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​Assunção Cristas ataca “festança da esquerda”

04 set, 2016 - 13:48

Líder do CDS anunciou que vai propor, no Parlamento, a criação e um crédito fiscal reforçado para empresas.

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A líder do CDS, Assunção Cristas, fez um ataque cerrado à esquerda no encerramento da Escola do Quadros da Juventude Popular, que decorreu este domingo, num hotel da praia da Consolação, concelho de Peniche.

Assunção Cristas acusa o Governo de, para satisfazer os partidos que o apoiam, estar a fazer um ataque à classe média e a prejudicar o país, e anunciou que vai propor a criação de um crédito fiscal para empresas.

Criticou a reversão de medidas do anterior Governo e fez questão de lembrar os episódios da demissão de João Soares e dos secretários de Estado que foram a Paris a convite da Galp.

“Ministros que ameaçam com bofetadas ou secretários de Estado que vão ver jogos de futebol em viagens pagas por empresas privadas com contencioso com o Estado agora são meros detalhes. Os campões dos pedidos de demissão, aqueles que nós conhecíamos que por dá cá aquela palha pediam a cabeça deste ou daquele, agora estão absolutamente caladinhos, eu diria com medo que alguém venha interromper esta festança das esquerdas”, afirmou a líder do CDS, referindo-se sobretudo ao PCP e ao Bloco de Esquerda, partidos que não pediram a demissão de nenhum dos governantes em causa.

Assunção Cristas começou o discurso por lamentar que Portugal viva há décadas um ciclo de crises permanentes. “Saímos de uma crise e pouco depois entramos noutra”, disse a ex-ministra da Agricultura, lamentando que cada ciclo esqueça as lições do ciclo anterior e criticando a reversão de medidas levadas a cabo pelo actual Governo.

“Temos de dar o salto de crescimento que permita que o país saia de ciclos permanentes de crise”, continuou Assunção, para quem o que está a acontecer agora é, precisamente, o contrário porque, disse, o Governo está a usar receitas do passado.

Para a líder do CDS, que discursou perante cerca de 130 jovens, um Governo que desconfia do investimento privado, que desconfia das empresas, que decide em nome “da ideologia ultrapassada da extrema-esquerda” não pode ter sucesso.

“Tem carro? É rico! Tem casa própria, é rico!...A classe média que não se iluda: quando a esquerda unida vier dizer que só quer tributar os ricos, é ao bolso da classe média que vai buscar dinheiro”, avisou a presidente do CDS, que anunciou algumas medida que o CDS vai propor na próxima sessão legislativa.

“Vamos propor um crédito fiscal reforçado para o investimento que permita reduzir a taxa efectiva de IRC para cerca de 5,5% para as empresas que fizerem investimento produtivo”, anunciou a presidente do CDS, que também prepara propostas sobre educação, saúde e segurança social. Tudo áreas que que Assunção Cristas promete uma aposta em “mudanças sensatas”.

Comentários
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  • CDS
    06 set, 2016 lx 17:29
    O partido bengala do PSD no seu melhor criticando a devolução de rendimentos que eles ajudaram a usurpar como festança da esquerda! A hipocrisia no seu melhor!
  • metem nojo
    06 set, 2016 lx 17:25
    Os comentarios dos demagogos dos desnorteados PSDs com a pior das lideranças que tiveram até hoje! Se Sá Carneiro fosse vivo nemacreditaria ao estado a que chegou o PSD que fundou! Os rapazolas da poltiquice instalaram-se na liderança e não saem mesmo que estejam a levar o partido para a destruição!
  • Miguel Botelho
    06 set, 2016 Lisboa 13:01
    Sim, «Demagogos» ou «Demagogo», essa já conhecemos. Sempre afinal, existem mentirosos, como Pedro Passos Coelho, Assunção Cristas e até... Vítor Gaspar. Veja bem que hoje, este mesmo trafulha veio dizer que «não se deve subir impostos para pagar a dívida», ou seja, precisamente o que Vítor Gaspar fez como ministro das finanças. Ora. com trafulhas como estes não há povo ignorante que lhes resista. Toca a aplaudir, «Demagogos» e a dizer: «Voltem que estão perdoados.»
  • demagogos
    05 set, 2016 Santarém 23:03
    O governo vai governando aos trambolhões auxiliado pelas bengalas do PCP e BE e lá vai andando e quem diria às uns meses atrás que nesta altura estariam estes dois contra medidas que segundo eles eram intocáveis e sagradas mas que agora já o não são, isto de engolir sapos afinal não parece ser assim tão difícil.
  • Miguel Botelho
    05 set, 2016 Lisboa 22:38
    É só poses, boquinhas e voz de «senhora bem que não se dá com pobrezinhos». Quanto mais fala, pior é o discurso. Desta vez, atropelou com o discurso de Pedro Passos Coelho.
  • Eborense
    05 set, 2016 Évora 15:52
    Portugal não vai devolver 2,6 mil milhões de euros ao FMI como estava previsto, o que é bom, porque assim, pagamos juros mais altos! Quando de facto já íamos tendo alguma credibilidade junto dos nossos credores, eis que aparece o Partido das Falências, coadjuvado pelos partidos radicais de esquerda, os quais apenas sabem governar com o dinheiro dos outros, voltando novamente tudo à estaca zero. Infelizmente iremos pagar todos, pela ignorância de alguns!
  • esta
    05 set, 2016 lx 15:18
    Meteu-se no submarino, mergulhou, lançou o periscópio e anda a tentar convencer os que andam a boiar!...
  • antonio
    05 set, 2016 portugal 15:12
    Tem toda a razão! E aqui ainda há pessoas que pensam que depois de se levar o País à bancarrota, não se seguiriam medidas duras.
  • Eborense
    05 set, 2016 Évora 14:27
    Ó João! A propaganda marxista anestesia os burros. Se se fizesse um estudo sobre o QI dos anestesiados ia ver que não só era muito baixo, mas negativo.
  • Edgar Silva
    05 set, 2016 estarreja 10:40
    Cristas...quem nos aplicou um brutal aumento de impostos? Quem foi? Ganha tento e menos disparates.