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Durão Barroso e a Goldman Sachs: “ Não fui para nenhum cartel da droga”

23 set, 2016 - 17:21

Ex-presidente da Comissão Europeia reiterou que fez tudo de forma "transparente, regular, escrupulosamente certa" e não aceita que lhe sejam atribuídas "intenções malévolas e comportamentos incorrectos".
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O presidente não-executivo da Goldman Sachs, Durão Barroso, considerou esta sexta-feira que o primeiro-ministro "agiu com muita dignidade" ao pedir esclarecimentos ao presidente da Comissão Europeia sobre o tratamento que lhe está a ser dado pelo novo cargo.

"Fiquei satisfeito. Penso que [António Costa] entendeu que havia aqui um caso de discriminação e pediu formalmente ao presidente da Comissão, porque entendeu que devia pedir. Agiu com muita dignidade, defendendo aquilo que é uma posição portuguesa", afirmou Durão Barroso.

O antigo presidente da Comissão Europeia e agora presidente não-executivo da Goldman Sachs International falava aos jornalistas à margem do congresso internacional da INSOL Europe, que decorreu num hotel do Estoril.

Durão Barroso voltou a dizer que está a ser alvo de discriminação e lembrou que houve outros membros da Comissão Europeia, inclusive ex-presidentes, que também ocuparam cargos em grandes bancos internacionais e não foram acusados de nada.

"Por que razão há contra mim? A minha opinião é porque sou português. Pode-se gostar ou não da minha atitude, concordar ou não com a minha escolha, mas há uma coisa que é certa: sou um cidadão português, estou no pleno uso dos meus direitos. Não aceito que me sejam limitados os meus direitos. Não fui para nenhum cartel da droga, estou a trabalhar numa entidade legal", defendeu.

O responsável reiterou que fez tudo de forma "transparente, regular, escrupulosamente certa" e, por isso, não aceita que lhes sejam atribuídas "intenções malévolas e comportamentos incorrectos".

"Esquerda foi atrás da extrema-direita, porque teve medo"

Durão Barroso disse ainda compreender algumas críticas, mas não aceitar outras e reconhece que a Goldman Sachs é "um nome controverso, como todos os grandes bancos internacionais".

"Simplesmente não aceito que se procure criar uma discriminação contra uma entidade financeira que opera nos mercados, que está devidamente legalizada e devidamente regulada e também não aceito que haja discriminação contra mim, isso é contra as regras europeias, contra o direito europeu", reiterou.

O novo presidente não-executivo da Goldman Sachs justificou a sua ida para o novo cargo, porque o banco lhe deu garantias de que queria reforçar a sua cultura de transparência e responsabilidade.

"O meu trabalho será promover uma cultura de responsabilização, ética e transparência no banco. Não posso ser responsabilizado por coisas do passado. Acho que é perfeitamente aceitável do ponto de vista ético e moral trabalhar para o Goldman Sachs", sustentou.

Embora já estivesse à espera de críticas, Durão Barroso lembrou que a primeira foi feita por Marine Le Pen, "da extrema-direita europeia, dizendo que isso provava que a União Europeia estava ao serviço do capitalismo internacional".

"O mais engraçado é que algumas forças de esquerda, em vez de criticarem essa posição de extrema-direita, foram atrás dela, porque tiveram medo", acusou.

Sobre o comentário do primeiro-ministro francês, François Hollande, que disse ser "moralmente inaceitável" que Durão Barroso ocupasse o novo cargo, o português considerou que mostrou "ceder à pressão" e "não dignificou nada a sua posição".

Comentários
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  • Esmeralda
    24 set, 2016 Felgueiras 14:22
    Em vez de apoiarmos um grande homem, a pesar de no passado ter dito q o país estava de tanga, mas o que é certo é verdade, estava mesmo é por mais q fizesse cá (em Portugal), não lhe dariam razão ou valor, atendendo ao estado do país, pelo que perante um convite para o cargo de presidente da Comunidade Europeia, aceitou e foi o mais inteligente. Ocupou sucessivamente um lugar de destaque, pela sua inteligência, dignidade, honestidade e competência, votado pela maioria representada pelos países da Comunidade Europeia, e agora só por inveja, por ideologia política, por mal dizer ou desconhecimento, vamos tentar denegrir e derrubar um grande homem, um ser humano, que desde que cumpra todos os deveres da legalidade, não há de ter direito ao que todos têm ?! Seja como for, foi e será por certo um grande Senhor, um valente português, que poucos terão mais o previlégio como ele de nos representar e digo isto sem qualquer medo, porque sou com muito orgulho, PORTUGUESA.
  • antonio
    24 set, 2016 portugal 12:41
    Tem razão o comentador Alvaro Cunhal: " 23 set, 2016 lx 22:58 Eu que até nao acho piada nenhuma a este senhor, neste caso ele tem absoluta razao. Muita dor de cotovelo do Junker e do toto do Hollande! Cumpriu o prazo de periodo de nojo e foi ganhar mais uns cobres lá fora pq aqui neste país ninguém o queria. Nao fez mais do que o que já tinha feito quando foi para presidente da Comissao. Aqui pagavam-lhe 70 mil eurozios e foi para lá fazer muito mais. Pq é que acham que os comunas, xuxas, psd e cds tb vao para o parlamento europeu? Para defender os ideais ou para fazer uns cobres? Fez ele muito bem! Todos estes comentaristas que tb estao com uma bela dor de cotovelo, se pudessem e tivessem capacidade para tal, tb íriam!"
  • Carlone
    24 set, 2016 Marselha 08:44
    Claro que não foi para nenhum cartel, ele há muito tempo que faz parte desse CARTEL Ele Barroso. tem todo o estilo de CHEFE de MÁFIA, não lhe falta nada.
  • andre
    24 set, 2016 lx 02:00
    “ Não fui para nenhum cartel da droga” pois não foste trabalhar para o porco nojento deste Goldman Sachs. Se o teu problema é te comparares aos outros, quiçá o que está em destaque é que, possivelmente as coisas estão a mudar, a começar em ti. Que mais dizer, temos pena, já fostes. Só tu escolheste o teu caminho #GOLDMANSUCKS. Farewell goodbye.
  • José Cardoso
    23 set, 2016 Lousada 23:32
    A culpa não é da GS, a culpa é dos governantes dos vários países que traem os seus próprios países. Das Goldman saches que por aí andam, só um estadista integro, honesto e patriota nos salva. com o sr. Salazar nunca fizeram farinha, com a tropa fandanga do pós 25A (anos 80) a GS faz o que quer.
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  • Tugatento
    23 set, 2016 Amarante 23:30
    Claro que nao é nenhum, cartel de droga. Mas os efeitos nefastos que esse banco tem criado em vários países, são piores do que a droga. Tem levado a miséria milhões de pessoas com as falcatruas que faz.
  • Alvaro Cunhal
    23 set, 2016 lx 22:58
    Eu que até nao acho piada nenhuma a este senhor, neste caso ele tem absoluta razao. Muita dor de cotovelo do Junker e do toto do Hollande! Cumpriu o prazo de periodo de nojo e foi ganhar mais uns cobres lá fora pq aqui neste país ninguém o queria. Nao fez mais do que o que já tinha feito quando foi para presidente da Comissao. Aqui pagavam-lhe 70 mil eurozios e foi para lá fazer muito mais. Pq é que acham que os comunas, xuxas, psd e cds tb vao para o parlamento europeu? Para defender os ideais ou para fazer uns cobres? Fez ele muito bem! Todos estes comentaristas que tb estao com uma bela dor de cotovelo, se pudessem e tivessem capacidade para tal, tb íriam!
  • Mr Bielderberg
    23 set, 2016 lisboa 21:25
    Mr Bielderberg a dar uma de santinho...
  • Luis
    23 set, 2016 PdeM 21:25
    Pois não... Ainda são piores que os carteis de droga.
  • 23 set, 2016 algures 21:23
    Esta criatura.....sempre á procura de um bom tacho.....deixou o lugar de 1ºministro do seu país,para ir ocupar o lugar de presidente da união europeia,tudo fez para continuar lá num 2ºmandato e agora .....claro,um novo tacho.Mais uma figurinha nos anais piores da história de Portugal.
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