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CTT revelam primeiras 22 lojas que vão fechar

02 jan, 2018 - 15:49

Espalham-se por todo o país, do litoral ao interior. Não está em causa "o serviço de proximidade às populações", diz a empresa.
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Os CTT vão encerrar 22 lojas por todo o país. A notícia, avançada esta terça-feira pelo "Eco", foi confirmada em comunicado pelos CTT.

Segundo disse ao "Eco" a comissão de trabalhadores, estes encerramentos afectam 53 postos de trabalho.

A lista de lojas a encerrar foi enviada esta terça-feira à comissão de trabalhadores da empresa com um pedido de parecer. De acordo com o "Eco", a administração pretende encerrar as seguintes estações de correio:

  • Junqueira (Lisboa)
  • Socorro (Lisboa),
  • Olaias (Lisboa),
  • Galiza (Porto),
  • Asprelas (Porto),
  • Areosa (Porto),
  • Avenida (Loulé),
  • Universidade (Aveiro),
  • Termas de S. Vicente (Penafiel),
  • Riba d’Ave (Vila Nova de Famalicão),
  • Paços de Brandão (Santa Maria da Feira)
  • Lavradio (Barreiro),
  • Freamunde (Paços de Ferreira),
  • Filipa de Lencastre (Belas),
  • Camarate (Loures),
  • Calheta (Ponta Delgada),
  • Barrosinhas (Águeda),
  • Araucária (Vila Real),
  • Alpiarça (Santarém),
  • Alferrarede (Abrantes),
  • Aldeia de Paio Pires (Seixal),
  • Arco da Calheta (Madeira).

Decisão irreversível

Em entrevista à Renascença, o administrador dos CTT, António Pedro Silva, garante que o encerramento das 22 lojas é irreversível.

Explica que a lista foi enviada em primeiro lugar à comissão de trabalhadores da empresa porque a lei assim o obriga. Será, agora, iniciado o contacto com as autarquias afectadas "para esclarecer os critérios e encontrar soluções".

"Em termos de decisão sobre este conjunto de lojas dos CTT, é uma decisão que está tomada. Depois, as soluções que os CTT têm no terreno são de vária tipologia e essa é uma discussão que está em aberto, porque a grande preocupação que temos é servir bem as populações e os nossos clientes", sublinha António Pedro Silva.

As 22 lojas estarão fechadas até ao final de Março.

Num esclarecimento enviado às redacções, os CTT referem que, "tal como já tinha sido tornado público anteriormente, (...) confirmam o plano de adequação da sua rede envolvendo estes 22 pontos de acesso, inseridos nos mais de 2.300 existentes e dos mais de 4.000 agentes PayShop, que nesta fase ainda não tem data marcada".

O encerramento destas 22 lojas "não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos […] clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respectivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente", garantem os CTT.

A decisão de encerrar algumas lojas da empresa já tinha sido anunciada aquando da apresentação do plano de reestruturação da empresa, que previa o encerramento de lojas com menor procura, mas só hoje se ficou a saber a lista das lojas que a empresa pretende encerrar.

No final do primeiro semestre de 2017, os CTT dispunham de 613 lojas próprias, 1.744 lojas em parceria (postos de correio) e 2.020 postos de venda de selos. O plano de reestruturação da empresa, divulgado há duas semanas, prevê ainda a saída de mil trabalhadores até ao ano de 2020.

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  • Antonio Henriques
    02 jan, 2018 Arganil 21:55
    Fechem as lojas todas.
  • 02 jan, 2018 aldeia 18:26
    Venderam por um bagatela uma empresa que trabalhava bem e que dava lucro e como em pouco tempo deram cabo dela,queixas....são aos milhares.serviços que não funcionam.Uma pena!
  • fanã
    02 jan, 2018 aveiro 18:24
    Serviço Publico , mais distante fica mais desertificação se promove . Parabéns , a todos estes vigários !
  • carlos
    02 jan, 2018 silva 17:20
    Deveriam ter aproveitado edificios de patrimonio e nao ter feito aluguer de edificio luxuosos para terem conforto e nao extinguirem sitios que tem criado riqueza para a empresa assim como carros de topo de gama para andarem a passear