O site da Renascença usa cookies. Ao prosseguir, concorda com o seu uso. Leia mais aqui.
|
A+ / A-

A sua autarquia é amiga das famílias? Saiba aqui

25 nov, 2016 - 14:03 • Hugo Monteiro

Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis atribuiu, esta sexta-feira, 58 bandeiras verdes por boas práticas em relação às famílias.
A+ / A-

São 58 os municípios que vão receber uma bandeira verde por serem autarquias familiarmente responsáveis, mais 16 do que no ano passado, um número que coincide com o das autarquias premiadas pela primeira vez.

O Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis, que elabora a listagem, revela, ainda, que há 37 municípios que recebem o prémio há três ou mais anos consecutivos.

O observatório avalia a forma como cada um dos municípios trata um total de 12 áreas como o apoio à maternidade e paternidade, o apoio às famílias com necessidades especiais, a educação, a habitação, os transportes, a saúde ou a cultura e o desporto. Este ano, concorreram às bandeiras verdes 109 municípios, dos quais 58 recebem o galardão, 37 dos quais pela terceira vez consecutiva.

Estas são autarquias que, de acordo com o observatório, se destacam pelo facto de terem, por exemplo, uma rede de transportes gratuitos para toda a população, comparticipam tratamentos dentários e oftalmológicos, atribuem bolsas sociais para creches, promovem férias desportivas gratuitas, disponibilizam passes gratuitos para todos os estudantes e criaram tarifas familiares da água.

Lisboa lidera nos distritos com mais municípios premiados (18%), seguido de Coimbra (14%), Santarém (12%) e Guarda (9%).

O Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis foi criado em 2008 pela Associação das Famílias Numerosas, que já reagiu a estes resultados. O facto de serem mais 16 municípios premiados do que no ano passado são boas notícias, no entender da Ana Cid Gonçalves.

“É bastante visível a forma como os municípios se têm empenhado em encontrar soluções para as necessidades e os anseios das famílias. É sinal que os municípios estão a tentar desenvolver boas práticas e mostra o bom trabalho do observatório, que é precisamente descobrir essas boas práticas e partilhá-las entre os municípios”, diz.

A responsável da Associação de Famílias Numerosas lembra que cada município deve estar atento às necessidades específicas dos seus habitantes: “Aquilo que se pretende não é que todos os municípios façam o mesmo, até porque as necessidades das famílias consoante o sítio onde vivem, também são diferentes, e aquilo que são as necessidades dos municípios, em termos geográficos e de expansão territorial conduzem a necessidades diferentes.”

“O que é importante é que cada município descubra quais as necessidades próprias dos seus munícipes e que vão ao seu encontro no sentido de facilitação da vida e apoio àqueles que estão em situação mais vulnerável, como os idosos e as crianças”, conclui.

Ana Cid Gonçalves reconhece que ainda há pormenores que cada um destes municípios deve, ainda, aperfeiçoar. Para o futuro é preciso alargar estas boas práticas a outras autarquias.


Consulte aqui a lista completa das autarquias premiadas

Lousã*, Madalena, Mealhada*, Abrantes*, Águeda*, Alcoutim, Alenquer, Almodôvar, Amadora*, Angra do Heroísmo*, Boticas*, Braga*, Cantanhede*, Cascais*, Castro, Marim*, Coimbra*, Coruche, Estarreja*, Funchal*, Góis, Gouveia*, Guarda*, Ílhavo, Lisboa*, Loures*, Mação*, Mértola*, Miranda do Corvo*, Montijo*, Odivelas, Oeiras, Oliveira do Hospital, Ovar, Penafiel, Pinhel*, Pombal, Ponta Delgada, Póvoa de Lanhoso*, Praia da Vitória, Santarém*, Sardoal, Seia*, Sever do Vouga, Sintra*, Soure, Tábua, Tomar, Torres Novas*, Torres Vedras*, Vieira do Minho*, Vila de Rei*, Vila Franca de Xira*, Vila Nova de Famalicão*, Vila Nova de Foz Côa*, Vila Real*, Vila Real de Santo António*, Viseu, Fundão*

*Autarquias que recebem bandeira com palma, por receberem o prémio por três ou mais anos consecutivos

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.