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Paulo Portas: "Não venham depois pedir socorro"

10 nov, 2015 - 12:16 • Marta Grosso

A “manobra” da esquerda “não é bem um Governo, é uma geringonça”, diz o vice-primeiro-ministro no Parlamento.
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Portas diz que governo de António Costa será uma geringonça
Portas diz que governo de António Costa será uma geringonça

Começando por classificar a actual legislatura de “invulgar” e num tom crítico e irónico, Paulo Portas criticou esta terça-feira a quebra de convenções que se verificou nos últimos dias e que tornou o funcionamento das instituições “irreconhecível”.

“Como provam as melhores democracias do mundo, as regras das instituições devem ser estáveis e perenes”, afirmou.

E foram cinco as convenções que se quebraram desde as eleições de 4 de Outubro, segundo Paulo Portas: a de que quem ganha governa; a convenção de quem tem mais deputados preside à câmara; a de que o governo saído de eleições não tem o seu programa rejeitado; a de que um país do euro não coloca o epicentro da governabilidade em partidos que não acreditam no euro ou querem sair do euro na primeira esquina.

Numa alusão à revolução russa, o líder do CDS afirmou que os partidos da esquerda estão a experimentar o seu “1917”, adiantando, “com todo o respeito”, que “a maioria dos portugueses não votou em nenhuma dessas aventuras no dia 4 de Outubro”.

Recorrendo depois a uma frase de Vasco Pulido Valente, Paulo Portas classificou assim a “manobra” das esquerdas: “isto não é bem um Governo, é uma geringonça”.

“Não é um acordo, porque há vários. É tal a dificuldade em conciliar o inconciliável que até nas moções de rejeição tiveram dificuldade em fazer uma só. E todos percebemos que, nos moldes parlamentares, vos custa muito aplaudirem-se uns aos outros”, sustentou, para admitir: “Temo que a geringonça deixe Portugal – a sua credibilidade, economia, etc – à mercê das reuniões do comité central.”

Neste cenário, ficou o aviso a António Costa: “Escolheu o que é matematicamente possível, mas o que é politicamente ilegítimo. Se esse caminho acontecer, conte apenas com a nossa coerência. E se mais à frente se vir aflito e não conseguir gerir a demagogia explosiva do Bloco de Esquerda e os compromissos de Bruxelas, não venha depois pedir socorro.”

Na opinião do vice-primeiro-ministro, o programa das esquerdas é uma “geringonça [que] oferece uma bebedeira de medidas, tudo a correr e ao mesmo tempo” – e, “como sabemos, as bebedeiras têm um só problema: chama-se ressaca”.

Paulo Portas falava de confiança – aquela que o actual Governo conseguiu recuperar e que com o actual programa pretende consolidar, através de medidas progressivas de recuperação de emprego e salários e de aumento das exportações.

Dirigindo-se, depois aos deputados do PSD, do CDS e do PAN (os que não deverão rejeitar o programa de Governo), o líder centrista pediu: “Estamos a deitar fora os sacrifícios que tantos portugueses fizeram. Hoje, têm a oportunidade de aprovar o programa de um Governo legitimamente eleito. Um programa de um Governo que os portugueses já julgaram. A vocês, a história julgará”.


Comentários
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  • esta é boa!
    12 nov, 2015 port 13:34
    Mas quem queria socorro eram eles!...Queriam que o PS os socorresse para serem governo! Isto há cada cromo!
  • rosinda
    10 nov, 2015 palmela 23:02
    eu e muitos portugueses ainda continuamos espera que o o presidente da republica nao aprove esta esta geringonça!!
  • anibal coelho
    10 nov, 2015 pirsil@sapo.pt 18:22
    Socorro não, contas isso sim e especialmente dos submarinos. Jacinto Rego Capelo Rego não lhe diz nada Dr Portas
  • Rui
    10 nov, 2015 Porto 17:18
    Hipócrisia ao mais alto nível! Vem falar de "estababilidade" e dos "sacrificios dos portugueses", quando o próprio se "marimbou" para isto, aquando da sua demissão "irrevogável", essa sim deixou uma pesada "ressaca" ao país de 4,2 mil milhões de euros? Vem falar em "legitimidade política", quando o seu partido com apenas 11% dos votos em 2011, foi parar ao governo (maioria não votou nele de certeza), e não descansou enquanto teve o "brinquedo" que queria! Se não houvesse coligação, o CDS seria apenas a 5ª força politica em portugal, e ainda fala de legitimidade governativa! Tenha vergonha! Não sei qual a melhor solução para o país, sei que um "governo de esquerda" vai ter muitos obstáculos acrescidos (nomeadamente dos "amiguinhos da paf"na CE) mas o que tenho a certeza é que ficamos bem melhor sem este senhor (a compra "ruinosa" de submarinos na grécia levou a detenções, aqui são promovidos a vice-PM) e sei também que qualquer acordo que resulte uma "maioria parlamentar" (independentemente dos partidos envolvidos, porque não há votos de 1ª e de 2ª) representam a maior parte dos votos do passado dia 4, logo é mais que legitimo, É A DEMOCRACIA.
  • ze
    10 nov, 2015 Lisboa 16:30
    Ta tudo bonito, as pessoas felizes com o aumento do salário, mas não esquecem que tbm aumentao o imposto, depois no fim dos 4 anos tsmos na bancarrota, os portugueses precisão mesmo cair no fim do poço para abrirem os olhos, se acham que foi apertado com o Passos, então com o Costa daqui a 2 anos vai ser o dobro ouvindo triplo. Mais uma coisa, vamos ser pior doque a Grécia
  • José carlos
    10 nov, 2015 funchall 15:36
    Quando é que estes ladroed psd cds lsrgam o poder? Se tudo der certo nunca mais a direita governa este país.
  • Carlos
    10 nov, 2015 Santos 15:12
    Não há palavras que possam definir este indivíduo. É e irá sempre ser conhecido como o "irrevogável"? Talvez. Tenho por quase certo de que anda a estudar a melhor maneira de "desembarcar" sem se molhar. Por enquanto, vale-lhe a imunidade parlamentar.
  • Sebastina
    10 nov, 2015 Porto 15:04
    O que vale é que o que é dito por si não é irrevogável.
  • Carlos
    10 nov, 2015 Santos 15:00
    Não há palavras que possam definir este indivíduo. É e irá sempre ser conhecido como o "irrevogável"? Talvez. Tenho por quase certo de que anda a estudar a melhor maneira de "desembarcar" sem se molhar. Por enquanto, vale-lhe a imunidade parlamentar.
  • Lapa
    10 nov, 2015 Cascais 14:57
    Neste momento quanto vale o Portas/CDS ? Parece me que estamos numa geração CDS à rasca!