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Medina assume-se como candidato a Lisboa e pisca olho à esquerda

11 mai, 2016 - 01:18

Em entrevista à Renascença, o socialista espera que o facto de ter liderado a transição na autarquia o coloque em vantagem em relação aos seus futuros adverdsários nas eleições autárquicas de 2017.

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O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, assume-se por inteiro como candidato socialista nas eleições autárquicas do próximo ano e pisca o olho aos partidos à esquerda do PS.

Em entrevista ao programa “Terça à Noite” da Renascença, Fernando Medina refere que sente um “enorme orgulho em ter a oportunidade única” de liderar o maior município do país, depois da saída de António Costa.

“Como se sabia que era o último mandato de António Costa, a lei não permitia mais, era normal que houvesse a preparação de uma transição tranquila, geracional e de perspectiva de continuidade do projecto político, colocou-se essa questão de eu assumir a presidência da Câmara de Lisboa”, sublinha.

Questionado se isso o coloca em vantagem em relação aos seus futuros oponentes nas eleições, Fernando Medina responde: “Espero que sim, naturalmente”.

“Eu tenho uma oportunidade, tenho uma grande alegria em exercer estas funções. Nunca o escondi. Acho que isso se vai notando de uma forma, mais ou menos evidente. Faço-o com muito gosto e com muito empenho. Acho que temos uma visão muito clara para a cidade, temos um projecto político de uma visão muito clara sobre aquilo que pretendemos para o futuro da cidade, uma visão moderna, uma cidade que tem que aproveitar as oportunidades que tem do ponto de vista do crescimento económico”, defende.

Santana Lopes e Assunção Cristas poderão ser adversários temíveis nas autárquicas de 2017? Fernando Medina ainda não pensa nos nomes de possíveis adversários.

“Das várias preocupações que eu tenho enquanto presidente da Câmara e responsável político por este projecto, há uma responsabilidade que eu, seguramente, não tenho, que é escolher quem serão os meus adversários. Não tenho essa responsabilidade de me pronunciar sobre isso. Pronunciar-me-ei no momento certo”, diz o autarca de Lisboa.

Fernando Medina não fala em possíveis adversários à direita, mas pisca o olho ao apoio dos partidos à esquerda do PS.

“Eu defendo um diálogo aberto, profundo, sobre as questões políticas e estratégias para o futuro da cidade e de termos abertura de espírito para chegarmos à conclusão que chegarmos no final desse debate. A conclusão desse debate pode ser uma convergência mais aprofundada, pode ser menos, mas é importante que esse debate se faça à esquerda. Há boas razões históricas. Nos tempos em que houve entendimentos à esquerda a Câmara foi bem governada, como na altura de Jorge Sampaio e João Soares”, sustenta Fernando Medina.

Nesta entrevista à Renascença, o autarca de Lisboa preferiu não comentar se sonha liderar o Governo de Portugal. “Desejo que António Costa seja primeiro-ministro durante muitos e muitos anos”, rematou Fernando Medina está totalmente concentrado na Câmara da capital.

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