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Hospital S. João

Associação Acreditar exige "solução definitiva" para oncologia pediátrica do S. João

18 mai, 2018 - 12:26

"Não amanhã, mas hoje", sublinha a Associação de Pais e Amigos com Cancro em comunicado.
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A Acreditar – Associação de Pais e Amigos com Cancroexigiu esta sexta-feira que seja encontrada uma "solução definitiva" para a ala pediátrica do Hospital de S. João, sublinhando que "a última coisa de que um pai ou uma mãe com um filho doente precisam é de uma situação provisória a acrescer às dificuldades logísticas" que têm estado a aumentar nos últimos anos nas instalações daquele hospital do Porto.

"Nos últimos anos", sublinha a associação em comunicado, "temos assistido à degradação das condições físicas de alguns serviços, destacando-se o hospital de dia e o internamento". A Acreditar diz que "tem procurado ajudar a colmatar as deficiências, sempre na convicção de que as condições temporárias viriam a acabar e as definitivas compensariam o tempo de espera".

Em consultas com "todos os interlocutores", entre pais, a administração do Hospital de S. João e outros responsáveis, a associação diz que ter encontrado "uma genuína vontade de fazer melhor". Contudo, "não consegue vislumbrar uma solução rápida, consensual e de qualidade que permita tranquilizar os pais" das crianças e jovens em tratamento e "os seus familiares", um "grupo particularmente vulnerável".

O comunicado surge depois de alguns pais terem denunciado há um mês que há crianças a fazer quimioterapia nos corredores do S.João, perante a falta de verbas do Ministério da Saúde para fazer obras no serviço de pediatria. À Renascença, o porta-voz do centro hospitalar, Ivo Caldeira, reconheceu a 10 de abril que os médicos estão a fazer o possível em “condições indignas” enquanto esperam que a tutela liberte a verba - prometida em junho - para efetuar essas obras.

Nesse mesmo dia, o PS garantiu que estava "encaminhada" uma solução para a oncologia pediátrica. Contudo, nada se concretizou até agora.

Face ao contínuo atraso no descongelamento das verbas, a associação Acreditar sublinha esta sexta-feira que tem "alguma dificuldade em entender porque não é apresentada uma solução definitiva" e a garantia do direito das crianças "ao melhor tratamento".

"A Acreditar respeita todos os hospitais, todos os profissionais e todos os serviços, mas entende que tem de ser apresentada uma solução definitiva com qualidade a estes pais. Não amanhã, mas hoje, respeitando integralmente os direitos da criança oncológica, contidos, desde 2009, nos 'Standards of Care for Children with Cancer" (Padrões Europeus de cuidados às Crianças com Cancro."

No documento, a associação acrescenta que "estará presente para a construção de soluções, desde que estas tenham a criança ou jovem doente como prioridade única e absoluta".

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