Opinião de Ribeiro Cristovão
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​Rússia, aí vamos nós

08 jun, 2018 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Se é verdade que os empates com a Tunísia e com a Bélgica tinham sabido a pouco, o desafio do estádio benfiquista deixou indícios de que vai ser possível realizar um bom campeonato do mundo...

A selecção portuguesa despediu-se ontem à noite do seu público com uma excelente exibição no estádio da Luz e uma vitória indiscutível frente aos africanos de igual formação argelina.

Se é verdade que os empates com a Tunísia e com a Bélgica tinham sabido a pouco, o desafio do estádio benfiquista deixou indícios de que vai ser possível realizar um bom campeonato do mundo, embora não possamos dizer que a representação portuguesa tem condições para regressar de terras russas com o caneco.

Fernando Santos tinha avisado chamando a atenção para algumas dúvidas que ainda pairavam no seu espírito quanto à forma e ao conteúdo do onze que vai preparar para o primeiro embate, por coincidência aquele que parece revestir-se de maiores dificuldades.

De facto, não ousa ignorar que a Espanha também se apresenta neste campeonato com credenciais muito sérias, na tentativa de reeditar sucessos alcançados num passado não muito distante.

Quanto à nossa selecção, e é essa que fundamentalmente nos interessa, a resposta dada ontem frente aos argelinos deixou algumas certezas, duas das quais as mais relevantes: desde logo a confirmação de Gonçalo Guedes como um sério candidato à titularidade fazendo parceria no ataque com Cristiano Ronaldo e, do mesmo modo, o aparecimento de Bruno Fernandes, também com uma exibição de alto quilate que o pode ter lançado seriamente nas opções do seleccionador.

Para além disto, ficamos todos mais confortados com os regressos de CR7, a prometer uma presença ao seu nível na Rússia, e de Rui Patrício, o indiscutível dono da baliza de Portugal, que deixou a ideia de estar a passar ao lado de todos os problemas que lhe criaram no seu clube.

De resto, o jogo não ofereceu dificuldades de monta. A selecção da Argélia não criou dificuldades, e mesmo os seus nomes mais fortes, Marez, Slimani e Brahimi, não causaram embaraços de maior.

Segue-se, amanhã, a partida para Moscovo.

No mesmo avião em que viajam o jogadores, técnicos e dirigentes, segue também a esperança de muitos milhões de portugueses que, sustentados pelo título europeu conquistado em França, sonham com o milagre que por ora parece impossível. Mas não é…

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