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Cerveja é fonte de esperança para monges cujo mosteiro foi devastado por sismo

30 nov, 2016 - 16:33

Os monges beneditinos de Nórcia ficaram sem mosteiro no último sismo que abalou aquele território. Só a fábrica de cerveja sobreviveu, agora pode salvar a cidade.
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São 15 os monges beneditinos que vivem em Nórcia, e tal como o resto dos habitantes da região, perderam quase tudo no sismo que abalou a cidade italiana em finais de Outubro. O mosteiro onde viviam os monges, quase todos americanos, ficou destruída quase por completo. Apenas uma estrutura sobreviveu praticamente intacta: a Fábrica de Cerveja.

Em sintonia com a ancestral tradição beneditina, em 2012 os monges apostaram na produção de cerveja para se sustentarem. Estão longe de ser os únicos (há várias grandes marcas de cerveja produzida por monásticos), mas a sua é a única que é produzida unicamente com o esforço dos monges, explica o monge Augustine Wilmeth em declarações ao jornal americano "New York Times". Outras marcas, sobretudo de países do centro da Europa, como a Bélgica e a Alemanha, cresceram de tal forma que já empregam pessoas de fora.

O fruto dos esforços dos beneditinos é uma cerveja a que deram o nome “Nursia”, o antigo nome da cidade que viu nascer São Bento, o fundador da ordem beneditina. São produzidas 10 mil garrafas por ano, vendidas em vários pontos da região e exportadas para os Estados Unidos.

Os monges vêem no facto de a fábrica ter sobrevivido ao sismo um incentivo para apostar cada vez mais na sua produção, na esperança de que isso os ajude a reconstruir o mosteiro e, até, a própria cidade.

Porque quando toca a bebidas alcoólicas a chave é sempre a moderação, os monges não querem que a produção cresça em demasia. “Preferimos que se mantenha uma coisa controlada, que sirva a vida monástica, e não algo que se torne tão grande que nos consuma”, diz ao "New York Times" o irmão Wilmeth.


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