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​Não é preciso abandonar as redes sociais, mas sim alguns hábitos


Sugestões Renascença para as famílias do século XXI

“Uma noite por semana à luz da vela”: esta é a prescrição do psiquiatra Pedro Afonso para um mundo que vive obcecado pela tecnologia. Uma receita que é, sobretudo, uma provocação e também um apelo à coragem das famílias. Coragem para sair fora da norma, para quebrar o suposto conforto que chega por termos os miúdos sossegados, cada um com o seu ecrã, sem birras nem discussões. Mas à custa de quê? De ter uma família com vidas que não se cruzam? Onde não se sabe o que o outro pensa? O que aconteceu durante o dia? Os desafios que se sentiram?

Que as redes sociais e a tecnologia fazem parte dos nossos dias e ainda mais dos dias dos nossos filhos, é uma realidade, uma realidade que não tem necessariamente de ser negativa. O uso que fazemos de todos esses meios é que parece ser o problema essencial. Recentemente uma jovem australiana que tinha milhares de seguidores nas redes sociais e que fazia “carreira” disso, anunciou que ia desistir das redes sociais porque isso não lhe trazia felicidade e porque não queria que a sua vida se limitasse a números de “gostos”, “partilhas” e “comentários”.
Tal como também refere o psiquiatra Pedro Afonso, as publicações desta jovem transmitiam uma vida aparentemente perfeita, mas que era precisamente isso, uma aparência:

O papel dos pais, o que devem saber:

O Papa Francisco dizia há uns dias: “Uma família que quase nunca come em conjunto ou que, à mesa, não fala mas vê a televisão ou olha para o ‘smartphone’, é uma família ‘pouco família’. Quando os filhos, à mesa, estão agarrados ao computador, ao telemóvel e não se ouvem uns aos outros, isto não é família, é uma pensão”.
Em entrevista à Renascença o psiquiatra Pedro Afonso refere que este “sequestro da família pelos vários ecrãs” gera um “culto do individualismo”:

Tal como já referimos, no livro “Quando a mente adoece”, editado pela Principia, Pedro Afonso lança o desafio de uma noite, em família, à luz da vela. Mas como funciona e para que serve esta noite?

Mas a tecnologia não precisa de ser uma obsessão. A tecnologia tem inúmeras vantagens que não devemos ter vergonha de assumir e que podem melhorar em muito os nossos dias, como explica Pedro Afonso:

Para si, qual o papel que a tecnologia desempenha na sua vida? Às vezes também sente que vive numa “pensão”?

Dia 19 de Novembro pode ouvir, na íntegra, a entrevista que o psiquiatra Pedro Afonso deu ao Carlos Bastos.
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