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Fátima

"Precisamos de líderes sábios e competentes", diz D. António Azevedo

13 jul, 2018 - 00:25 • Teresa Paula Costa

Bispo auxiliar do Porto pediu aos peregrinos em Fátima que tenham uma "atitude corajosa, desassombrada, criativa e ousada no anúncio da fé”.
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O país e o mundo precisam de "líderes sábios e competentes", alertou esta quinta-feira à noite o bispo auxiliar do Porto, D. António Azevedo, na homilia da peregrinação aniversária de julho, em Fátima.

Perante milhares de peregrinos, o bispo lembrou o “sentimento de privação e de carência que traduz o grande vazio que o Homem arrisca quando se afasta de Deus ou esquece as suas raízes” e que nos desperta para “a necessidade de termos hoje, aos vários níveis, líderes sábios e competentes, capazes de congregar grupos, povos e instituições na busca do bem comum, no respeito pela liberdade e dignidade da pessoa”.

D. António Azevedo considera que é preciso “escutar os profetas, aqueles que, inspirados por Deus, apontam verdadeiramente o futuro,” e “atender os gritos dos pobres e das vítimas das várias tragédias que assolam o mundo”.

Em Fátima, o bispo exortou também os peregrinos a continuarem o seu percurso espiritual, “mais conscientes da sua missão de cristãos e de protagonistas da história de hoje”, e que tenham uma “atitude corajosa, desassombrada, criativa e ousada no anúncio da fé”.

Aos “jovens que anseiam uma vida mais plena e sonham com um futuro mais feliz,” deixou o desafio para que abram “o coração à misericórdia e à paz”.

Àqueles que “com uma fé débil e confusa, buscam Deus”, D. António Azevedo pediu que não desanimem, porque Deus “nunca desanima quem Nele confia”. Aos “que se afastaram da fé, aos que vivem mergulhados na angústia, aos que estão enredados nos seus erros e aos que desistiram da vida”, o bispo lembrou que “Deus não desiste de amar nem se cansa de perdoar”.

Nesta homilia, o bispo auxiliar do Porto deu também graças porque Fátima constituiu, ao longo dos últimos cem anos, “um grande sinal de Deus para a Igreja e para o mundo”.

A peregrinação internacional de julho no Santuário de Fátima começou com uma evocação dos cristãos perseguidos no Médio Oriente, pelo novo cardeal português, D. António Marto.

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