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Educação especial. Alunos só vão ter meia hora por semana de apoio

15 set, 2015 - 11:04

Alunos com necessidades especiais aumentou de 43 mil, no ano passado, para 79 mil este ano, mas o número de docentes não acompanhou a subida.
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No dia em que arranca oficialmente o ano lectivo no ensino público, os números relativos aos alunos sinalizados com necessidades educativas especiais deixam a Associação Portuguesa de Deficientes apreensiva.

“Parece-nos que este ano será ainda mais complicado do que nos anos anteriores, tendo em conta que os números de alunos sinalizados com necessidades especiais, no ano passado, seriam à volta de 43 mil e este ano vão para 79 mil e relativamente ao número de docentes afectos ao ensino especial o aumento não foi na mesma proporção”, afirma à Renascença a presidente da associação, Ana Sezudo.

“As contas indicam que cada um dos alunos terá cerca de meia hora por semana disponível para apoio”, sublinha.

Ana Sezudo diz que os pais destas crianças estão preocupados com a falta de apoio no ensino público, o que leva aqueles que têm possibilidades financeiras a procurar cada vez mais uma alternativa no ensino particular.

“É dramático”, afirma. “Muitos deles acabam por ficar em casa, outros são obrigados a inscrever em escolas particulares que de alguma forma podem – nalguns casos, noutros não – ter mais apoio, porque entendem que no ensino regular não existe resposta e os filhos regridem cada vez mais na escolaridade.”

Esta quarta-feira começa o ano lectivo, mas as escolas podem dar início às aulas até ao dia 21.


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  • Mãe
    21 set, 2015 Porto 00:23
    Sou mãe de uma criança com NEE e sinto-me revoltada com tanto jogo do empurra que empurra desta onda de ensino disfarçado, que não interessa a ninguém... Onde maior parte das escolas estão disfarçadas de sei la o que, e onde os pais que verdadeiramente se interessam recorrem aos centro de estudos porque os professores estão cansados e com falta de paciência para aturarem malcriados, tanto os filhos como os pais.... vamos voltar todos para a Ilha se faz favor!
  • albino almeida
    18 set, 2015 V N GAIA 16:28
    Associação LEQUE
  • 16 set, 2015 13:32
    São poucos os apoios mas no particular nao existem, mesmo a pagar bem
  • António
    15 set, 2015 Porto 15:38
    Meus Amigos! Eu penso que no nosso País há muitas pessoas, sem nada que fazer e a receber subsídios, que poderiam fazer algo como ocupação, para preencherem esta falta de meios. Lembro-me das professoras regentes dos outros tempos. Agora quase todo o material humano sabe informática, por isso usando o seu computador, como auxilio podiam dar aulas a números restritos de alunos, ou simplesmente a um ou dois. Nós não podemos viver num país de tal forma egoísta que faça dos nossos alunos do ensino especial meros assistentes a aulas que têm carácter autista. Vamos tentar uma iniciativa que seja boa para os docentes e aos alunos com necessidades especiais, para bem de todos. Alem de estes professores poderem almoçar junto com os seus alunos se assim o desejassem. Parece difícil, mas com boa vontade tudo corre pelo melhor! Bem-haja
  • 15 set, 2015 Porto 13:38
    Uns foram embora e os que precisam de apoio especializado vão ficar abandonados. Meia hora não é nada. No futuro irão gastar mais com a população adulta e com necessidades especiais. Ser criança com TEA quando todos desistem não é fácil.
  • José Gonçalves
    15 set, 2015 Alfragide 13:36
    Com tanto apoio estes jovens no futuro serão elementos do governo!