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Brexit. Membro do Governo britânico demite-se para poder contestar processo de saída

12 jun, 2018 - 15:39

Philip Lee, subsecretário de Estado da Justiça, não concorda com a forma como a saída do Reino Unido da União Europeia está a ser preparada pelo executivo de Theresa May.
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O subsecretário de Estado da Justiça britânica, Philip Lee, demitiu-se esta terça-feira para, nas suas palavras, poder criticar livremente o processo de saída da União Europeia. A demissão acontece no mesmo dia em que o Parlamento britânico vai votar a chamada lei do Brexit.

“A principal razão para tomar esta decisão agora é o processo Brexit e o desejo do Governo de limitar o papel do Parlamento na contribuição para o resultado final numa votação que ocorre hoje”, lê-se na carta de demissão de Lee.

Ao abandonar o cargo que ocupava no executivo de Theresa May, Lee volta ao seu assento de deputado, onde pretende rebater o modo como a saída do Reino Unido está a ser preparada.

Sobre a discórdia, diz que tem debatido o tema Brexit com os eleitores do seu círculo e que a maioria teme o impacto negativo que este processo pode vir a ter.

“Infelizmente, dentro do Governo achei virtualmente impossível ajudar a trazer mudanças suficientes para o rumo a que estamos vinculados”, explica na missiva.

O deputado do Partido Conservador junta-se assim ao grupo de potenciais “rebeldes” que poderão votar contra o Governo em algumas das emendas à proposta de Lei da União Europeia, que na prática serve para transferir toda a legislação comunitária para o Direito britânico.

A Câmara dos Comuns começa esta tarde a debater as 15 alterações introduzidas pelos membros da Câmara dos Lordes, a câmara alta do Parlamento britânico, que a primeira-ministra espera que não sejam aprovadas.

O Governo tem argumentado que uma derrota no Parlamento pode prejudicar a sua estratégia de negociações com Bruxelas’ e para a evitar já prometeu algumas cedências, nomeadamente sobre o voto do Parlamento ao acordo final de saída.

O Reino Unido vai deixar a União Europeia em 29 de março de 2019, dois anos após o lançamento oficial do processo conhecido como Brexit, e quase três anos após o referendo de 23 de junho de 2016, no qual quase 52% dos britânicos votaram a favor do divórcio com a UE.

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