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Operação Lex. Rangel e Galante conhecem hoje as medidas de coação

14 fev, 2018 - 06:30

A operação desencadeada a 30 de janeiro conta ainda com mais dez arguidos, entre os quais o presidente e o vice-presidente do Benfica. Cinco já foram ouvidos no Supremo Tribunal e saíram em liberdade.
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As medidas de coação a aplicar aos juízes desembargadores Rui Rangel e Fátima Galante, arguidos na Operação Lex, vão ser conhecidas esta quarta-feira no Supremo Tribunal de Justiça, onde decorre o inquérito.

A proposta do Ministério Público foi apresentada na sexta-feira, tendo sido dado até segunda-feira para os advogados se pronunciarem. A decisão final será tomada pelo juiz conselheiro do Supremo.

Os dois juízes desembargadores do Tribunal da Relação de Lisboa estão indiciados por corrupção/recebimento indevido de vantagens, branqueamento, tráfico de influência e fraude fiscal.

Tanto Rui Rangel como Fátima Galante foram suspensos preventivamente das suas funções pelo plenário do Conselho Superior da Magistratura, que também suspendeu a promoção ao Supremo Tribunal de Justiça de Fátima Galante

Além de Rui Rangel e de Fátima Galante, a Operação Lex tem pelo menos outros dez arguidos, entre os quais o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, o vice-presidente do clube Fernando Tavares e o ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol João Rodrigues.

Cinco dos arguidos que se encontravam detidos já foram ouvidos no Supremo Tribunal de Justiça, tendo saído todos em liberdade, e um deles pagou uma caução de 25.000 euros.

Na operação, desencadeada a 30 de janeiro, foram realizadas 33 buscas, das quais 20 domiciliárias, nomeadamente ao Sport Lisboa e Benfica, às casas de Luís Filipe Vieira e dos dois juízes e a três escritórios de advogados.

Comentários
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  • Para refletir...
    14 fev, 2018 Almada 09:05
    Alguns ainda não perceberam onde está o verdadeiro problema e não o querem resolver de raiz! O verdadeiro problema está no modo como a justiça funciona, fazem praticamente o que querem, com raras exceções ninguém vai verificar nada. O resultado final devia depender apenas da lei e dos factos e não de eventuais vontades próprias. Quando há muita liberdade e pouca fiscalização é possível que aconteçam certos casos. Parece é que não previram isso. Dizer que certas coisas são Impossíveis não é correto. É grave a opacidade da justiça e os media também contribuem para isso. O poder eleito democraticamente deve fiscalizar a justiça em vez de dizer não é nada connosco. Nós votámos neles, eles têm responsabilidades.