|

 Confirmados

 Suspeitos

 Recuperados

 Óbitos

A+ / A-

Descoberto químico que destrói células cancerígenas com mais precisão

10 mai, 2016 - 08:59

Medicamento activa um mecanismo que faz com as células cancerígenas se matem a si mesmas de "forma programada". Será mais eficaz, porque actua directamente contra o tumor, minimizando os danos nas células saudáveis.

A+ / A-

Uma equipa de cientistas norte-americanos descobriu um composto químico que faz com que as células cancerígenas se autodestruam. O estudo foi publicado, esta terça-feira, na revista “Proceedings of The National Academy of Sciences”.

O novo composto actua sobre as células cancerígenas com mais precisão do que qualquer tratamento existente, segundo a investigação realizada por cientistas da organização biomédica The Scripps Research Institute, na Flórida.

A grande novidade do medicamento, já testado em animais, é a precisão, já que ataca directamente as células que provocam o cancro, incluindo as ocultas, e não afecta as células saudáveis.

O medicamento activa um mecanismo que faz com as células cancerígenas se matem a si mesmas de "forma programada", explicou o professor Matthew Disney, que liderou a equipa de investigação.

O novo composto pode implementar-se nos principais medicamentos utilizados contra o cancro, para melhorar a identificação das células cancerígenas e actuar directamente contra elas.

Aquilo significa que não só será um tratamento eficaz, porque actua directamente contra o tumor, como minimiza os danos nas células saudáveis.

Segundo os cientistas, o tratamento é mais eficaz no cancro da mama, principalmente no de rápido crescimento.

Os investigadores pretendem que o medicamento, assim que for aprovado, seja aplicado no futuro a todo o tipo de tumores, incluindo para combater outras doenças provocadas por vírus como o Zika e o Ébola.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Domingos Soares
    12 mai, 2016 Sintra 14:58
    Palavras para quê? Agradeço que alguém com responsabilidade neste mundo se coloque no terreno e separem o trigo do joio. Noticias como esta já eu presenciei centenas de vezes nestes quase 5 anos que infelizmente tomei contacto próximo desta doença. O problema depara-se quando tentamos ir á origem e a resposta é sempre a mesma.... nada de concreto para o seu caso ou vai sair só daqui a meia dúzia de anos ou mais, ou por outro lado custa 500.000 dolares e não é garantimos nada, tendo que fazer a trsf logo á cabeça para iniciar o processo. Por isso é que era de todo prudente que a divulgação destas noticias não sejam lançadas vagamente mas com elementos concretos e comprovados, porque quem está a viver estas situações sofre muito com estas desilusões. Obdo
  • Como é que uma notíc
    12 mai, 2016 14:32
    como é que uma noticia destas não vem publicada nas primeiras páginas dos jornais, em letras bem gordas? Não entendo. Será que não é tão importante assim? Uma doença que continua, diariamente a destruir , homens , mulheres e crianças e que tanto sofrimento causa?
  • Manel da Bairrada
    11 mai, 2016 Portugal 16:53
    Mais uma esperança na luta contra este flagelo galopante. O triste disto tudo é que se conhecem pesticidas, aditivos, alimentos geneticamente modificados, materiais em variadíssimas aplicações, radiações com origem na acção humana, enfim, uma longa lista de agentes potencialmente cancerígenos que não são banidos mas que pelo contrário têm acérrimos defensores! Veja-se a polémica bem recente em torno do pesticida glifosato. Não nos admiremos que cada vez mais hajam cancros e até em pessoas cada vez mais novas...
  • Joao fernandes
    11 mai, 2016 Fafe 13:18
    Pena sera que esta descoberta não chegue a toda gente
  • Carlos Januário
    11 mai, 2016 Lisboa 00:25
    é um avanço significativo da ciência e nomeadamente da medicina no combate a uma das doenças mais mortais que causa milhões de mortes todos os anos pelo mundo inteiro. O seu uso pode vir a salvar muitas vidas. Que seja bem aplicado o medicamento para o bem da humanidade.