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Imunoterapia para doentes com cancro do pâncreas vence prémio "FAZ Ciência" 2018

06 mar, 2018 - 21:20

Distingue o melhor projeto de investigação translacional em Imuno-Oncologia desenvolvido em Portugal e traduz-se numa bolsa de 53 mil euros.
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O projeto 'Tornar a imunoterapia uma realidade para doentes com cancro do pâncreas' foi o escolhido como vencedor do prémio "FAZ Ciência" 2018, uma iniciativa da Fundação AstraZeneca (FAZ) e da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO).

O prémio distingue o melhor projeto de investigação translacional em Imuno-Oncologia desenvolvido em Portugal, e traduz-se numa bolsa de 53 mil euros, que foi entregue esta terça-feira, em Lisboa.

O prognóstico do adenocarcinoma ductal pancreático é, segundo os investigadores, "sombrio", tendo uma elevada taxa de mortalidade. Para os doentes, as opções terapêuticas são limitadas e a sobrevivência não sofreu grandes alterações nos últimos 40 anos, isto apesar da promessa da terapia direcionada e da imunoterapia, que acabou por não se concretizar.

Para a equipa de Sónia Melo, os exossomas (nano vesículas produzidas por todas as células do corpo humano) libertados pelas células de cancro contribuem para reprogramar o microambiente do tumor, tornando-o insensível à imunoterapia.

Para alterar esta situação, propõe-se, "usando modelos pré-clínicos", visar os exossomas do cancro, tornando o tumor suscetível à imunoterapia "e, desta forma, abrindo a possibilidade a uma nova estratégia terapêutica com grande potencial para melhorar a sobrevivência dos doentes".

O trabalho é, reconhecem os investigadores nele envolvidos, "ambicioso", mas concretizável, contando com o apoio do Departamento de Gastrenterologia do Hospital de São João, no Porto.

Foram 20 os projetos candidatos ao prémio 'FAZ Ciência' 2018, que foram avaliados por uma Comissão de Avaliação composta por cinco reconhecidos especialistas nacionais na área da Imuno-Oncologia.

Um prémio, que segundo Paulo Cortes, presidente da direção da Sociedade Portuguesa de Oncologia, é tanto mais importante uma vez que a área da Imuno-Oncologia tem vindo a afirmar-se como uma promessa, capaz de revolucionar o tratamento das doenças oncológicas.

Jesús Ponce, presidente da Fundação AstraZeneca, acredita que o futuro da medicina passa pela inovação, pela busca do desconhecido, na procura de soluções inovadoras no diagnóstico e tratamento de necessidades médicas não preenchidas, com potencial para mudar as vidas dos doentes.

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  • Maria de Lourdes Per
    11 mar, 2018 Coruche 17:54
    Foi diagnósticado esta semana um cancro no pâncreas ao meu irmão com 67 anos de idade. O mesmo está a ser acompanhado no Hospital Beatriz Ângelo que o mandaram para casa e aguardar que o chamem. O que devo fazer para darem celeridade ao processo ciente que quanto mais precoce for a intervenção maior é a possibilidade de sucesso. Ajude nos se tal for possível. Obrigada
  • Elsa Ferreira Gonça
    10 mar, 2018 GONDOMAR 14:28
    Sou doente oncológica e em 2016 foi-me diagnosticado um adernocarcinoma no pâncreas no Hos.S.António no Porto. Desde essa altura que tenho vindo a fazer quimio mas como já tinha uma doença de base que é um enfisema polmunar não têm vindo a ser acautelados esses mesmos tratamentos bem como diagnósticos errados que me têm feito como por exemplo estar com 39°de febre dores nas costas muita expectoração e sem que me fizessem qualquer exame radiológico nem me auscultassem me disseram que estava com uma amigdalite e que fizessem o tratamento. Essa AMIGDALITE mais não era que uma PNEUMONIA e os resultados vocês como medicos imaginam muito bem quais foram. Já pedi por 2 vezes a transferência para o IPO do Porto que me foi negada. Vejo agora nesta noticia uma esperança de talvez poder deixar aquele hospital onde me tenho sentido mal tratada a todos os níveis uma vez que vou entrar em contacto com o Hos.S.João .