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Patrícia Mamona. A futura engenheira biomédica que sempre quis ser atleta


Patrícia Mamona. "Sinto que fui a melhor atleta na final"
Patrícia Mamona. "Sinto que fui a melhor atleta na final"

Foi de prata, mas soube-lhe quase a ouro. Patrícia Mamona sagrou-se, no sábado, em Belgrado, na Sérvia, vice-campeã europeia de triplo salto em pista coberta no sábado, mas sabe que foi “a melhor na final”.

“Fui a que saltou mais, tecnicamente, mas há regras no triplo salto: conta a partir da tábua, não a partir donde saltaste. Para mim, a prata soube muito bem”, admite no programa Carla Rocha – Manhã da Renascença.

Por isso, quis celebrar. E fê-lo “com um passinho de dança e um copinho de água”.

Esta quarta-feira começa a preparação para o Mundial de Londres, “com as férias, porque o descanso faz parte do treino”.

“Vou ter uma semaninha de férias, embora não saiba a férias, porque vou ter de estudar”, acrescenta. Patrícia está tirar o curso de Engenharia Biomédica, que vai fazendo “aos bocadinhos. Não consigo fazer as cadeiras todas”. A maior parte do tempo é para treinar: “andar a carregar pesos, a correr muito e a saltar muito”.

Actualmente, com as aulas, um “dia básico” de Patrícia Mamona “é fazer um treino ‘light’ às 9h00, depois vou para a escola, almoço e descanso um bocadinho. Depois vou para os treinos outra vez e faço recuperação”.

Foi aos 22 anos que tomou consciência de que se queria dedicar ao triplo salto. “Comecei no atletismo quando tinha 13 anos de idade. Aos 22, decidi que queria mesmo o triplo salto. Tinha ido aos Jogos Olímpicos, ganho a medalha de prata em Helsínquia e percebi que se calhar devia treinar um bocadinho mais se quisesse chegar ao ouro. E foi aí que me decidi especializar no triplo salto”, recorda.

“É isto que eu faço bem, é isto que eu gosto, é isto que custa”, remata.

Em Belgrado, Patrícia Mamona partilhou o pódio com Nelson Évora, que se sagrou campeão da Europa de triplo salto em pista coberta.

“Estava entusiasmada. Finalmente, conseguimos ouvir o nosso hino, não foi só a bandeira. Acho que já estávamos habituados ao Nelson saltar muito, mas com as lesões o público se calhar desistiu um bocadinho dele. Mas o Nelson conseguiu revalidar o seu título de campeão da Europa e deu-nos esperança de que nos mundiais pode estar muito forte também”, comenta.

Por fim, neste Dia Internacional da Mulher, Patrícia Mamona deixa uma mensagem especial. “É o meu lema de vida: mesmo que digam que não consegues, se achas que és capaz, trabalha, ‘go for it’ e espero que se realize. Mas tens de trabalhar”.

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