A+ / A-

Movimento STOP Eutanásia entrega carta no Parlamento

08 fev, 2018 - 19:08

Documento é subscrito por mais de 100 profissionais. Pede a proteção da vida consagrada na Constituição da República, na declaração universal dos direitos do homem e no código internacional de ética médica.
A+ / A-

Vários profissionais de saúde entregaram no parlamento uma carta aberta contra a legalização da eutanásia. O documento foi entregue na comissão de assuntos constitucionais.

Os subscritores do movimento cívico STOP Eutanásia foram recebidos pelas bancadas do PS e do PCP.

Entre os mais de 100 profissionais esteve o médico António Gentil Martins. Os profissionais pedem a proteção da vida consagrada na Constituição da República, na declaração universal dos direitos do homem e no código internacional de ética médica.

No documento, a que a Renascença teve acesso, lê-se que a prática médica do dia a dia ensina que o desejo mais profundo de cada um é viver mesmo no meio das maiores dificuldades por isso – dizem os subscritores – perante o doente grave com doença terminal o comportamento deverá ser sempre o do respeito integral pela sua vida e dignidade pessoal. E que o dever dos profissionais de saúde é, por isso, garantir todas as terapias disponíveis e proporcionadas com respeito pela autonomia e vontade do doente.

Aos deputados é dito que é dever de toda a sociedade e também do legislador lutar por proporcionar todos os meios necessários para se cuidar dos mais idosos, dos doentes oncológicos, dos doentes crónicos, dos portadores de deficiência e dos doentes degenerativos.

Fica o apelo para que sejam valorizados esses meios e recursos de que atualmente o estado dispõe ao serviço dos doentes graves e terminais para que a eutanásia não tenha que ser proclamada como um direito.

Tópicos
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • josé
    14 fev, 2018 Lisboa 14:34
    Já enjoa esta discussão.A eutanásia legalizada ou não será sempre crime e os seus promotores poderão um dia ser julgados por um tribunal internacional tal como aconteceu apos a grande guerra e nos balcans.A pena de morte por crimes hediondos ainda é uma realidade em alguns estados mas a pena de morte por que sim-eutanásia- é uma desumanização e atividade criminosa em quase todos os Países do Mundo.Leia-se considerações dos diversos países da ONU e estudos da mesma.
  • João Lopes
    14 fev, 2018 Viseu 08:55
    A defesa da vida, em todas as circunstâncias, é a defesa da humanidade. Os promotores da cultura da morte − aborto e eutanásia − atentam contra a dignidade da pessoa humana: são os "bárbaros" e os "monstros" destes tempos…A eutanásia e o suicídio assistido são diferentes formas de matar. Os médicos e os enfermeiros existem para defender sempre a vida humana e não para matar, nem serem cúmplices do crime de outros.
  • Para o boneco
    12 fev, 2018 dequalquerlado 17:22
    Afinal onde está a falta de respeito para a R.Renascença? Sou eu que falo com indignação, ou dos políticos que atentam contra a dignidade humana? És outra que tal que quando estás ao serviço os meus comentários nunca mais aparecem. Viva a R.Renascença. E fico-me por aqui
  • Manuela
    09 fev, 2018 lx 13:39
    Em nome de todos os católicos, que conheço e mesmo dos que não conheço, Agradeço aos médicos, que subscreveram a 'Não legalização', deste paradoxo!