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Estagiar em qualquer parte do Mundo para sair Portugal a ganhar

15 jul, 2015 - 15:32 • Ana Carrilho

INOV Contacto é um programa de grande sucesso, que proporciona estágios profissionais a licenciados portugueses em qualquer parte do mundo, sendo financiado pelo Fundo Social Europeu. Estão abertas as candidaturas até Setembro para a edição 2016.
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Hoje, no Trabalho sem Fronteiras falamos do INOV Contacto, um programa de estágios internacionais para licenciados que conta com o financiamento do Fundo Social Europeu. Depois de uma selecção rigorosa dos candidatos, cerca de 300 jovens têm todos os anos a oportunidade de reforçar a sua formação e as suas competências profissionais em qualquer parte do mundo. Além de uma bolsa mensal de 840 euros, recebem um subsídio de estadia, que varia conforme o nível de vida do país de destino.

A iniciativa, gerida pela AICEP Portugal Global , vai para a vigésima edição. Mais de quatro mil pessoas já passaram pelo programa e todos falam de experiência muito positiva, chegando a determinar mudanças de vida.

As candidaturas para a edição de 2016 decorrem até Setembro. Em entrevista à Renascença, a coordenadora do INOV Contacto, Maria João Bobone, deu mais pormenores sobre o programa que a União Europeia apresenta como exemplo de boa prática.

Antigos estagiários são o melhor cartão-de-visita
Ao longo dos anos já passaram pelo INOV Contacto mais de quatro mil pessoas e elas acabam por ser a melhor promoção do programa, tanto para os jovens como para as empresas que procuram estagiários. A jornalista Ana Carrilho falou com três antigos estagiários. Um deles já tem agora a sua própria empresa e também está a receber estagiários do programa. Mais recentes ou mais antigos, a ideia é única: passar por um estágio internacional no INOV contacto “é uma experiência inesquecível e muda a vida de qualquer um”. É uma ideia unânime para quem acabou o estágio há alguns meses ou há mais de 15 anos, como Miguel Braga, que explicou à Renascença como passou nove meses a estagiar numa sociedade de advogados alemã e teve que adoptar uma atitude proactiva.

As oportunidades começaram a surgir logo depois do regresso. Entretanto, Miguel Braga partiu de novo, mas para Londres. E ao fim de cinco anos concretizou um sonho antigo: “Sempre quis abrir a minha própria empresa,  e acho que em Portugal falta um pouco de coragem de arriscar. Até que fui desafiado por um colega para criar uma empresa de comércio electrónico com promoções online chamada Yupideal. E correu muito bem. Entretanto, vendi a minha empresa ao fim de um ano e criei outra semelhante que é a Bonus.pt”.

Agora é a vez de Miguel Braga retribuir e o empresário portuense não tem dúvidas de que o programa também é uma mais-valia para as empresas. Miguel Braga incentiva, por isso,  as candidaturas ao programa de estágios profissionais internacional. E desvaloriza as desilusões de alguns candidatos quando conhecem o seu destino e dimensão da empresa. Às vezes, trabalhar estagiar numa pequena empresa pode ser mais proveitoso do que numa grande, com milhares de pessoas.

Foi o que aconteceu a Ana Filipa Esteves que, na edição de 2011, foi colocada em Macau, na enorme Sands China, empresa americana de gestão de casinos, com 27 mil funcionários. Ana Esteves concluiu o estágio e ficou mais dois anos e meio em Macau, com contrato. Voltou há cerca de ano meio porque já não aguantava a as saudades da família e dos amigos. Mas antes de se lançar no mercado de trabalho, viajou pela Ásia e fez outros cinco meses de voluntariado na Índia. Com formação em Psicologia Organizacional, trabalha agora em Lisboa, numa consultora de gestão de talento.

Outro caso é o de Ana Sofia Vicente. Licenciada em Turismo, com a componente de gestão hoteleira, foi quase na idade limite de 29 anos que se candidatou ao INOV, depois de ter ficado desempregada. Através de amigos, já conhecia o programa. Não tinha nada a perder e depois de ultrapassadas todas as fases de selecção, soube que ia para um hotel, no Brasil. E não poupa nas palavras e nas emoções para definir o tempo de estágio. Quando regressou tinha trabalho na mesma cadeia hoteleira. Mas, na linha do espírito INOV, a busca não parou. Já está noutro projecto, num hostel da capital e com funções mais desafiantes.

Miguel Braga, Ana Esteve s e Ana Vicente são apenas três das cerca de quatro mil pessoas que passaram pelos estágios internacionais do INOV Contacto e que mudaram a sua vida. Até meados de Setembro, decorre a fase de candidaturas. No próximo ano, mais 300 jovens podem ter a mesma oportunidade.

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