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Ministério Público faz buscas na sede da RTP

17 abr, 2018 - 12:03 • Celso Paiva Sol e Marina Pimentel, com Redacção

As buscas, que passaram, também, pela empresa Águas de Santarém, decorreram no âmbito de uma investigação que remonta ao ano de 2012 e que dizem respeito a um patrocínio da Câmara de Santarém a um programa da RTP.
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As instalações da RTP em Lisboa foram alvo de buscas esta terça-feira por parte do Ministério Público, confirmou à Renascença fonte oficial da Procuradoria-Geral da República.

"Confirma-se a realização de buscas no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do DIAP de Évora", lê-se na nota enviada à redação.

Segundo fonte ligada ao processo, as buscas decorreram no âmbito de uma investigação que remonta ao ano de 2012 e que dizem respeito a um patrocínio da Câmara de Santarém a um programa da RTP, à data em que Francisco Moita Flores era presidente do município.

Em causa estarão cinco mil euros pagos pela autarquia para apoio à produção do programa "Justiça Cega", emitido em direto a partir de Santarém.

Para alem do edifício-sede da RTP, em Lisboa, o Ministério Publico também fez buscas esta manhã na empresa municipal Águas de Santarém.

De acordo com os esclarecimentos entretanto prestados pelo DIAP de Évora, em causa está o pagamento por parte daquela empresa municipal de custos associados à gravação de um programa de informação da RTP em 2012.

Os investigadores procuram indícios do crime de abuso de poder, uma vez que um dos comentadores residentes do programa em causa era, precisamente, o então presidente da autarquia de Santarém, Francisco Moita Flores.

As buscas realizadas esta manhã na sede da estação pública de televisão foram presididas por um juiz de instrução e contaram com a colaboração do Núcleo de Assistência Tecnológica da Procuradoria-Geral da Republica.

Ainda de acordo com o DIAP de Évora - que conduz o processo - a investigação teve origem numa denúncia e não há, por enquanto, arguidos constituídos.

[notícia actualizada às 16h45]

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  • Cidadao
    17 abr, 2018 Portugal 15:13
    Investiguem também esse "voluntariado" para o Festival da Canção, em que os "voluntários" têm de saber línguas, produzir materiais, trabalhar por turnos, etc . Cá a mim, parece um emprego regular, embora temporário. E os ditos "voluntários" não recebem um tostão.