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Lena d’Água. O "avião" dos anos 80 que nunca nos deixou

23 jun, 2016 - 06:40 • Pedro Rios , Inês Rocha (imagem). Fotos e telediscos: cortesia Lena d'Água

Fez-se estrela no palco e nos discos. Saiu dos holofotes e encontrou paz no Oeste. A história de Lena d’Água: ascensão, queda e nova ascensão, agora longe dos olhares do grande público. “Eu nunca me fui embora."
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Lena d’Água. O avião dos anos 80 que nunca nos deixou
Veja a entrevista com a cantora

As guitarras subiam e desciam e de Portugal ao espaço ia o tempo de um solo. Em palco, havia música épica e progressiva, a beber dos Yes e dos Genesis, e uma cantora que era um ícone em potência: Helena Águas. Nasceu filha de estrela, fez-se estrela – fez-se Lena d’Água.

A estreia oficial em palco foi numa noite de Maio de 1976. O sítio: liceu de Sintra. “Estava tão cheio que as paredes estavam húmidas e tenho memória de alguém ter apanhado choques nas paredes”, conta. Era uma festa de finalistas, circuito em que os Beatnicks se especializaram. Depois deles, Lena fez de tudo: coros, publicidade, new wave robótica e viciante com os Salada de Frutas, discos em nome próprio e, mais recentemente, jazz. Tem 60 anos.

Quarenta anos depois da primeira aparição na música portuguesa da filha do astro do Benfica José Águas, a excitação chega-lhe por outras formas: um pedaço de paisagem do Oeste, onde se fixou há oito anos; um passeio com os cães (tem quatro, todos resgatados, e chama-lhes os seus “filhos”); uma brincadeira com um dos três gatos; uma conversa com um dos escassos vizinhos; o ocasional concerto.

Esta sexta-feira e sábado os holofotes, que a conhecem tão bem, voltam a direccionar-se para ela: celebra quatro décadas de palco no Hot Club de Portugal, que foi, durante algum tempo, a sua “segunda casa de Lisboa”.

Precisava de sair de Lisboa, diz agora, habituada à sua vida de campo. “Precisava disso, 50 anos de Lisboa foi o suficiente. Nasci lá, vivi sempre lá, aparte umas pequenas idas para a Áustria, com o meu pai, e Matosinhos, quando ele treinou o Leixões. Mas chegou aquela altura em que disse: ‘É agora, tem que ser agora’. Nada me prendia, a não ser a minha filha, mas ela já estava com a vida encaminhada. Não era por estar em Lisboa que ia trabalhar mais, nem menos.”

A “aldeiazinha do Oeste” que escolheu “adapta-se perfeitamente” à sua “forma de ser”. “Desde miúda que a minha mãe dizia que eu ficava horas perdida a brincar sozinha. Na boa”, ri-se.

A bebé capa de revista

Nasceu a 16 de Junho de 1956. A infância foi uma “agitação”. O pai era uma estrela do Benfica – de tal forma que Lena foi capa de revista em Março de 1958, vestida de vermelho, irresistível bebé. “A gentil filhinha de José Águas também se equipa à Benfica”, lia-se na capa desse “O Benfica Ilustrado”.

Nasceu no Benfica e foi em Benfica, na freguesia de Lisboa, que começou a cantar. Numa reunião de moradores do Bairro de Santa Cruz, Lena pensou que ia subir ao palco para assobiar. Foi surpreendida: toca e canta, disseram-lhe. Tocou e cantou – “Ne Me Quittes Pas”, de Jacques Brel.

“Foi completamente sem rede, mas lá me safei. Não se pode considerar [a estreia em palco] porque não foi voluntário. Devo ter ficado cor de beringela. Ai, eu era tão tímida! A guitarra já me tinha começado a ajudar com aquela timidez, apesar de já ter o meu feitiozinho, mesmo em criança. Os dois irmãos mais novos viravam-se contra mim. Chamavam-me bucha. Agora voltei a ser bucha”, diz, a rir-se.

Pelo meio, foi também “bruxa”, por causa das “[comidas] macrobióticas, dos incensos”. “Comecei isso tudo muito cedo, a falar dos cadáveres quando eles [os familiares] comiam frango assado. Eu era mesmo radical insuportável dentro de casa. Depois lá fui crescendo um bocadinho.” Cresceu. Estudou Sociologia, mas abandonaria o curso no meio da agitação do pós-25 de Abril. “Deixou de haver aulas e eu desisti daquilo.”

Apresentou-se ao embrionário Portugal do rock com os Beatnicks, a banda de Ramiro Martins, com quem se casaria. Nesses tempos, “era tudo muito primitivo”, da electricidade aos sistemas de som. “A primeira aparelhagem de vozes era alugada à igreja da Amadora – eram duas colunas antigas da igreja, daquelas fininhas. Cinco contos era quanto custava o aluguer.”

Lembra-se de um concerto, com os Tantra e os Ananga Ranga (uma reunião da nata do rock progressivo português). “Nós éramos os últimos, os cabeças de cartaz. Eles esticaram-se um bocado. Quando entrámos no palco era quase meia-noite e quando chegou a meia-noite desligaram a luz. Pontualidade britânica! Lembro-me de estar vestida de roxo. Comprava pano a metro e fazia as roupas. Era só um pano com uma corda na cintura.”

Os Beatnicks não gravaram durante o período em que tiveram Helena na voz, mas conquistaram um culto, sobretudo nas beiras. “Era o nosso terreno”, recorda.

Marco Paulo e Harpic Líquido

Dois anos de Beatnicks, fechados com um concerto no Coliseu de Lisboa, em Março de 1978, abriram-lhe as portas da indústria.

Fez coros para gente como Marco Paulo (incluindo “Eu Tenho Dois Amores”) e António Calvário (“Mocidade”). Fez coros para os Gemini no Festival da Eurovisão em Paris. Deu voz a “Qual É Coisa, Qual É Ela?”, um disco para crianças (“Morno, frio, quente, a escaldar... é uma adivinha, muitas adivinhas, para adivinhar”, cantava), a primeira experiência criativa com Luís Pedro Fonseca e José da Ponte. Subiu a outros palcos: fez teatro com a companhia independente Eu Passo.

Com os “extraordinários” e “supercriativos” Luís Pedro Fonseca (por quem se apaixonaria) e José da Ponte, Helena fez publicidade – anúncios para tudo e mais alguma coisa, da Harpic Líquido à TAP. “Fizemos tantos. É uma pena não haver um arquivo mais completo”, lamenta.

Uma melodia criada para um anúncio, rejeitada pelo cliente, haveria de garantir o maior sucesso dos Salada de Frutas, o grupo que Helena, José da Ponte e Luís Pedro Fonseca fundam em 1980. Chamava-se “Robot” e entrou directamente para o primeiro lugar da tabela de vendas, em 1991. No teledisco, Helena diverte-se nos carrinhos de choque.

“A publicidade ajudou-nos a sermos precisos. Nas pa-la-vras, na articulação de cada sílaba. E em termos musicais a mesma coisa: é preciso ser preciso e muito directo, limpar o que é acessório”, explica.

Nos Salada de Frutas Portugal conhecia aquele que seria um dos seus ícones de sensualidade nos anos 1980. Lena aparecia de saia ou calções curtíssimos, chocando o Portugal ainda conservador, pré-CEE. “Comecei a ser conhecida sobretudo por causa do ‘Robot’. Foi uma doideira, uma maluqueira. Não foi com o álbum que ficámos famosos. O álbum não era muito comercial e todas as atenções se voltaram para o ‘Ar de Rock’, excelente álbum, também, do Rui [Veloso].”

A ligação, criativa e amorosa, a Luís Pedro Fonseca foi um “vulcão de criatividade” que daria origem a vários discos. Depois dos Salada de Frutas, Lena d’Água (que arranjou nome artístico quando participou nos Dias d’Água) iniciaria uma carreira em nome próprio. A estreia foi em 1981, com o single “Vígaro Cá, Vígaro Lá/Labirinto” – a primeira um carrossel melódico new wave, a segunda pop com ambições progressivas.

Com centenas de concertos nas pernas, Lena afirmou-se como estrela. O álbum “Perto de Ti” (1982) é pop-rock moderno, alinhado com os ares dos tempos, onde cabia um hino ecológico (“Nuclear Não, Obrigado”), baladas lustrosas (“No Fundo dos Teus Olhos de Água”), canções viciantes com dedos apontados ao poder (“Demagogia”), pérolas frenéticas e festivas (“Perto de Ti”). A produção de Robin Geoffrey Cable, que trabalhou com Leonard Cohen, Elton John e Queen, ajudou.

Uma aventura em Portugal

Na estrada, Lena e os seus músicos desbravavam caminho. Quase literalmente. “Não havia auto-estradas, a auto-estrada acabava em Vila Franca. Era quase tudo em terra batida. Descobrimos uns atalhos, de quando havia projectos de futuras auto-estradas e vias rápidas. Andávamos tanto que já conhecíamos formas de poupar alguns quilómetros.”

A aventura era permanente. “Aprendi na rua e nas viagens aquilo que queria aprender na Sociologia e nos livros”, resume. Os camarins montavam-se “nas capelas, nas sacristias”, onde fosse preciso. “Chegávamos aos sítios e não havia suficiente voltagem. Mandavam-se os ‘riders’ técnicos [requisitos dos artistas] e eles olhavam para aquilo e achavam: ‘Estes são de Lisboa, estão armados em coisos’.” Num desses concertos, a falta de electricidade ia provocando “porrada”. Do público, vieram impropérios: "Enforquem-na!".

“Isto de ser famoso é uma corda bamba. Nunca sonhei ser famosa. De um dia para o outro passas de bestial a besta”, diz. A imagem de “sex symbol” também se tornou um problema. ”Durou pouco porque me chateei de ir para o palco e ouvir ‘Tira as calças’. Nunca mais usei saia curta. Isso foi uma janelinha entre 1981 e 1983, foi o que mais marcou. Cantávamos coisas sobre a natureza e o amor mais espiritual. Nunca puxei por isso [sensualidade fácil].”

A música também não era ligeira. Lena gaba-se de ter tido "bandas superbem ensaiadas", em que "tudo se ligava" – flautas, teclados, baterias, guitarras. "Posto no palco, era uma coisa absolutamente arrasadora. Era um comboio! O avião era eu [risos].”

A carreira a solo da filha de José Águas teria os seus melhores momentos enquanto a parceria com Luís Pedro Fonseca durou. “Aguaceiro" (1987) já se fazia com vários compositores convidados. “Eu era a musa, ele era o criativo”, resume. Luís Pedro Fonseca não era um compositor qualquer – escrevia para Lena. “Mais ninguém se chegou a mim até aquele ponto, mais ninguém entrou em mim e me conheceu até aquele ponto.”


“Aguaceiro” (1987) e “Tu Aqui” (1989), este com cinco canções inéditas escritas por António Variações (um disco “praticamente ignorado”), também não conseguiram o sucesso que Lena tivera no início da década.

Na década de 90 ainda se mantém debaixo dos holofotes, mas a cantora que se apresentava vestida de gala, com Rita Guerra e Helena Vieira, no espectáculo “As Canções do Século”, já vivia com um inimigo: a heroína.

“As pernas a tremer”

Aos 33 anos, entrar na droga que matou o amigo Manuel em 1976 foi um excesso de confiança. Durante nove anos, no Casal Ventoso e noutros locais, alimentou o vício (até vendeu um apartamento), ao mesmo tempo que cantava. “O problema era não ter aquilo. Aquilo é realmente diabólico, ficas muito mal, não consegues fazer nada enquanto não tens.”

Recorda-se de um concerto no Porto. Um traficante vendeu-lhe uma “porcaria” que era tudo menos heroína. “Fiz um concerto em total abstinência, em ressaca, que é uma coisa absolutamente insuportável. Não tens força para estar em pé. As pernas a tremer. Os esticões – tau, tau tau! – nas barrigas das pernas. E teres que cantar. Suores frios. Ai, meu Deus, meu Deus, meu Deus, só me apetecia atirar-me para o chão!”


Duas desintoxicações terminaram aquele período de nove anos. “No final daquilo tudo eu já tinha chegado aos 40 anos”, aponta. Uma revista titulou: “Dormi nove anos, agora avanço”.

Em 1999, a cantora pop vira-se para outra paixão, o jazz. Lança-se às canções de Billie Holiday. Tornou-se invisível aos olhos do grande público. “Não ia à televisão – é só ‘playbacks’, ainda por cima não pagam. Depois d’‘As Canções do Século’, as pessoas perderam-me o rasto. Andei naqueles anos 2000 ligada a estes músicos do Hot. Fiz a Billie, depois fiz a Elis Regina.”

Em 2005, com a ajuda de Bernardo Moreira, transpõe canções suas e outras para uma linguagem jazz. “Sempre”, gravado numa noite no Hot Club de Portugal, sai em 2007 com o selo da prestigiada Blue Note.

A cantora que não aparecia na televisão decide entrar no “Big Brother Famosos 2”, da TVI, em 2002, ao lado da cantora Ruth Marlene, do actor Vítor Norte e do então dançarino Gustavo Santos, entre outros.

Ganhar 2.500 euros por semana era simpático. “Andava eu a fazer a Elis e a Billie Holiday, não ganhava para as despesas”, contextualiza. Durou duas semanas na casa vigiada. E deu “berros por causa da reciclagem”.

Um barco a Oeste

Entretanto, Lena fixou-se no Oeste. Pede para não identificarmos a terra. “Continuo a ter uns malucos. Não são bem fãs, são malucos. Estou abrigada, tenho os cães que me avisam.”

Procurou muito, fez quilómetros à procura do sítio ideal. Queria “morar numa zona bonita”, nem muito longe nem muito perto de Lisboa. E longe do mar – “o mar faz-me aflição, esta coisa das marés… Vim aqui para o alto da colina.” Encontrou a casa ideal. “É tipo barco, tem duas partes distintas.”

Dedica-se a arquivar canções, vídeos, fotografias e recortes de imprensa no seu blogue. Faz compras na vila mais próxima; recebe a carrinha do pão, da mercearia, do peixe na aldeia. Depois dos excessos de outras eras, poupa a voz. “Falo com os cães, com os gatos”, ri-se. “Há oito anos que tenho só meia-dúzia de vizinhos com quem falo um bocadinho.”


Aos 60 anos, Lena regressa, de certo modo, à infância. “Revivi um pouco do que foi a minha infância e adolescência em Benfica. Apesar de ser em Lisboa, aquele bairro era uma espécie de uma aldeia grande em que as casas tinham todas muitos filhos e as pessoas se conheciam. Os pais conheciam-se, os filhos conheciam-se, toda a gente se cumprimentava, toda a gente sabia que aquele é o filho de não sei de quem. Isso foi-se perdendo em Lisboa, como é sabido – as pessoas evitam falar-se, mesmo no elevador, que é das coisas mais aflitivas para mim.”

No meio dos dias arranja tempo para preparar projectos, como a Rock 'n' Roll Station, que revê em modo rock os êxitos de Lena, e espectáculos, como o que esta sexta-feira e sábado vai levar ao Hot Club de Portugal. “Cada vez que eu faço alguma coisa dizem que é o meu regresso. Mas eu nunca me fui embora!”

Comentários
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  • vitor
    02 nov, 2017 porimao 21:43
    gostava de ter o contacto de Lena d!Água quem me puder dar o seu mail agradeço, Vamos Lena força
  • Fernando MTF
    24 jul, 2016 Aveiro 11:52
    via Lena uma vez ao vivo há mais de vinte anos, os musicos que a acompanhavam na altura eram fantásticos, arrepiei ao ouvir a musica Beco, o som instrumental estava poderoso, um bom som e bons muicos fazem a diferença... pelo que pesquisei provávelmente seriam . Paulo Jorge Ferreira - baixo, Mário Delgado - guitarra, Tomás Pimentel - teclas, Alexandre Frazão - bateria, poderia ser tambem o Tahina Rahary na guitarra,. pareceu-me ser um guitarrista "escurinho", Falam em ascenção e queda da Lena, de salientar que a Lena fez vocais num dos meus albuns preferidos de sempre: Ascenção e Queda dos Petrus Castrus de 1978.
  • Jorge
    27 jun, 2016 Lisboa 12:13
    Parabéns Renascença por mais este excelente trabalho sobre uma cantora fantástica que muito deu à nossa música. Seria bom que a mesma voltasse a cantar e a encantar o nosso panorama musical. É uma pessoa com muito valor!
  • Cândido V. Quintas
    23 jun, 2016 Lisboa 17:10
    Nos anos 80, um grupo de amigos convidou-me para ir efectuar a contratação para organizar a viagem de finalistas da Escola Secundária de Cantanhede, ao chegar fiquei surpreendido com a recepção de uma grande festa com Lena d'Água. Foi a primeira vez que vi esta adorável e famosa estrela dos palcos que a musica ligeira portuguesa consagrou
  • JC
    23 jun, 2016 Lisboa 15:06
    A pessoa mais FOFA do mundo!!! A música e voz dela, foram e são MEL!!!
  • Sandra simões
    23 jun, 2016 Lsboa 13:42
    A Maior! Sexta e sábado todos os caminhos vão dar ao Hot! na Praça da Alegria vai ser uma alegria !
  • Judite Gonçalves
    23 jun, 2016 Barreiro 12:27
    A vida é assim, por vizes uma leve passagem pela rivalta. Não são poucos as figuras públicas que tiveram multidões à volta , apaudir ou a criticar, depois acabam a viver sozinhos, ou apenas com os seus animais. E quando chega o fim, porque temos todos um fim ouve-se a notícia: "Apareceu morto no seu apartamente, apenas com o cão de companhia." Há quem tenha tudo e há quem não tenha nada, há também os que passam pelo meio. Seria mesmo bom que as pessoas chegassem ainda em vida à paz de espírito e sobretudo se orgulhassem de algo, porque a vida é mesmo isso, temos de ter algo para nos fazer viver e dizer eu fiz isto. Temos de ter algo que nos sjea gratificante. Por vezes penso, uns falam do cargo que ocupam, outros do dinheiro que ganham, pensando que isso os faz ser algo, penso para comigo: eu sou mãe.
  • C.Telhal
    23 jun, 2016 Setubal 12:14
    Se um dia a encontrar ao vivo, peço-lhe um autografo sem duvida alguma, foi e é a Diva da minha geração ( tenho 48 anos). Muita saude e longos anos para essa grande Senhora detentora de uma voz inimitavel.
  • 23 jun, 2016 11:53
    Todos adoramos, desejo que se conserve sã e abrigada e quando decidir, exponha-se e visite a nossa infância e juventude com a graça que a caracteriza. um grande abraço a todas as mulheres heroínas do new wave em portugal, crescemos e somos gente por vossa causa. Muito obrigado.
  • ROCKBOY
    23 jun, 2016 SINTRA 11:53
    BOA LENA. SEMPRE PRÁ FRENTE!