º Dezembro termina com a deposição de coroas de flores de homenagem aos heróis da Restauração.
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Restauração da Independência. Marcelo diz que “feriado nunca devia ter sido suspenso”

O Presidente da República discursou esta quinta-feira por ocasião da comemoração do feriado da Restauração da Independência, onde admitiu que “este feriado nunca deveria ter sido suspenso”.

“A nossa pátria depende da nossa independência”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, perante as pessoas presentes na cerimónia. “A nossa independência política, que se deve às Forças Armadas, é o garante de um estado de direito; à nossa independência económica, que tem de se fazer com crescimento, rigor e justiça social”, acrescentou.

Já o primeiro-ministro, António Costa, valorizou a presença em conjunto do chefe do Governo e do chefe de Estado nas cerimónias do Dia da Restauração, enaltecendo a "importância simbólica, histórica e política" do 1.º de Dezembro.

"A restauração do feriado da Restauração de 1640, e a presença do Presidente da República neste acto, significam que o Estado acompanha a nação na importância simbólica, histórica e politica que dá a esta data e à mensagem que nos transmite, que devemos valorizar em permanência, com sentido pedagógico", advogou o chefe do Governo, falando em Lisboa nas cerimónias do Dia da Restauração.

Valorizando a "primeira vez, em muitos anos", que se juntam chefe do Governo e chefe de Estado nas cerimónias do 1.º de Dezembro, Costa vincou que a celebração de hoje não se dá por um "serôdio sentimento anti-castelhano, que não tem sentido no presente de Portugal e Espanha".

Depois, o primeiro-ministro lembrou a visita de Estado a Portugal dos reis de Espanha, que ontem terminou, para lembrar a união entre os dois países em matérias como a União Europeia, a NATO, o universo ibero-americano ou o "mercado ibérico crescentemente integrado".

A independência de Portugal, essa, é fundamentada em "factores geográficos, históricos, culturais se políticos seculares", e deve ser aliada de um "patriotismo positivo", de integração.

"Acolhemos turistas e imigrantes, investidores e refugiados, estudantes e artistas", numa "identidade aberta, cosmopolita e universalista" cada vez mais portuguesa, continuou António Costa.

Por seu turno, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, elogiou o primeiro-ministro, António Costa, e o coordenador-geral do Movimento 1.º de Dezembro de 1640, Ribeiro e Castro, por fazerem com que a "memória da independência" não "caísse no esquecimento".

"Quero destacar hoje aqui dois homens que se baterem para que este dia não caísse no esquecimento e hoje estivéssemos aqui a celebrar o dia feriado. Refiro-me ao José Ribeiro e Castro e a António Costa, que a partir do parlamento, da Câmara Municipal ou do Governo, recusaram apagar a memória da independência. Muito obrigado", sublinhou Fernando Medina, falando nas cerimónias do Dia da Restauração, na capital portuguesa.

Depois, o autarca sublinhou que patriotismo "não é uma ideia de direita ou de esquerda", e não deve ser confundido com nacionalismo: "Patriotismo é uma aspiração de futuro colectivo", disse, enaltecendo a "democracia consolidada e aberta ao mundo" que é hoje Portugal.

Antes, o coordenador-geral do Movimento 1.º de Dezembro de 1640, José Ribeiro e Castro, antigo presidente do CDS-PP, valorizou a reposição do feriado do 1.º de Dezembro.

Falando perante vários convidados e algumas dezenas de curiosos, Ribeiro e Castro abordou em tom ligeiro o dia chuvoso na capital - "Restauração molhada é Restauração abençoada", disse - e agradeceu a "pontualidade" do primeiro-ministro no cumprir da promessa de reposição do feriado.

Também a "promulgação expedita" de Marcelo Rebelo de Sousa de tal reposição foi destacada pelo coordenador do Movimento 1.º de Dezembro.

Na plateia estavam presentes, por exemplo, a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, o vice-presidente da Assembleia da República José Manuel Pureza, o secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello e o Duque de Bragança, D. Duarte Pio.

A cerimónia foi promovida e organizada pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal, o Movimento 1.º Dezembro de 1640 e a Câmara de Lisboa.

A última intervenção da cerimónia coube ao Presidente da República, antecedido pelos discursos do primeiro-ministro, do presidente da Câmara de Lisboa, do coordenador-geral do Movimento 1.º de Dezembro de 1640, e do presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, José Alarcão Troni.

A cerimónia central das comemorações do 1.º Dezembro terminou com a deposição de coroas de flores de homenagem aos heróis da Restauração.

O 1.º Dezembro foi um dos quatro feriados suprimidos a partir de 2013 pelo Governo PSD/CDS-PP, entretanto repostos este ano pelo Governo socialista de António Costa.

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