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Entrevista

Pensa que sabe tudo sobre as pirâmides? ​Egiptóloga portuguesa desfaz mitos

31 jan, 2018 - 01:36

Convidada da Tarde da Renascença, Maria Helena Trindade Lopes diz que ainda há muito mais para descobrir no Egipto, "há todo um mundo sepultado nas areias daquele deserto".
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Entrevista à egiptóloga Maria Helena Trindade Lopes
Entrevista à egiptóloga Maria Helena Trindade Lopes
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A egiptóloga Maria Helena Trindade Lopes esteve esta terça-feira na Tarde da Renascença a desfazer alguns mitos sobre os tempos dos faraós e a garantir que ainda há muito por descobrir sobre aquele período da história da Humanidade.

"Ainda há muita fantasia sobre o Egipto. Os filmes épicos de Hollywood sobre o Egipto não tinham nenhum rigor histórico. As pirâmides não foram construídas por escravos. Não existiam escravos no Egipto nessa altura. Foram construídas por camponeses, trabalhadores egípcios", explica a professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade NOVA.

Maria Helena Trindade Lopes destaca a importância das descobertas recentes sobre as pirâmides, como o achado "polémico" de uma grande câmara vazia no interior da grande pirâmide de Quéops, em Gizé.

Mas a especialista portuguesa garante que ainda "há imenso por descobrir” sobre o Egipto. “Costumo dizer nas minhas aulas que temos a descoberto um terço do que há para descobrir. É, provavelmente, o terço mais grandioso, mas há todo um mundo sepultado nas areias daquele deserto", explica.

Helena Trindade Lopes afirma que o Egipto é a sua “segunda pátria”, mas não é tão seguro como no passado. Revela que o Conselho Supremo de Antiguidades do Egipto continua a proibir trabalhos nalgumas zonas devido à instabilidade política.

Refere que o “Egipto é muito complexo, há vários Egiptos” e que é preciso acabar com algumas ideias feitas sobre o país.

"A principal ideia feita é a ideia de que os egípcios são extremistas e perigosíssimos. É uma mistura de África, de uma tradição histórica muito forte, com uma tradição religiosa e com uma relação muito marcada com a Europa e o Ocidente”, resume Helena Trindade Lopes.

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