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Costa contraria Santos Silva. “O que corre bem não deve ser perturbado nem interrompido”

12 jul, 2018 - 15:35

Ministro dos Negócios Estrangeiros defendeu à Renascença que um próximo acordo com os partidos à esquerda deve incluir matérias de política externa e europeia.
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O primeiro-ministro, António Costa, contraria o número dois do seu Governo, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e garante que mantém o grau de compromisso com o Bloco de Esquerda, PCP e Partido Ecologista "Os Verdes", os três partidos que integram a atual solução governativa.

“Este é o grau de compromisso possível com a convergência que alcançámos. Ora, o que corre bem não deve ser perturbado nem interrompido”, afirmou Costa ao "Público" esta quinta-feira, contrariando o que foi defendido sobre futuros acordos à esquerda por Santos Silva em entrevista à Renascença e ao jornal "Público".

Na entrevista, o ministro dos Negócios Estrangeiros defende que o caminho para a "renovação da atual solução política" vai exigir "certamente um nível de comprometimento superior àquele que se verifica neste mandato", incluindo em política externa e europeia.

António Costa afasta qualquer alteração às regras do entendimentos que alcançou com o BE, o PCP e o PEV em 2015 e garante: “Nem um otimista irritante como eu acredita que seja possível superar divergências que são identitárias. Mas também não considero que seja necessário. Como provámos nesta legislatura, podemos entender-nos sobre o que queremos fazer em conjunto, respeitando a identidade de cada um.”

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