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​Marcelo quer “perceber pensamento subjacente” à despenalização da eutanásia

02 fev, 2018 - 14:04 • João Cunha , Eunice Lourenço

Presidente da República recebe esta sexta-feira promotores do projeto de lei do Bloco de Esquerda
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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, quer “perceber qual o pensamento que está subjacente” ao projeto de lei para a despenalização da eutanásia e que será apresentado no sábado numa conferência em Lisboa.

Na véspera dessa conferência, que será o culminar de um ano de debates promovidos por dirigentes do Bloco de Esquerda por todo o país, Marcelo recebe, esta sexta-feira à tarde, os dois principais promotores deste debate: João Semedo e José Manuel Pureza.

O encontro decorre a pedido destes dois subscritores do manifesto pela despenalização da morte assistida que, há dois anos, deu início a este processo.

Em declarações à Renascença, à margem de uma visita ao Hospital Cuf Descobertas, em Lisboa, o Presidente da República começou por lembrar que, regra geral, concede as audiências que lhe são pedidas por promotores de iniciativas legislativas e até de petições.

“Recebo todos”, afirmou Marcelo, chamando a atenção para a importância do assunto em termos nacionais.

“É evidente que, para mim, é muito importante perceber qual o pensamento que está subjacente àquela iniciativa por um lado de um antigo deputado, por outro, de uma figura importante da academia e está ligado à política, ambos da área do Bloco de Esquerda”, acrescentou o Presidente, que se tem recusado a dizer qual a sua posição sobre este tema, apelando antes a que se faça um amplo debate nacional.

O Bloco tem promovido esse debate no último ano à volta do seu anteprojeto de lei para a despenalização da eutanásia. Desses encontros promovidos por todo o país surgiram vários contributos que foram vertidos para a versão final do documento que será apresentado ao Presidente da República e divulgado este sábado numa conferência que vai decorrer em Lisboa.

A conferência será aberta por João Semedo, médico e ex-deputado e ex-dirigente do Bloco de Esquerda e será encerrado por José Manuel Pureza e pela atual líder do Bloco, Catarina Martins. No encontro vão participar médicos como Júlio Machado Vaz e Francisco George, mas também deputados de outros partidos como Maria António Almeida Santos, do PS, e Paula Teixeira da Cruz, do PSD.

Comentários
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  • Amora de Bruegas
    06 fev, 2018 Fig Foz 12:10
    O "moeda de duas caras" sempre foi um manhosos..., o que ele pretende antes de tomar uma posição, é analisar para onde tende a maioria da população, mesmo a ignara. E ver qual a posição da hierarquia da Igreja. Vão ver como vai inventar uma airosa desculpa para aceitar a eutanazi a em diversas situações, sabendo-se que o motivo e a despesa associada a manter a "peste grisalha".
  • Catarina
    03 fev, 2018 Lisboa 10:56
    O bloco de esquerda não representativo das democracias ocidentais para esconder a falência da sua influencia e para virar o desgaste vem mais uma vez introduzir ruido para parecer que não se afogou.Os suas raízes marxistas implicam o não respeito pelos valores da vida tal como Mao,Lenine etc.Temos que aturar isto?O progresso está na economia livre ou mista,inovaçao,investigaçao,atraçao de investimento e não coletivização e matanças encapotadas son a égida duma falsa modernidade.
  • João Lopes
    02 fev, 2018 Viseu 17:46
    A eutanásia e o suicídio assistido são diferentes formas de matar. Os médicos e os enfermeiros existem para defender sempre a vida humana e não para matar, nem serem cúmplices do crime de outros.
  • Indignada
    02 fev, 2018 Fig da foz 14:14
    Quer perceber ou atirar-nos areia para os olhos? Não conhece a história subjacente à matança de Inocentes=aborto? Obviamente como estão todos cheios de "boas intenções" (e o inferno está cheio delas!), irão com a conversa amolece/engana corações da vontade da vítima. Ou não sabe que na Holanda, Alemanha e outros países, já se mata pela eutanasia, gente que está demente? E obviamente a variedade de casos em que as matam, vai democraticamente aumentar. Mentalidade pior que a dos socialistas alemães!